quarta-feira, 1 de abril de 2009

ESQUECIDO

Esquecimento.
A palavra ecoava-lhe na cabeça fazia já algum tempo, a sensação que nada daquilo era ocasional fê-lo indisposto, com o tempo ficou ansioso e incomodado. No entanto o significado da palavra nunca lhe fora estranho. Olhou o relógio na parede, 13 horas, baixou o olhar e desceu os degraus.
Há medida que descia ao nível da linha do horizonte, as paredes vidradas reflectiam uma miríade de luzes, fechou os olhos, toda aquela luz o fazia tonto e incerto, cambaleando foi tropeçando nos degraus até cair, enquanto caía forçou-se a esquecer aquela palavra, mas o chão chegou demasiado depressa e assim partiu com a lembrança e em todo o seu recém formado espírito soube que a morte era só o início...

Bruno Carvalho

Foto por: Gonzales

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