quarta-feira, 2 de dezembro de 2009

ARREBATAMENTO


Arrebatado.
A palavra fugia-me já há vários dias. É uma experiência de arrebatamento aquela que sinto ao olhar nos teus olhos, lá na profundidade deles, onde ninguém ousa ir, onde ninguém quer ir, por causa do medo. Aquele medo que nos turva sempre, roubando-nos os momentos certos.
O desconhecido abre-se entre nós, um abismo auto-denominado distância, distância espacial, não temporal, pois o tempo é nosso, todo o tempo.
E mesmo que fiques insegura sem saber onde pisar a seguir, sem saber o que dizer apesar das palavras se acumularem na tua boca, fica ciente que mesmo que decidas eternizar o silêncio, nunca poderás calar com ele o meu sentimento. Ali ficará ele entre o crepúsculo e a aurora, eternamente à espera embora não seja eterno, pacientemente aguardando apesar de ser maior que o tempo.
É engraçado como as nossas decisões parecem afectar sempre a nossa vida mesmo que por vezes não pareça à primeira, mesmo que demore o tempo necessário para o sol dar uma inteira volta à terra, acabamos por nos aperceber que certas coisas nunca poderiam ser de outra forma.
Temo porém que com o meu firme entusiasmo, com a minha recém descoberta felicidade te empurre para longe de mim, para ainda mais longe.
Arrebatado pela doçura do teu sorriso deixo-me levar pela serenidade, a eternidade tão perto embrulhada num beijo teu, desfaço-me em pequenas gotas de chuva para tocar a tua pele, uma lágrima de felicidade derramada pela imensidão dos teus olhos, sob qualquer forma estarei lá, pois a tristeza jaz inconsciente que é finita, infinita é a minha esperança em conseguir conquistar o teu jardim, e no meio das rosas vermelhas, dos lírios dourados, dos cravos brancos e dos malmequeres amarelos, estarás tu a maior flor que o mundo jamais viu florir.
E aqui continuo arrebatado apesar da distância, do abismo do medo e da incerteza de um sentimento que de banal tem muito pouco mas que de único tem quase tudo.
E o nosso será sempre muito mais que um simples sonho ou um delírio de uma noite mal dormida.

Bruno:Carvalho

3 comentários:

_Sweetinha_ disse...

Olá!! Aqui está o prometido. Como sempre escreves com alma e coraçao e o que sai dai é mt bonito... Nunca deixes de escrever assim, aqueces o coraçao a quem lê :o)

Jinhos grandes

dyphia disse...

porque só tu tens o poder de me deixar assim parada a olhar para um teclado sem saber o que escrever...
ainda é para mim que escreves?
a vida é tão injusta, tão cruel...

Abelha Charlatona disse...

Como deves ter visto (ou não) 'roubei-te' a musica :)
linda *

Espero que não te importes por 'seguir-te' :P

Continua a escrever assim :)

Um beijo, Patricia

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