quinta-feira, 23 de novembro de 2017

DON'T BOTHER

Don't mind me, just wandering around drawing circles in the air
Don't mind me, nothingness is just a state of mind
Don't bother to follow, you'll fall into your precious abyss
Don't bother to guess, I'm not you I am nor what I want to be

Just be silent, silence words cannot hurt
Just bury memories deep in time, the past is just too far away
Just let me be, too busy dwelling in fantasies undone

Don't bother to imagine, I'm just a light fading in a dark room
Just be there, where angels weep and men beg for perdition
Between crumbling ruins we slowly fade into oblivion.

B:d:C
2017

terça-feira, 5 de setembro de 2017

EXORCISMO

Exorciza os demónios da minha alma
Os fantasmas inumanos que consomem a minha carne
Liberta-me, perdoa-me.

Exorciza o meu corpo com o fogo do teu olhar
Junta o que há muito foi destruído
Completa-me, forja-me.

De nada tudo e do nada a eternidade
Fontes luxuriantes de vida em terras de morte
Faz-me de tão pouco tanto.

De esperança ouvi falar
Nada de cor tudo de sabedoria
Como a flor que naufraga em tão linda melodia.

E nasce comigo na manhã do meu ser
Como o orvalho se forma com o amanhecer
Sê tudo ou nada mas sê.

Bruno:Carvalho
Setembro/17

sexta-feira, 21 de julho de 2017

SINFONIA DOS CAÍDOS

Os acordes que choram, as letras que sangram, a alma que explode, um sentimento que se agiganta a cada nota tocada e o corpo implode sobre si... a ti me entrego, espírito, carne e sangue.
A poesia dos caídos... a solidão que não se desfaz.
E o corpo que tudo aguenta, demanda justiça pelo desterro da alma, faz-se mar, tormenta e tempestade, do grito que só alguns ouvem surge a sinfonia dos perdidos.
E as sereias filhas de um deus menor, enfeitiçam sem saber que a maldição nunca mais poderá ser quebrada.
Os acordes choram e a música baila moribunda por entre os meus dedos, como areia de uma ampulheta desfaz o tempo e corrompe a vontade.
Aos sós tudo que de só há, aos esperançosos tudo o que a esperança não dá e aos funéreos tudo o que a morte tirará.
Uma hora e um bater longínquo, os acordes choram e a música extingue-se.

Bruno:Carvalho
2017

quarta-feira, 5 de abril de 2017

GRAVITY

Gravity sickness
Let the world just fall apart
Leaves die, leaves grow up again
Altitude, my aim, my dream
Left adrift in the morning light
"Just hang on", they say
"Just be strong", they whispered
"Just say goodbye", my ghost replied...

Gravity sin
Every angel will fall eventually
"Just give me your wings", some god demanded
"Just give my light back", my prince commanded
Days go by, nights stay forever
Just another choked scream drown in oblivion.

:BdeC:
2017

terça-feira, 21 de março de 2017

SESSENTA

Sessenta segundos de dor
Sessenta segundos de amor
Sessenta dias numa vida
Sessenta dias não curam a ferida
Sessenta palavras ao alcance da mão
Sessenta almas que requerem salvação
Sessenta almas que procuram o perdão
Sessenta segundos de frio interno
Sessenta segundos do meu inferno.

Seiscentos e sessenta e seis pecados
Seiscentos e sessenta e seis suspiros acorrentados.

Bruno:Carvalho


quinta-feira, 9 de março de 2017

SHELTER

Take Shelter


Timeless we are
Children running
Through

I lost myself in you
Found myself in truth
Lose ourselves along the way

Sky is changing
Distant lightning
Far the falling rain

I lost myself in you
Found myself in truth
Lose ourselves along the way
Find ourselves in time again

Lost myself in you
Found myself in truth
Golden summer skies
Shadows form, dance, and die

Lost myself in you
Found myself in truth
Brooding clouds not far away
Dark the storm that's coming

quarta-feira, 8 de março de 2017

SIDELINE

Por mais ou menos inconsequências pelas quais passamos, no final não somos mais que loucos...
Loucos à procura da imortalidade através de mil e uma coisa, sem saber ao certo qual a certa, depois passa o momento e a vida esfuma-se num segundo... o tempo pára, também ele incerto se é ou não o momento certo.
Podemos meter quantas máscaras queremos, ser mais ou menos mordazes nas nossas abordagens mundanas, por muito que amemos nunca será o suficiente, por muito que vivamos nunca será o que desejámos que fosse, é um ciclo vicioso feito ao sabor do tique taque do relógio.

Por vezes partimos, sem dizer adeus, por ser incoveniente ou por medo, fugimos sem destino, sem saber o que nos prende e ao quê, somos bonecos de madeira leve soltos no vento norte... Partimos sem saber o que deixámos para trás...

O arrependimento faz-nos ténues miragens e quando queremos voltar atrás embatemos violentamente em muros invisiveis, em impossibilidades, por muito que queiramos que tudo dê certo, nada o é, e nada bate certo.

Vamos para o banco e vemos as coisas da linha lateral do jogo da vida, vendo as horas passar e esperando que por uma única vez o relógio pare mesmo.

Nunca parou, segue a marcha rumo ao esquecimento eterno...

Bruno:Carvalho
Março 2017

DON'T BOTHER

Don't mind me, just wandering around drawing circles in the air Don't mind me, nothingness is just a state of mind Don't bo...