sábado, 17 de outubro de 2009

CELEBRAÇÃO


Levado pelo texto incrivelmente sincero e sentido que uma grande amiga escreveu e percebendo que por vezes, outros escrevem de facto aquilo que pensamos, resolvi voltar a escrever para vos contar um pouco do meu dia de hoje.
Hoje de manhã acordei meio contrariado, dormi pouco, hoje é sábado era suposto ter dormido descontraidamente até tarde, no entanto tive que levar o meu pai a um funeral de uma pessoa desconhecida da qual não nutro nenhuma sentimento em especial.
Contrariado levantei-me, turvado pela minha certeza que estava a ser injustiçado disparatei a torto e a direito, sem pensar no quanto os meus pais já fizeram por mim, custava-me assim tanto acordar mais um dia cedo por eles? Não não custava.
A pena é só me aperceber destas verdades muito mais tarde, pois não faria muitas das minhas asneiras.
Depois de acordado e conformado que o estava definitivamente e depois de ter deixado o meu pai no tal funeral, preparei-me para enfrentar a dura seca de uma hora sem nada para fazer.
No entanto hoje ao contrário do quem tem sido nos últimos 11 anos da minha vida, optei pela acção à inacção.
Hoje é um dia de celebração, não porque tenha acontecido nada de trasncendente, mas pelo simples facto que estou vivo e de que nos vale estar vivo se não vivemos?
Por isso peguei no meu carro e fui a um supermercado, fui à secção de vinhos e comprei o melhor que lá estava (sim foi caro, mas que interessa isso?). E comprei-o. Porquê? Pelo simples facto de que por vezes simplesmente faz sentido celebrar simplesmente a vida. Quando celebramos com amigos então faz ainda mais sentido.
Esta noite estaremos reunidos os amigos do EnoMoinhos, diversos amigos entre tantos que tenho a bênção de possuir. Vamos celebrar a Barca Velha oferecida ao amigo Paulo Nuno no festejo do seu casamento, vamos celebrar o nascimento da pequena Mafalda, o primeiro rebento do amigo Carlos ou simplesmente vamos celebrar estarmos juntos e vivos, precisamos de mais algum motivo?
Por isso indiferente ao que aquele dinheiro me possa ou não fazer falta num futuro que pode nem sequer chegar, vou celebrar com os meus amigos o momento, o prazer, a hora, deixar fluir os minutos como se fossem os últimos.
E amanhã? Amanhã será um novo dia. No entanto vivo ainda neste sábado dia 17 de Outubro de 2009 e enquanto das colunas da minha aparelhagem brotam as emoções em forma de música dos Ghost Brigade eu sinto-me leve e vivo, simplesmente por aquele medo se ter dissipado um pouco e eu de facto ter-me apercebido que não estou tão só na multidão como pensava estar.
E sinto, afinal sinto que estou vivo e amo, acima de todos eu próprio depois aquelas pessoas que ao longo de uma vida ou simplesmente há um par de anos me acompanham nesta viagem, aquela que não me arrependo nada de ter feito.

Quanto ao texto da minha amiga Rute aqui fica o link http://sentidodosentir.blogspot.com/
vão ler, vale a pena!


Bruno:Carvalho


Foto por: Clara Sousa

2 comentários:

Marina disse...

Vale a pena ler e reler este texto, e saber que te sentes assim leve e vivo, fazendo-nos sentir a mesma coisa.
E, é verdade, não estás só nesta imensa multidão ... estamos cá todos, nem que seja para nos chatearmos uns aos outros, mas estamos.
Continua a escrever assim ...

A amiga Marina.

dyphia disse...

passamos a maior parte do tempo a reclamar q nem prestamos atenção as maravilhs que nos rodeiam... é mt bom de vez enquando abrir assim os olhos...
magnifico texto meu amigo

beijinhos

DON'T BOTHER

Don't mind me, just wandering around drawing circles in the air Don't mind me, nothingness is just a state of mind Don't bo...