domingo, 31 de maio de 2009

INVISÍVEL

Vês-me aqui, não sou invisível, não sou nenhuma miragem, nenhuma ilusão na noite, estou aqui sou real, sou verdadeiro, tenho um sentimento, sei o que digo pois tenho uma certeza, não uma efémera esperança de algo que parece distante.
Amo-te.

Dizer isto parecer-te-á para sempre como algo falso e como uma promessa demasiado boa para ser verdade, no entanto estas duas palavras sempre foram a verdade que moveu a minha vontade, a vontade que me conduziu fora da cama durante todos estes dias...
És a Alegria na minha vida, aquela força que busco no último momento, amar-te assim tornou-me um crente, alguém que sempre quis abandonar a vida, mas, que agora achou alguém que fez com que tudo fizesse sentido, tudo se encaixou como um puzzle, o espelho do teu olhar fez-se reflexo da minha alma.
Encerrei o passado, fiz-me presente, palavra corajosa perdida no vento, fiz-me humilde, pobre sonhador à espera do perdão da sua musa, fiz-me poeta e escrevi-te na passagem da manhã, pois tu és muito mais do que uma ilusão, és muito mais do que uma mentira perdida nos lábios de alguém descrente.
Eu amo-te e acredita meu amor, estes meus braços serão para sempre o berço do teu corpo.

Bruno Carvalho

quarta-feira, 27 de maio de 2009

OLHAR


Após cada abismo aparece como se de um milagre se tratasse uma nova escada.

Hoje renasci de novo no teu olhar, o espelho da minha alma. Renasci com a derrota como ponto de partida, renasci porque quero viver, sem medo. Pode doer, uma perca, um adeus, uma palavra amarga, mas dessa dor emerge sempre uma aprendizagem, um bocado de nós torna-se mais forte e impele-nos a continuar, mesmo caindo em abismo após abismo pois bem no fundo temos sempre a esperança que a escada esteja lá.
Viver com a amargura e com a culpa de um erro não premeditado não é mais do que uma desculpa para continuar a afundar-me na minha patética miséria, por isso vou à luta, tudo tem solução à excepção do vazio silencioso da morte, por isso aqui estou pronto para a batalha, pois luto por algo maior que eu, luto não só por mim, mas por ti, pela minha sanidade e principalmente pela minha felicidade.
Dia após dia, deixo que o passado me derrube, inconsciente que a resposta está dentro de mim, o mundo inteiro não está contra mim, sou apenas eu contra mim.
Vou lutar, não vou desistir, desta vez o medo não vencerá.
Vou subindo degrau a degrau e vejo já ao longe o cimo do abismo.

Bruno Carvalho

segunda-feira, 25 de maio de 2009

FOTOGRAFIA

Sentia-se como se estivesse preso numa fotografia, uma a preto e branco manchada pelas agruras do tempo.
Sentia-se estático, moldado pelo tempo em vez de se moldar a ele, sentia-se aprisionado na própria mente como se não houvesse de facto liberdade, como se tudo o que existisse fosse a sua supérflua miséria e os seus problemas.
Neste estado de coisas tudo a que se permitia era lamentar-se, culpar a vida como se ela tivesse vida própria e consciência, no fundo não se apercebia que a verdade estava ali não à frente dos seus olhos mas por detrás deles.
O tempo passou, as estações mudaram, o homem que era foi transformando em nada mais do que uma sombra dentro de si, não acreditava que de facto existia uma luz dentro dele, não de uma fonte externa mas sim uma luz dentro de si, uma luz tão bela que de facto até iluminava outras vidas.
Quando se apercebeu das maravilhas a que sempre se havia privado, ficou extasiado por viver. Afinal era aquilo a vida, aquela coisa estranha que já tinha ouvido falar mas que preso em si nunca conseguira experimentar.
Deu um passo no escuro e marcou para sempre na sua pele um sinal de fé, da dor renasceu para um novo estado de coisas, uma nova vontade de ser maior do que a frágil imagem no espelho.
Porém a complexidade das acções humanas não o havia prevenido para a nova tempestade, a nova prisão confundida com uma paixão pura, era pura sim, uma pura ilusão, uma fantasia sonhada por uma mente há muito confinada pela sua própria falta de coragem.
Então decidiu enfrentar a verdade, libertou-se das correntes nefastas que o prendiam a uma miragem, fez-se palavra para rasgar o silêncio, para buscar a verdade libertou-se num mundo para ele estranho e começou a descobrir quem era.
Finalmente começava a perceber quem era e o que fazia.
Finalmente a luz rompia a escuridão e a ignorância.

Bruno Carvalho

Foto por: adhil rangel

quinta-feira, 21 de maio de 2009

GRITO

Sentiu-o formar-se na garganta, a crescer, a ganhar forma, a ganhar cor, a ganhar nome, quando deu por si já o havia libertado, libertara o grito na sala de estudo, no meio das prateleiras meio cheias de pó, meio cheias de livros, as paredes nuas devolveram-lhe um eco, uma memória vaga.
Tremia mas parecia suar, o ar não lhe parecia de todo frio, era apenas uma sensação incómoda de tremura, como se os músculos fossem rasgar a pele e tingir a sala de vermelho, vermelho-sangue, o seu sangue.
Um zumbido persistente pareceu rasgar o silêncio, inclinou a cabeça para tentar perceber de onde vinha, com assombro percebeu que vinha de si, da sua boca aberta, saía agora apenas um fio de som, como se toda a dor tivesse sido libertada, deixando nada mais do que um profano silêncio.
Com os braços junto ao corpo encostou a cabeça na parede, a parede leste com janela virada para o jardim, jardim esse pintado pela brancura das flores de uma cerejeira, respirava ofegante como se o ar ameaçasse desaparecer de repente.
Deslizou com a cabeça suavemente pela parede, levantou o olhar e fixou-o para além do jardim, para a linha do horizonte onde um radioso sol nascia já deixando aqui e ali uns farrapos de nuvens pintadas de um efervescente branco.
Virou-se quando ela entrou.
Naquela manhã vestia um primaveril vestido branco que insinuavam todas as curvas do seu corpo, todas as curvas que ele aprendera a conhecer.
Com uma voz desprovida de qualquer emoção disse-lhe
- Vou-me embora.
- Adeus - a voz assomou-lhe à boca amarga como fel.
Quando ela saiu e bateu com a porta, o pó levantou-se, os livros caíram, as louças tiniram numa cacofonia desorganizada que por momentos permitiu abafar o seu grito transformado agora em gargalhada, lentamente suavizado até ao ponto de sorriso.
Lá fora o vento agitou a cerejeira inundando o chão terroso de branco.

Bruno Carvalho

terça-feira, 19 de maio de 2009

RENASCER

Deixou cair a máscara e riu às gargalhas.
Ajoelhou-se e voltou a a sentir a terra como já não a sentisse há anos. Aspirou o aroma das flores, sentiu a alma renovar-se, entrelaçando-se nos ramos verdes das árvores. Encheu o peito de ar e levantou-se.
Enquanto caminhava serenamente pelo caminho de terra, permitiu-se recordar, sentia-se livre pela primeira vez na sua ainda curta vida, sentia-se livre, liberto de qualquer sentimento nefasto, imbuído por aquele espírito renovado fez-se poema e largou os versos no orvalho matinal.
Sentiu-se fundir com os elementos, a leveza do ar, a intensidade do fogo, a força da terra e a fluidez da água, a estes juntou-lhes firmeza do seu espírito e formou uma nova vontade, uma nova ordem das coisas, fez-se pássaro e voou na manhã, fez-se chama e iluminou a noite, fez-se rocha e suportou o Inverno, fez-se onda e varreu a dor da sua alma.

Renasceu.

Uma nova força de vida parecia pulsar das suas veias, os seus olhos brilhavam irradiados pelo fulgor do sol, pareciam brasas aquecidas por um fogo perene.
Só então se conheceu, só então descobriu o sentido de uma vida que até aquele momento lhe parecia fugir entre os dedos, tudo agora parecia no lugar certo, não era mais aquela amalgama distorcida de gestos repetidos e automáticos.
Só agora compreendia o significado do amor, os seus segredos e caminhos misteriosos, a sua relação com a dor e o processo de cura que por vezes o amor acarreta.
Sem máscara e com o rosto ao vento sorriu.
O sol atingia o seu zénite.
Bruno Carvalho
Foto por: Carlos L.

sábado, 16 de maio de 2009

METADE

Quero descobrir cada pedaço do teu corpo, quero conhecer cada gesto teu, quero perder-me no teu olhar e ver-me nele, quero provar dos teus lábios a doçura da paixão, quero estar lá quando a tristeza aparece não só para secar as lágrimas mas também para compreender porque caem, porque por vezes chorar faz mesmo parte do processo de cura.
Quero estar lá quando tirarem de ti essa dor, quero estar lá quando marcarem para sempre na tua pele aquele símbolo de coragem e perseverança, quero estar lá quando deres ao mundo novos olhares através da janela da tua alma, quero estar lá quando a noite cai, quero abraçar-te e compreender que a beleza existe de facto neste mundo cinzento e triste.
Quero tudo isto porque sem ti sou apenas uma metade, um ser incompleto que vagueia em busca de sentido, quero sentir-me um todo, quero que viver em ti, pois vives já em mim.
Quero subir contigo cada degrau, vencer cada obstáculo, quero chorar contigo, quero rir contigo, quero ser tudo mesmo sendo nada, porque acredita estou há demasiado tempo sozinho, à demasiado tempo na demanda pela minha metade perdida.
Dizer que te amo nunca será suficiente para descrever o que sinto e tudo o que sinto vai para além de mil palavras vazias.
Basta o teu olhar e a certeza espelhada nele.
Bruno Carvalho

quinta-feira, 14 de maio de 2009

AMO-TE

Deixei-me cair no sono pesado como se a noite pudesse esconder o brilho dos teus olhos e os sonhos esconderem a profundidade de uma amor há muito aprisionado.
Na chegada da manhã rebolei nos lençóis para ter a certeza de estar vivo, abri os olhos e fixei o tecto, imaginei o quanto aquelas paredes haviam presenciado ao longo dos tempos.
Ao meu lado tu respiravas profundamente numa cadência serena, afastei os teus cabelos da face e beijei-te, fiquei ali parado, simplesmente a desfrutar do aroma suave da tua pele, agarrei a tua mão e beijei ao de leve a tatuagem no teu pulso, acordaste, o teu sorriso espontâneo brotou dos teus lábios juntamente com uma melodioso bom dia que percorreu todos os poros do meu corpo num arrepio gelado de prazer. Fixei os teus olhos negros e jurei que naquele momento eles eram o espelho da minha alma.
Ficámos ali naquele silêncio só nosso, naquela ausência de palavras desnecessárias, em cada toque, em cada beijo, em cada olhar, uma certeza, uma promessa cumprida, uma força férrea de viver, finalmente, finalmente a vida fazia sentido e o futuro deixava de ser uma miragem.
Aquele momento parecia um poema, as tuas palavras escritas fundidas nas minhas, como os nossos corpos entrelaçados num véu de seda.
Estamos livres, libertos por um amor há muito aprisionado por um mundo que simplesmente não compreende que os fios do tempo jamais poderão tecer impossibilidades e confinado por uma razão que teima em subjugar o coração.
Meu amor, não preciso de palavras, preciso só da profundidade do teu olhar, da doçura do teu sorriso e da intensidade do teu beijo.
Fixei de novo os teu olhos negros e enquanto o teu sorriso formava no teu rosto covinhas de prazer, soprei nos teus lábios ao de leve um simples... Amo-te.

Bruno Carvalho

Foto por : grENDel

sábado, 9 de maio de 2009

10 ANOS

Dez anos a planear algo é muito tempo, dez anos para descobrir quem sou e o que quero, dez anos para procurar um rumo e sair da jaula em que me aprisionei.
Viver fechado dentro de mim próprio não foi uma experiência fácil nem agradável, mas foi de facto enriquecedora ao nível da aprendizagem daquilo que quero ou não fazer, do que quero ou não acreditar. Agora sei que existe uma liberdade, que existe vida!
Estive no buraco, estive sem vontade de viver por mais do que uma vez, mas agora estou orgulhoso de mim por não ter desistido, por ter acreditado que era possível sair do buraco.
Claro que neste esforço não estive sozinho, estiveram algumas pessoas a acompanhar-me, a mostrar-me que havia mais do que escuridão, pessoas que me abriram as portas à percepção de novas realidades.
Desilusões continuarão sempre a existir é um dado adquirido, lágrimas irão cair de novo, mas agora sei o que enfrento e enfrento tudo com um sorriso nos lábios e uma certeza e esperança renascida!
Cheguei há pouco a casa a ouvir esta música, deixo-vos a letra, desafio-vos a descobri-la para ouvirem.
É assim que hoje me sinto

Bruno Carvalho

foto por: Bruno Abreu


"Wide Awake" by Lacuna Coil

The rebel inside
A mind of my own
I haven't felt right
Since the moment
I gave up
I challenged my limits
I'm feeling I'm becoming limitless
I take it all in and inhale

I'm wide awakeI open my eyes and the sky is so blue all of a sudden

I know that
I treasure my life

I find myself

Wide awake

Like you

The struggle within
Now I understand freedom begins
When you get out of the cage you built
It looks like
I'm crazy but I'm not the only one
To believe in myself, believe in myself
I won't be coming undone
Cause I feel like

quinta-feira, 7 de maio de 2009

ENTARDECER

Naquela tarde amena de Primavera sentou numa esplanada à beira rio. Pediu uma água. Enquanto a empregada navegava eximiamente por entre as mesas como se uma dança sincronizada se tratasse, não conteve um sorriso pois no fundo tudo aquilo parecia no sítio certo, nada poderia ser diferente.
- Obrigado - A empregada sorriu, ele devolveu o sorriso de volta.
Abriu o livro de capa dura que havia trazido, pareceu a companhia ideal para aquele final de tarde, folheou ardentemente as páginas, consumiu as palavras com uma ávida vontade de se fundir com a história, os pensamentos voavam como poemas libertado pela mão incerta do poeta.
Ao fim de dois capítulos, levantou o olhar e fitou o rio, o laranja do pôr-do-sol fundia-se agora nas suas águas calma, os barcos de recreio cruzavam-se lentos e descontraídos com outros mais apressados de pescadores ansiosos por terminar mais um dia de trabalho.
Aspirou o ar, sentiu a maresia trazida pelo vento, e ali, naquele local mesmo seguro ao chão, fez-se leve pensamento e permitiu-se voar.
Porque aquele dia não era um dia, era o dia.
Levantou-se, pagou e foi de novo presenteado com um sorriso, um sorriso daqueles descontraídos e sinceros, não deixou de retribuir.
Enquanto descia a avenida pelo passeio à beira-mar, recordava aquilo tudo, as memórias que tinha de cada espaço e a transformação do mesmo, viu aquela paisagem como fosse a primeira vez, livre daquele cinzentismo atroz, longe daquela dor eterna e daquela gaiola interna em se aprisionou. As cores espalhavam naturalmente numa tela bucólica de um entardecer arrepiantemente belo.
A vida era bela, a cegueira provocada pela sua própria mente, uma cegueira auto-imposta que lhe roubou a alma, que lhe roubou a beleza de um sorriso, havia desaparecido, agora havia a luz daquele bucólico fim de tarde, por vezes havia a chuva miudinha que tanto tinha aprendido a desfrutar, gostava de caminhar à chuva, por isso o fazia sentir vivo. Porém naquele dia estava apenas sol, um sol que agora atingia o seu ocaso e adormecia por detrás do horizonte, para dar lugar a uma ainda pálida lua em quarto-crescente.
Sentou-se no muro à beira-rio e sentiu a brisa nas costas, suspirou. Abriu de novo o livro na página marcada, marcava sempre as páginas, odiava perder-se a meio de uma leitura interessante.
Enquanto saboreava de novo toda a fragância daquela literatura sentiu outro tipo de fragância no ar e percepcionou uma presença a seu lado, levantou os olhos e fitou os olhos de mil-e-uma-noites da empregada.
- Olá. O meu nome é Mariana.
- O meu é Gonçalo - disse surpreendido pelo seu à vontade.
Um brisa mais fria levantou-se inquieta do rio.
- Permite que lhe preencha a solidão por um momento? - disse ela sorridente
- Seria um prazer.
Levantaram-se. Ambos coraram ao tropeçarem nas primeiras palavras um do outro. Sorrisos passaram a a gargalhadas que ecoaram nas redondezas alertando os pacatos transeuntes.
A lua subiu um pouco mais dando as boas vindas sob o seu brilho a ambos.
De mãos dadas perderam-se na noite e ao longe continuou-se a ouvir o eco de gargalhadas.

Bruno Carvalho

segunda-feira, 4 de maio de 2009

SORRISO

Hoje vi-te.

Vi a beleza frágil do teu olhar a cruzar-se com o meu, vi o sol que reflectia no teu cabelo, tornando aquele quadro bucólico ainda mais cheio de cor.
Não pude conter um sorriso, às vezes um minuto muda mesmo uma vida, muda uma perspectiva cinzenta para uma enorme paleta de cores, muda um espírito inquieto, molda-o ao sabor da intensidade de um olhar, mesmo sem palavras proferidas, mesmo sem explicações dadas, muda porque dele se retira uma força maior.
Hoje vi-te segura, reencontraste o sorriso, aquele teu sorriso tão sincero e descontraído, é impossível ser fácil dizer adeus, mas tu deixaste que o tempo levasse a mágoa e agora brilhas de novo e contigo os meus olhos, o meu sorriso brotou de novo trazendo com ele uma torrente de sentimentos bons.
Sinto agora que já nada temo, passo a passo, procuro força para endireitar o caminho que ameaçava tornar-se estreito e íngreme.
Hoje vi-te e novamente me apercebi de quanto a vida é bela, esse facto fez-me sorrir a sério, um sorriso quase riso, gargalhada incontida de uma alma há muito aprisionada.
Aproximei-me, ousei aproximar-me, pois parecia de facto impossível fugir ao magnetismo do teu renascido olhar, fitei os teus olhos, aqueles poços a transbordar de serenidade.
Quando afloraste os meu lábios com um beijo suave, suspirei e com toda a calma e certeza do mundo sussurrei...
Amo-te.

Bruno Carvalho

Foto por: *DaJe

domingo, 3 de maio de 2009

NOVO DIA


Hoje vi o sol nascer!

Não estou feliz por alguma razão romântica inerente ao facto, estou feliz porque nesta noite soube o que era e soube vencer alguns pequenos medos, aqueles que ninguém nota, mas que estão lá ao virar da esquina.

Hoje vi o sol nascer!

Apesar do cansaço e do turbilhão de emoções, apesar do corpo dorido e da cabeça tonta, estou realizado, porque nestes momentos sou feliz, quando consigo ser maior do que a minha pequenez, e consigo sê-lo apesar de a minha rainha ter estado com outro rei, apesar de se calhar mais logo após aquelas corajosas horas de sono eu me sentir de novo invisivel e triste...

Sei que é uma vitória pois estou a tentar, apesar de todas as formas me tentarem derrubar...
Vejam!

Ainda estou de pé!

Atrevam-se a conhecer antes de condenar... Um dia será tarde demais...


Bruno Carvalho

DON'T BOTHER

Don't mind me, just wandering around drawing circles in the air Don't mind me, nothingness is just a state of mind Don't bo...