quinta-feira, 25 de junho de 2009

DOR

Abre-se uma brecha no querer, na coragem, na determinação e logo entra de novo a tristeza e a consciencialização da solidão, renasce de novo a dor.

A dor física passa, como o vento na tempestade varre a frágil capa de areia e deixa de novo a nu aquela dor da alma, estremece de novo em mim aquele eco, aquela voz que me empurra para o canto mais negro da minha mente.
E ali fico impotente, consciente que tenho a força para dar a volta por cima, consciente que o farei, mas consciente também que neste momento nada faz mais sentido do que esperar, esperar inerte que a tempestade renasça, que os céus se façam de novo cinzentos, e mar revolto volte à praia para renovar a areia.
E assim passa o tempo e do fundo do meu egoísmo assisto impotente à minha inércia, cego ao distante clamor que se forma no ar, consciente da dor, consciente do amor.
Consciente da minha solidão no centro da multidão, consciente que sou livre, mas que as minhas asas ainda não aprenderam a voar alto.
Mas da dor nasce a beleza, por isso agarro-me á esperança que amanhã vai chover e que a chuva vai lavar de mim este pressentimento de fim.

Bruno Carvalho

Foto por: Filipa

1 comentário:

dyphia disse...

eu n te quero assim, ouviste? tu nao estás sozinho... tens os teus amigos nos quais me incluo por isso nao estás so, ok?

bjos amigo e abre as asas :D:D:D:D:D:D:D:D:D

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