quinta-feira, 11 de janeiro de 2018

ÂNSIA DE PARTIR

A falsa imortalidade da alma
Falsos discursos, palavras apagadas pelo tempo
Amores destroçados pela minha incerteza

Quero apagar-me deste discernimento incoerente

A falsa verdade do amor
Quero distanciar-me desta dor inane
Este desejo que me estremece
Esta ânsia de partir, como se ao partir pudesse esquecer

Algures por entre a primeira e a segunda hora
Por entre a escuridão que escarnece da minha bravura
O meu reflexo esconde-se por entre espelhos partidos
Quero arrancar de mim este torpor, este medo obscuro

A falsa moralidade do desejo
Quero esquecer-te mesmo que deseje lembrar-te
Afogar por fim estas mágoas, estas saudades
Quero enterrar-te por fim no passado


Bruno:Carvalho

sábado, 6 de janeiro de 2018

BROKEN PROMISES

Broken promises, senseless lies
You caught me in your eyes
Forgotten hopes buried in time
Fragile dreams that I’ve made mine.

I saw you there where the moon dwells
And my desire slowly melts
You were shinning upon my head
But I couldn’t help to be sad.

Because you were far away from me
And mirages and ghosts are all I see
I found myself crying deeply, grieving
Restless and hopeless trying to find a meaning.

All the broken promises, oblivious feelings

A forsaken word with too many meanings.

Bruno:Carvalho

quinta-feira, 23 de novembro de 2017

DON'T BOTHER

Don't mind me, just wandering around drawing circles in the air
Don't mind me, nothingness is just a state of mind
Don't bother to follow, you'll fall into your precious abyss
Don't bother to guess, I'm not you I am nor what I want to be

Just be silent, silence words cannot hurt
Just bury memories deep in time, the past is just too far away
Just let me be, too busy dwelling in fantasies undone

Don't bother to imagine, I'm just a light fading in a dark room
Just be there, where angels weep and men beg for perdition
Between crumbling ruins we slowly fade into oblivion.

B:d:C
2017

terça-feira, 5 de setembro de 2017

EXORCISMO

Exorciza os demónios da minha alma
Os fantasmas inumanos que consomem a minha carne
Liberta-me, perdoa-me.

Exorciza o meu corpo com o fogo do teu olhar
Junta o que há muito foi destruído
Completa-me, forja-me.

De nada tudo e do nada a eternidade
Fontes luxuriantes de vida em terras de morte
Faz-me de tão pouco tanto.

De esperança ouvi falar
Nada de cor tudo de sabedoria
Como a flor que naufraga em tão linda melodia.

E nasce comigo na manhã do meu ser
Como o orvalho se forma com o amanhecer
Sê tudo ou nada mas sê.

Bruno:Carvalho
Setembro/17

sexta-feira, 21 de julho de 2017

SINFONIA DOS CAÍDOS

Os acordes que choram, as letras que sangram, a alma que explode, um sentimento que se agiganta a cada nota tocada e o corpo implode sobre si... a ti me entrego, espírito, carne e sangue.
A poesia dos caídos... a solidão que não se desfaz.
E o corpo que tudo aguenta, demanda justiça pelo desterro da alma, faz-se mar, tormenta e tempestade, do grito que só alguns ouvem surge a sinfonia dos perdidos.
E as sereias filhas de um deus menor, enfeitiçam sem saber que a maldição nunca mais poderá ser quebrada.
Os acordes choram e a música baila moribunda por entre os meus dedos, como areia de uma ampulheta desfaz o tempo e corrompe a vontade.
Aos sós tudo que de só há, aos esperançosos tudo o que a esperança não dá e aos funéreos tudo o que a morte tirará.
Uma hora e um bater longínquo, os acordes choram e a música extingue-se.

Bruno:Carvalho
2017

quarta-feira, 5 de abril de 2017

GRAVITY

Gravity sickness
Let the world just fall apart
Leaves die, leaves grow up again
Altitude, my aim, my dream
Left adrift in the morning light
"Just hang on", they say
"Just be strong", they whispered
"Just say goodbye", my ghost replied...

Gravity sin
Every angel will fall eventually
"Just give me your wings", some god demanded
"Just give my light back", my prince commanded
Days go by, nights stay forever
Just another choked scream drown in oblivion.

:BdeC:
2017

terça-feira, 21 de março de 2017

SESSENTA

Sessenta segundos de dor
Sessenta segundos de amor
Sessenta dias numa vida
Sessenta dias não curam a ferida
Sessenta palavras ao alcance da mão
Sessenta almas que requerem salvação
Sessenta almas que procuram o perdão
Sessenta segundos de frio interno
Sessenta segundos do meu inferno.

Seiscentos e sessenta e seis pecados
Seiscentos e sessenta e seis suspiros acorrentados.

Bruno:Carvalho


ÂNSIA DE PARTIR

A falsa imortalidade da alma Falsos discursos, palavras apagadas pelo tempo Amores destroçados pela minha incerteza Quero apagar-m...