domingo, 28 de junho de 2009

ESQUECER

É preciso esquecer.
Esquecer porque não vale a pena, esquecer porque não é amor, esquecer porque o medo já fez de mim um prisioneiro por demasiado tempo.
Vou esquecer, tenho a força, tenho o poder, sou eu que decido, a minha cabeça não o meu corpo, vou esquecer porque tudo isto é uma farsa, não preciso de ninguém para saber que sou importante, que conto, não como um número mas como um ser humano que luta como todos por realização.
Eu existo. Eu sinto. Eu amo. Eu não tenho medo.
Não vou viver mais escravizado por pequenos momentos, momentos ilusórios, busco coisas maiores.
Sei que vivo finalmente sei que vivo e vivo nas palavras da R. e da D., no olhar dos meus amigos, nos gestos da minha família.
Não preciso de ti.
Apesar de sempre ter estado aqui deixo de estar, porque tudo tem um fim, até o amor. Eterna só a escuridão da morte quando vier para nos tirar o último fôlego.
Vou ser forte, tenho que o ser para sobreviver, vou acreditar que mais este passo atrás só me fará dar mais dois em frente, esta nova fraqueza só me fará mais forte, é o fim, o adeus.
De todos os adeus o maior, o final.
O teu nome morre aqui na minha mão enquanto largo o pó ao vento e de ti sobra só uma ténue lembrança fechada no esquecimento.

Bruno Carvalho

Foto por: Teófilo Raposo

sábado, 27 de junho de 2009

DIABÓLICO

MOONSPELL
"Opus Diabolicum"
"Voa Serpente do orgulho, Mãe da terra, nossa Mãe,
Lei daqueles que clamam P'lo Homo Natura, p'la flama,
Voa erótico Pentagramma, E destrói, e destrói quem te ama."
[Langsuyar T. RexFall 1993 e.v.]
"Masturbar-me-ia sobre a tua divindade,
Enrabar-te-ia se a tua fraca existência
Oferecesse um cu à minha incontinência;
Meu braço o coraçâo te arrancar
Para com o meu fundo horror melhor te penetrar.
"[Marquis de Sade(1740-1814)]




MInd over matter...

sexta-feira, 26 de junho de 2009

AMOR

Como poderei esquecer-te se tudo à minha volta me faz lembrar de ti?
Aqui estou eu como sempre estive, desde a primeira hora em que este amor se entranhou em mim, aqui estou eu de novo enredado num silêncio frio, sorvendo cada palavra tua como um bálsamo para a minha alma ferida.
Tentei odiar-te, confesso isso, mas como poderia? Cada pedaço de mim clama por ti a cada minuto que passa.
Tudo é ilusão até o termos transformado em realidade. Ciente que isto nada tem de racional deixo-me levar pois a vida merece ser vivida, deixo o medo atrás da porta, salto para a rua para arriscar pois estive demasiado tempo longe de mim, do verdadeiro eu.
E de novo tudo volta a ti, tu és o meu poema vivo, danças leve no papel solto da minha vida, saltando de linha em linha, por vezes nítido outras difuso, mas estás lá sempre.
Como gostaria de entender o porquê desta distância, o porquê deste silêncio, como se este sentimento fosse algo condenável, algo triste que se devesse matar à nascença, como poderia ser assim? condenado como fosse mentira.
Como conseguiria depois explicar aquele teu sorriso, que os céus me caiam em cima se aquele sorriso não foi dos mais sinceros e verdadeiros que vi, é maravilhoso como aquele teu sorriso é o espelho da tua beleza, tudo se concentra nele, tudo o que és se sintetiza naquele teu simples sorriso.
Dizes que não sei nada, que não sinto nada, mas eu digo-te, eu sei bem o que sinto, tenho coragem e tenho a força para lutar, da mesma forma que tenho a força para superar o medo de te perder.
Se assim for, se a vida for assim tão injusta, deixar-te-ei partir se me prometeres dizeres um último e definitivo adeus.
Aqui continuo a pairar na manhã, em cada manhã como uma nova bênção, um novo passo para a liberdade, mesmo que continues para sempre a fugir, sempre um passo à minha frente, estarei atento perdido num pensamento.
Acredita nada acontece por acaso, muito menos um sentimento assim, mesmo que o negues para sempre, mesmo que temas que entre na tua vida e a ilusão que parece tão querida se torne realidade.
As asas recuperam forças, é tempo de tentar de novo, é tempo de voar sem medo de cair.

Bruno Carvalho

Foto por: macroboy

quinta-feira, 25 de junho de 2009

DOR

Abre-se uma brecha no querer, na coragem, na determinação e logo entra de novo a tristeza e a consciencialização da solidão, renasce de novo a dor.

A dor física passa, como o vento na tempestade varre a frágil capa de areia e deixa de novo a nu aquela dor da alma, estremece de novo em mim aquele eco, aquela voz que me empurra para o canto mais negro da minha mente.
E ali fico impotente, consciente que tenho a força para dar a volta por cima, consciente que o farei, mas consciente também que neste momento nada faz mais sentido do que esperar, esperar inerte que a tempestade renasça, que os céus se façam de novo cinzentos, e mar revolto volte à praia para renovar a areia.
E assim passa o tempo e do fundo do meu egoísmo assisto impotente à minha inércia, cego ao distante clamor que se forma no ar, consciente da dor, consciente do amor.
Consciente da minha solidão no centro da multidão, consciente que sou livre, mas que as minhas asas ainda não aprenderam a voar alto.
Mas da dor nasce a beleza, por isso agarro-me á esperança que amanhã vai chover e que a chuva vai lavar de mim este pressentimento de fim.

Bruno Carvalho

Foto por: Filipa

terça-feira, 23 de junho de 2009

ROSA

Uma simples rosa branca em forma de um olá...

"Day After Yesterday"
Today is the day after yesterday
And yesterday didn't go so well
My love came down and assured me
Sit down I have something to tell
When I met you my eyes hurt
That is how beautiful you are
I don't suppose I could feel this way
If I'd still have you by my side
By my side
I did not anticipate your candour
Even though I didn't know you too well
They say one door closed is another door open
But this door is leading me to Hell
When I met you my eyes hurt
That is how beautiful you are
I don't suppose I could feel this way
If I'd still have you by my side
By my side
I'm just broken up
I'm caving in
That is how tired I am
I don't suppose I could feel this way
Anneke van Giersbergen

segunda-feira, 22 de junho de 2009

CHEIO

Sentiu-se cheio, como há muito não se sentia.
Cheio de paz, cheio de certezas, cheio de coragem, cheio de amor. Deixou para trás a guerra, a incerteza, o medo e a dor, porque tudo finalmente parecia fazer sentido.
Enquanto descia a alameda acendeu o cigarro vespertino, aquele calor enjoava-o, sempre tinha preferido o inverno, os cheiros, o crepitar das lareiras, as noites aconchegadas nos cobertores, principalmente gostava da chuva e daqueles dias quando o céu explodia numa autêntica paleta de cinzentos.
Mas agora era Agosto, o céu explodia tórrido, o ar parecia baço, tudo aquilo provocava nele uma letargia indescritível.
Porém mesmo debaixo daquele calor sentia-se óptimo porque acima de tudo a revolução passava-se dentro dele. Apagado o sabor agridoce do passado, mergulhou em novos sabores e acima de tudo agarrou-se a um sentimento puro de liberdade, finalmente havia descoberto o que era, o que podia ser, finalmente percebeu que não precisava de ninguém para ser ele próprio, face a este pensamento sorriu.
Uma suave brisa soprou por entre os plátanos, respirou fundo, apagou o cigarro.
Aquele sentimento fê-lo sentir-se renascido, como se nos últimos anos tivesse sido outra pessoa, mas afinal era outra completamente diferente, finalmente sabia que o céu era o limite, finalmente preencheu o vazio, aquela lacuna do seu ser, esqueceu aquela voz que constantemente murmurava ao seu ouvido que ele era pequeno, incapaz e medroso, aquela voz que constantemente o deitava abaixo.
O que ouvia agora era o som do mar, aquele mar que adorava ver naquelas frias tardes de inverno em que deixava a cidade para trás e permitia-se ficar só. Não era uma solidão má, era aquela solidão saborosa de sermos só nós e os nossos pensamentos, aquele contacto primordial com a natureza.
Parou no fundo do molhe junto ao farol, os pescadores de fim de semana lançavam as suas linhas ás ondas, na praia os corpos amontoavam-se num ritual que sempre havia considerado demasiado inútil para fazer, mas enfim, cada um tinha a sua liberdade e a sua maneira de viver.
Respirou a maresia, aquele aroma forte entrou nos pulmões e sentiu-se voar.
- Olá!
Virou-se surpreendido
- Olá Rute! - disse visivelmente alegre
- Ufa está um calor! - disse com uma careta de enjoo.
- Sim, demasiado calor - respondeu ele
- Islândia ou Finlândia? - perguntou ela sorrindo
- Hum... - ficou pensativo - Finlândia!
Soltaram ambos uma gargalhada sonora, de braço dado viraram costas ao mar azul, nas suas mentes insinuava-se um doce Inverno em forma de um sentimento que o Verão simplesmente não podia compreender.

Bruno Carvalho

Foto por: Ilidio Pires

sexta-feira, 19 de junho de 2009

CORPOS

Encostei-te à parede e fui arrancando suavemente a tua roupa, os nossos corpos fundiam-se sedentos um do outro, por momentos os nossos olhares degladiavam-se numa batalha silenciosa, o brilho do teu reflectia-se no espelho do meu, eu sorvia dos teus lábios a paixão, tu puxavas-me para ti como se fosse possível eu fugir àquele abraço furioso.
Fizemos dos lençóis uma praia silenciosa após uma tormenta, o suor misturava-se, eu percorri com os meus lábios cada centímetro do teu pescoço, com as mãos viajei pelas curvas suaves dos teus seios, as tuas unhas arranharam ao de leve as minhas costas e eu tremi de prazer, um arrepio percorreu a minha espinha e explodiu na minha boca sob a forma de um suspiro, os nossos gritos lutavam uma batalha desgarrada cada um seguido do outro até à explosão conjunta.
A nossa dança parecia interminável, o coração acelerou, a adrenalina disparou e num momento de puro êxtase perdemos-nos no limiar da razão, aquela sensação de liberdade tomou conta do meu corpo e eu abracei-te na tentativa de parar o tempo, o chão parou, ofegante e feliz beijei ao de leve os teus lábios enquanto meio rouco e tímido sussurrei nos teus ouvidos um amo-te sentido.
Ali ficámos abraçados, a olhar o tecto, sob o brilho ténue das velas, sob a harmonia da melodia que brotava das colunas e que agora se fazia ouvir de novo...
And I wonder if you ever wonder the same, I still wonder...
Fixei o teu rosto, o teu sorriso invadiu o meu olhar, com um novo beijo selei o momento e chamei o sono, ali adormecemos ansiosos pelo dia para sonhar uma nova noite.
(For my Angelica)

Bruno Carvalho

domingo, 14 de junho de 2009

FILME

Demasiadas vezes pensamos que a nossa vida é como um filme, que podemos pôr pause, stop, rewind ou forward, pensamos que podemos mudar de filme para um mais aprazível, um mais romântico, um mais excitante, ficamos encantados por esse possibilidade mas não passa mesmo disso de uma possibilidade tola.
Depois caímos em nós e apercebemos-nos que a nossa vida não é nada disso, mais importante apercebemos-nos que é única, que nunca teremos outra, poderemos desejar ser alguém diferente, podemos ansiar novos poderes, um novo corpo, mais bonito, uma nova cara, mas aprazível, no entanto nada disso vai mudar... E o que fazemos?

Nada.

Vivemos de ilusões, mergulhados em mágoas daquilo que nunca poderemos ser, definhamos, não aprendemos a viver como somos e perdemos-nos em esforços inúteis e o tempo passa, deixamos de viver, aprisionados a um futuro inútil não vivemos um presente feliz.
Vivemos agrilhoados a um passado sonhado e com saudades de um futuro inalcançável, e assim ficamos magoados, à espera de explicações que nunca serão ditas, e assim ficamos com medo de amar, agrilhoados ao silêncio, ao socialmente aceitável, à moralidade infligida por mentes obstruídas.
Por vezes sentimos a vida!
Aquela vida que parece escapar-nos aos poucos, por entre os dedos, por vezes é uma simples memória, algo que queríamos com real mas que não passa de mais um sonho numa noite inquieta.
Tenho que viver.
Perdoa-me noite, perdoa-me poesia, perdoa-me paixão, tenho que viver, entender este amor está ânsia que me quer levar além da sanidade.
Já perdi o discernimento, não sei se quero ser mais são, pois aprendi a viver na loucura, quero apenas viver este minuto, esta hora, este dia.
Um adeus pode ser mesmo uma segunda oportunidade.
Um novo olá pode ser a oportunidade de agarrar a eternidade.

Bruno Carvalho

sexta-feira, 12 de junho de 2009

FUGIR

Passo a vida a fugir.
A fugir do que sinto, a fugir do que sou, a fugir do que quero ser.
Convenço-me inutilmente que é fácil esquecer, que é fácil dizer adeus, pois não é.
Basta olhar de novo nos olhos que aprendemos a gostar, basta ver de novo o sorriso que aprendemos a amar, basta ver passar perto mas ao mesmo tempo longe aquela pessoa que comandada pela a imprevisibilidade e pelo mistério de um sentimento que sempre fugiu à razão dá sentido a uma vida que aos poucos se foi perdendo com o tempo, basta vê-la ali, real, viva, para as resistências caírem, caem as máscaras de ódio colocadas para disfarçar a minha dor, as máscaras de indiferença quando tudo o que queria era estar lá de novo, apagar as palavras ditas, voltar o tempo atrás.
Dói, dói porque tenho a certeza que esse tempo não volta mesmo atrás, os segundos passam incólumes ao meu sofrimento, surdos aos meus gritos.
Depois fica aquela sensação de vazio, o silêncio, aquela sensação de perda que disfarçamos com recordações, agarramo-nos a memórias como se fosse de facto possível voltar a vivê-las.
Perdi a fé em mim, no meu poder de ultrapassar todo e qualquer obstáculo, é mentira, é uma ilusão, continuo esfarrapado esquecido ao canto, continuo agrilhoado por um silêncio que quero
rasgar com gritos.
Aqui fico reconfortado por apesar de pouco acreditar saber quem sou.
Aqui fico à deriva, à procura de mim, à procura de ti, à espera que o teu riso invada de novo o silêncio e que o passado permaneça enterrado num baú perdido num recanto esquecido da minha razão.
Agarro-me à sanidade convencido que ainda a possuo, sou há muito louco, refém de uma paixão que quero compreender mas que sempre me negou explicações.
Aqui fico refém do teu silêncio.

Bruno Carvalho

Foto por: Diogo Sarmento

terça-feira, 9 de junho de 2009

PAZ

Por falta de palavras para descrever-te...



ANATHEMA - Temporary Peace
Deep inside the silence
Staring out upon the sea
The waves washing over
Half forgotten memories
Deep within the moment
Laughter floats upon the breeze
Rising and falling dying down within me
And I swear I never knew how it could be
And all this time all I had inside was what I couldn't see
I swear I never knew how it could be
All the waves washing over all that hurts inside of me
Beyond this beautiful horizon
Lies a dream for you and I
This tranquil scene is still unbroken by the rumors in the sky
But there's a storm closing in
Voices crying on the wind
This serenade is growing colder breaks my soul that tries to sing
And there's so many, many thoughts
When I try to go to sleep
But with you I start to feel a sort of temporary peace
There's a drift in and out

Daniel Cavanagh

To help you through another sleepless night

sexta-feira, 5 de junho de 2009

PASSOS

Pousou-a no chão, ela sorriu.
Naquele dia chuvoso de Verão haviam saído sem chapéu na esperança de apanharem um valente banho, no entanto teimosamente o sol continuava a fugir das nuvens e tal hipótese parecia gorar-se, haviam decidido viver dia a dia, como aquele dia era de chuva resolveram viver a chuva, um contacto harmonioso com a natureza, para se sentirem vivos, livres debaixo de cada gota.

Era o primeiro passo, o primeiro passo para a libertação.

Pôs o braço sobre os ombros dela e puxou-a para si, ela carinhosamente encostou a testa no seu peito e ouviu o seu coração bater num ritmo cadenciado, hipnotizava, apetecia-lhe adormecer.

Era o primeiro passo, o primeiro passo para encurtar a distância.

Haviam combinado recordar-se como amigos, haviam prometido aproveitar cada minuto juntos sem constrangimentos, sem regras e sem pensamentos num futuro incerto. Decidiram desfrutar um do outro, da presença e segurança que um dava ao outro.
Ele deu-lhe a mão e apertou-a junto com as suas, fixou o olhos na profundidade dos dela, esboçou apenas um sorriso pois nada mais havia a dizer naquele momento, as feridas dela estavam a sarar, cada dia que passava ela descobria um novo som, um novo sabor, uma nova palavra, tudo lhe parecia novidade agora que se havia libertado dos grilhões de um amor condenado à nascença. Havia renascido nas palavras dele, havia descoberto nos seus olhos que nada acontecia por acaso.
Um trovão rebentou no céu, gota após gota, a chuva engrossou encharcando os seus corpos abraçados, rindo às gargalhadas permaneceram assim felizes, ele baixou a cabeça e beijou-lhe a testa.

Era o primeiro passo, o primeiro passo para matar a saudade.

Bruno Carvalho

Foto por: Juan Riera

terça-feira, 2 de junho de 2009

DISTÂNCIA

Andava eu absorvido pelas minhas pequenas misérias, pelo meu amor não correspondido, andava eu cabisbaixo a pensar que se calhar tudo era culpa minha quando inesperadamente alguém "tropeçou" nas minhas palavras no meu blog, alguém com um nome peculiar e ao mesmo tempo original.
O comentário que deixou fez-me sorrir. Primeiro porque me tratou por você, depois porque iluminou o meu ego.
Precisava de ar fresco na minha vida, precisava de novidade, de novos pontos de vista e desafios, por isso fui à descoberta, e por vezes tomam-se decisões que alteram mesmo num minuto o curso da vida, o que descobri por detrás daquele nome peculiar foi uma pessoa fascinante e bela em todos os sentidos, por diversos motivos que no entanto guardarei para mim.
Intitulei este texto Distância por um motivo, duas das pessoas mais especiais para mim neste momento encontram-se separadas por mim numa grande distância espacial, uma em Odivelas a outra em Santa Maria da Feira, que no entanto conseguiu ser encurtada através da partilha de sentimentos e pontos de vista, pessoas que se ligaram como se de facto se conhecessem à diversos anos, aí reside um dos pontos positivos da Internet, juntar pessoas através de grandes distâncias.
Hoje acordei com um pouco mais de fé, não só em mim próprio mas também no mundo em si, afinal pode mesmo existir esperança, cheguei à conclusão que deixei de acreditar pois deixei-me confinar a um único ponto de vista, liguei-me demasiado profundamente a alguém que não merecia muito mais de mim do que uma simples simpatia, há tanto no mundo para descobrir, porque tenho eu de ficar confinado ao meu buraco, à minha prisão interior?
A partir deste momento acredito que as coisas só podem melhorar.
A distância entre nós está cada vez mais curta.
Bruno Carvalho

EXORCISMO

Exorciza os demónios da minha alma Os fantasmas inumanos que consomem a minha carne Liberta-me, perdoa-me. Exorciza o meu corpo com...