domingo, 26 de dezembro de 2010

A FINE DAY TO EXIT

ANATHEMA
"A Fine Day To Exit"

Long way from home
Nowhere to go
What made the river so cold?

The sweat of thoughts
Trickle down my brow
Soaking and stinging my eye

You've got to face it head on
So you can turn this thing around
'cause this ain't right

Tell tale sighs and cries
Of dreams unfulfilled
And time is running, running dry

Panic stricken bloodshot hearts
Try to restart
But no longer build the well to survive sweet oblivion

You've got to face it head on
So you can turn this thing around
'cause this ain't right

I've got these feelings and I don't know why
I see all my fears in the darkness of light
What made the river so cold?

Never anyone to rearrange and fall to
Time inside the empty
Call to the blameless, I am faithless
Placid dying eyes

You've got to face it head on
So you can turn this thing around
'cause this ain't right

You have to go eye to eye
Raise your face to the sky
'cause this ain't right

I got to believe when I say
Only this is the way

quinta-feira, 23 de dezembro de 2010

GLÓRIA ANTIGA

Onde andas tu velho sangue lusitano, que outrora deste mundos novo ao mundo, que outrora lutaste pela democracia e fizeste de um sonho uma revolução?
Onde estás tu velho comunista, agora trocado por mil e um velhos do Restelo que sob uma falsa máscara de modernidade nos fazem atolar ainda mais no pantanal criado por anos e anos de esbanjamento?
Os anos das vacas gordas como lhes chamam...
O que aconteceu à velha ideologia? Está diluída na mole humana, transformou-se os punhos no ar e os gritos na rua pela revolução de esplanada, falamos falamos, mas dali não sei nada de concreto...
O que fez com que a massa trabalhadora deste país fosse transformada em meras peças de um xadrez económico e corrupto?
O que fez com que a maioria dos patrões considerasse um mero acto de caridade a contratação de um trabalhador?
Não somos pedras debaixo das botas de um gerente negligente, que num cenário de falência é sempre o menos culpado, mas poderemos de certeza ser uma pedra na engrenagem, mas querer...
Sobrecarregam-nos com exigências enquanto nos cortam os direitos, rentes para nada deles sobrar, quando tentamos nos manter firmes na luta pelos mesmos, atrofiam-nos de tal forma a nível psicológico que não temos solução senão quebrar, porque por vezes não temos dinheiro para exigir justiça, dinheiro??!!!
Sob a desculpa ignóbil da crise cometem-se crimes contra as mãos que elevam este país, mãos que levam ao fim de um mês de trabalhos uns míseros tostões para essencialmente pagar impostos, pagar saúde e educação como se não fossem direitos.
Tentem retirar a mão de obra numa fábrica de calçado e tentem manter a empresa só com capital... Cada vez mais a maioria dos gestores e gerentes perdeu a essencial visão humanista com os seus colaboradores, como se os empregados fossem os responsáveis pelo prejuízo ou pela crise...
Como diz o grande Fernando Ribeiro, "Volta a nós glória antiga!"

Eu vou preparar-me para descansar para ir trabalhar amanhã à borla por conta de um patrão que nem merece um mero bom dia, mal educado, mal formado, falso e imbecil.
Mas um direito que nos corta, às vezes não são só os burros que usam palas nos olhos!!!!

Bruno:Carvalho
2010

terça-feira, 14 de dezembro de 2010

PASSING BY


"DEATH IN JUNE"
What ends when the symbols shatter?
When life is but disappointment
And nothing is amusing
The one wild hunt
For loneliness
Is a life without god
Is an end without love
Soulless today
And soulless tomorrow
We struggle for tthe joy
Oh, we struggle for tthe joy
That life is haunted by
Its memories - its meaninglessness
Yearn to be gathered, cracked and saved
A thought for a life time
A thought for a night time
But, what ends when the symbols shatter?
And, who knows what happens to hearts?
But, what ends when the symbols shatter?
And, who knows what happens to hearts?

segunda-feira, 13 de dezembro de 2010

PARTIDA

Tudo é finito.
Mesmo aquilo que julgamos eterno, a desilusão instala-se quando nos apercebemos que o que sentimos deixou de existir.
Não porque não se lutou ou amou, mas porque simplesmente não podemos controlar o que sentimos por alguém.
Às vezes temos de sofrer para saber o que custa fazer sofrer, não o fazemos por crueldade, apenas é assim, o amor torna-se difuso, confuso, perdido em falsas esperanças que o amanhã aquietará a ansiedade de nada sentir.
Tornamos-nos vazios, perdidos no nosso egoísmo procuramos retornar ao sossego da nossa própria sombra.
Nada se perdeu contudo, cada situação da nossa vida é uma contínua lição, ganhamos experiência de erros consumados.
Não se pode alimentar um fogo sem oxigénio, neste momento estou sem fôlego e sem ele apaga-se o fogo que há uns tempos ardia fulgurante.
A honestidade e a comunicação acima de tudo. Não se pode viver numa ilusão, por respeito a nós próprios e ao outro.

Bruno:Carvalho
2010

sexta-feira, 10 de dezembro de 2010

THE BLEAKNESS OF DEATH

And there I stood facing the path I’ve chosen
Like fallen leaves in the snow,
I leave my footsteps in the heart of every man
I’ve chosen the night, this is my night, a eternal night.
And I fought, I fought bravely for my forsaken freedom

I left you buried in ashes
The ashes of our mistaken love
The blood that stain my hands will make me remember
There will be things I’m destined to recall
Others simply will fall in forgetfulness

And now I lay frozen in this open tomb
The bleakness of death drowning my wretched body
In this prison inside I foreshadow the end of all life
Repent if you want to be saved
I’m already condemned.

Bruno:Carvalho
2008


EPIC!!!

quinta-feira, 9 de dezembro de 2010

SELF vs SELF


One against One
None shall overcome

LINHA

Em câmara lenta.
Tudo parece estar a regressar em câmara lenta, como se uma linha se tivesse desenhado entre mim e eu próprio, vejo-me finalmente com os olhos de outra pessoa e no entanto parece-me tudo tão familiar.
Os cigarros, as drogas para me porem longe do pânico, as mesmas que me fazem deixar de sentir quase tudo, o mesmo banco do jardim virado para o rio, os mesmos versos ensopados de revolta e mágoa, mesmo aqueles que escondo sob uma máscara de pretensa felicidade.
Caminho à velocidade normal mas mesmo assim não me consigo apanhar do outro lado da linha, não me reconheço numa vida tão minha, através destes novos olhos simplesmente apreendo o sentimento tão próprio e ali fico de novo aos círculos, perdido, abandonado, perdido de mim mesmo sem nunca me esquecer o que fui.
Nem numa casa de espelhos com mil um reflexos de mim próprio consigo esquecer-me, há sempre aquele sentimento de não saber quem sou.
Tudo parece desvanecer-se por entre o fumo, conforme um novo sopro assoma aos meus lábios entro numa espécie de mundo paralelo para me aperceber que estou vivo, também quando a lâmina trespassa a carne ou quando aquele dor irritante me enche o peito, em todos esses momentos sinto que estou vivo, só porque toda essa dor substitui outra mais profunda.
Quando uma ferida sara e passo os meus dedos pela cicatriz e me lembro de como a sofri, apercebo-me que o tempo passou e eu nada fiz para o parar, para aproveitar, todos aqueles momentos sorvidos pela pressa de sentir.
O que me fez tão vazio?
Apenas um receptáculo, um casca vazia à deriva, sem saber como me realizar, como ser feliz, como ser verdadeiro, o que me fez tão insignificante?
O que me fez tão egoísta?
Quando pela primeira vez decidi que olhar para dentro era a melhor solução?
O que me fez tão vago, tão disforme que preciso de me destruir para me sentir querido?
As mesmas perguntas pairam no ar, conforme eu me tento agarrar, enquanto eu tento acelerar a câmara lenta para finalmente atravessar a linha e me apanhar no outro lado, para finalmente gritar de olhos nos olhos e soprar vida para o espaço vazio dentro de mim.
Num duelo final, sou eu contra mim, armas disfarçadas de misericórdias, enquanto arquitecto o meu maior e mais intenso de acto de egoísmo.
E mesmo na ponta do abismo não me deixo de sentir demasiado ligado ao que sou para dar o passo em frente.
Assim faço-me ignorante aos alertas vindos do outro lado da linha, como se ela fosse feita de tijolos e não de ar, torno-me surdo porque não me convém ouvir a verdade, que por detrás de um olhar triste estará por certo algo mais profundo que o meu ego.
Quando é que me convenci que a inacção é o segredo da cura?
Quando é que decidi lamentar-me em vez de lutar?

Bruno:Carvalho
2010

quarta-feira, 1 de dezembro de 2010

RE-CONNECT

I need to re-connect me to myself
No more pretending, no more oblivious thoughts
It's time to be real, it's time to face the truth
For life it's just a glimpse, an illusion in a sea of incertainty.

B:C
2010
ANATHEMA
"Re-Connect"

The fragments of connection died
Some things just won't fade with time
Hide behind a transparent eye
You can't see me but I can you...
Betray without a moment's thought
Regret nothing but getting caught
Your time has come and here I stand
Why should I hold out my hand to you...

I could never turn to you
I was silenced by that look in your eye
Feel I'm slipping back again

Black cold night I toss and turn I'm sinking, feel so
...drained
Shroud me, blind me, sick, weak, empty, drag me
...into pain
I tried so hard, don't drown me, bound to me,
self indulgently ...crazed
Black as coal, my sunken soul, will it ever be
...saved?

Come on and twist that knife again
Well I'd like to see you fucking try
Never going back again

An answer won't come from me
Confront your own worst enemy
What does your mirror see
Is it time to face up to me?

 

sábado, 27 de novembro de 2010

ETERNO

Já imaginaste o que é viver para sempre frio, para sempre só, vendo as pessoas e o tempo passar por ti?
Eterno. Já imaginaste a guerra que eclodirá na tua mente, a sede pela manhã contra o amor pela noite?
Tens a certeza que queres viver para sempre com a sensação de túmulo vazio? Procurando a sobrevivência na morte e a morte na vida?
Serás cinzas quando a luz quebrar a escuridão que te faz mover em frente, serás vazio quando o silêncio abocanhar os teus calcanhares, da tua pele cinza quase translúcida irão pulsar veias vazias, carentes de vida irás roubar outras vidas, irás ser consumido pela loucura e ficarás viciado nela, como se no teu infinito sopro de vida nunca tivesses tido mais nada.
Os impérios cairão, os dogmas serão muitas vezes arrebatados, e tu continuarás só, mergulhado numa solidão que se cola à tua pele fria serás só mais um ausente, um rejeitado pela luz, para sempre arrependido da venda da tua alma, serás eterno sim, mas a tua essência estará para sempre perdida.
Terás o teu funeral como a única memória boa, uma existência coroada pela maldição da morte eterna...
Por isso pergunto-te meu amigo: tens a certeza de quereres isto tudo?
- Sim, quero-o!

Bruno:Carvalho
2010

quinta-feira, 25 de novembro de 2010

INVISIBLE MOTIONS


ARCANA
"Invisible Motions"

A black nothingness
spreads out before me
Even though the pale moon shine
Impressed by the structure
of invisible motions
Nature's own design

A black emptiness surrounds me
Even though the crimson sky shimmer
The knowledge of the void ahead
The anger, the pain, the wrath

A black loneliness has filled me
Even though my hear is seized
By the remnants of a lost life
With the blackness I am pleased

The anxiousness, the anguish
Knowing this is an illusion
The fear I feel, the anger
That this is it, this is the end

terça-feira, 23 de novembro de 2010

LIGHT

Encostei-te à parede verde, ofegante mordiscavas o meu pescoço e eu gemia, gemia de prazer, à beira da inconsciência física a consciência psíquica viajava de estado em estado, navegava num mar fluído de tranquilidade, abri os olhos e fitei os teus, ficámos ali, assim parados como não existisse movimento, como se o silêncio fosse o estado natural das coisas.
Depois veio um beijo, seguido de outro e outro, as nossas mãos ansiosas despiram as roupas, deitados no tapete de musgo deixámos que a natureza nos possuísse, unidos pela paixão explodimos em múltiplos orgasmos, foi como o mundo parasse de rodar, um momento no tempo para sempre congelado na memória.
Adormecemos colados, corpos suados secos pela brisa primaveril, despidos da nossa falsa humanidade tornamos-nos unos, dois seres um coração, duas almas apenas uma canção, um hino de embalar, pelas três badaladas do sino da torre da igreja acordámos, com o sorriso colado nos nossos lábios, e um brilho de reconhecimento na profundidade dos nossos olhos.

Bruno:Carvalho
2010


segunda-feira, 22 de novembro de 2010

NADA

O que nos faz ter tanto medo de sentir?
O que nos faz ter tanto medo de sermos nós próprios?
Porque é que só raramente o nosso verdadeiro Eu aparece, por entre uma ou outra lasca de lucidez, é a moralidade que nos trava? O que é certo ou errado? Alguém poderá responder a isso?
Será a nossa espiritualidade que nos trama? O que nos define como seres humanos? A eterna luta entre o bem e o mal, será que não nos apercebemos ainda que somos tanto de mal como de bom?
Gritemos, façamos barulho acima do silêncio constrangedor, porque o mundo nasceu do caos e a nossa inocência nunca foi mais que uma desculpa para não sentir.
Fazemos-nos vitimas de um sociedade que ajudámos a criar, com toda a hipocrisia e todo o mal-dizer, um dia somos preto outros branco, no entanto o nosso âmago é cinzento.
Cinzento é também o amor que nos amolece, o amor fingido que passamos de palavra em palavra, o cinismo das acções disfarçadas de boas acções.
Façamos-nos amor descarnado, violento, selvagem, puro, verdadeiro.
Façamos-nos caos, para que haja uma razão para vivermos, tracemos um caminho que disfarçadamente dizemos nunca antes ter sido traçado, brinquemos com a morte, pois é com ela nos calcanhares que adormecemos todas as noites...
E quem sou eu? Não sou nada!
Mas ao menos tenho a coragem de o dizer.

Bruno:Carvalho
2010


sábado, 20 de novembro de 2010

VIDA

"Uma comoção passou-lhe pela alma, murmurou, travando do braço do Ega:
- É curioso! Só vivi dois anos nesta casa, e é nela que me parece estar metida a minha vida inteira!
Ega não se admirava. Só ali, no Ramalhete, ele vivera realmente daquilo que dá sabor  e relevo à vida - a paixão.
- Muitas outras coisas dão valor à vida ... Isso é uma velha ideia de romântico, meu Ega!
- E o que somos nós? - exclamou Ega - Que temos nós sido desde o colégio, desde o exame de latim? Românticos: isto é, indivíduos inferiores que se governam na vida pelo sentimento, e não pela razão...
Mas Carlos queria realmente saber se, no fundo, eram mais felizes esses que se dirigiam só pela razão, não se desviando nunca dela, torturando-se para se manterem na sua linha inflexível, secos, hirtos, lógicos, sem emoção até ao fim...
- Creio que não - disse o Ega - Por fora, à vista, são desconsoladores. E por dentro, para eles mesmos, são talvez desconsolados. O que prova que neste lindo mundo ou tem de se ser insensato ou sem-sabor...
- Resumo: não vale a pena viver...
- Depende inteiramente do estômago! - atalhou Ega
Riram ambos. Depois Carlos, outra vez sério, deu a sua teoria da vida, a teoria definitiva que ele deduzira da experiência e que agora o governava. Era o fatalismo muçulmano. Nada desejar e nada recear... Não se abandonar a uma esperança - nem a um desapontamento. Tudo aceitar, o que vem e o que foge, com a tranquilidade com que se acolhem as naturais mudanças de dias agrestes e de dias suaves. E, nesta placidez, deixar esse pedaço de matéria organizada que se chama o Eu ir-se deteriorando e decompondo até reentrar e se perder no infinito Universo... Sobretudo não ter apetites. E, mais que tudo, não ter contrariedades."

EÇA DE QUEIRÓS
em
"Os Maias"

Quem me dera assim tão bem escrever e descrever tão sucintamente o significado da vida...




No one can find me
Here in my soul
Kicking and screaming
Out of control

Calm myself down
Nobody knows
No one can find me
Here in my soul

Hooked on your problems
Do I know why
And if you come my way again
Would I lend a hand
Would I understand

Solitude was never seen as loneliness
And things need time
And time leads to other things
And playing roles
Which are limited
By the poor fund of knowledge
In this sick, sick world
We all fall down
Once in a while
Escaping the law of the unexplained pains

sexta-feira, 19 de novembro de 2010

DAISIES

Just holding on. One step aftar another, silently waiting for nothing real, just an imaginative thought left in the wind somewhere around something.
Just falling again and again. Bathing in lost tears I crave for something new, just keeping on believing, that one day the word will be spoken.
Just breeding despair. As if sadness would bring you back, as if death could be a valid solution.
I kneel at you feet facing our eyes, your tears run like fears, a river flooding and soaking my breath, I just stand still with your hands between my, so teel me love, are you really ready to let me go?
Remember, a dream it's just a dream if we insist in not living it, can we amend the past? Tell me, do you dare to try again?
The pain is only pain when we recall it, why not just forget? What else do you need? I'm standing right here like I always has been.
Eternity it's just a mirage, a false concept of unwilling happiness, forever it's just too long, a minute, a second, can change everything, do you dare to dream? All is what has meant to be, I'm only a shadow, by choice I lost myself in a broken mind, waiting for a collapse, waiting for your call...
Can it be?
I just saw a glimpse of faith in your eyes, while the cries wash all the lies between us, I saw you raising a smile, it can't be a mirage, truth blinds like a thousand needles pouring holes in my hollow skin, I rebirth from ashes to kiss you one more time, not the first not the last, still one to remember for now hope swims gently in your open arms.

Bruno:Carvalho
2010

How much beauty can you ask for?
Genious!

KRISTER LINDER
"Turning Daisies"

How much beauty can you ask for?
Genious!

segunda-feira, 15 de novembro de 2010

FOR MY DEMONS


KATATONIA
"For MY Demons"

well I'm here
and summer is gone I hear
so pray for me
as I now leave your town
when did I say this
I will never leave
I can't recall this
moment in my life

you would never sleep at night
if you knew what I've been through
and this thought is all I have
to trust upon when light is gone

my problem was
that you kept me here too long
and today is when
we'll regret that I came by
when did I say this
I will never leave
I can't recall this
moment in my life

life is full of darkness
and murderers come my way
someday you will join them
and I will let you in

domingo, 14 de novembro de 2010

...

Era tão mais fácil se pudessemos tomar as nossas decisões fora de nós, ser e não ser ao mesmo tempo, seria tão mais fácil não nos queixarmos o tempo todo quando há pessoas bem piores que nós, infelizmente por estes lados coisas fáceis é que não queremos.

Seria tão mais fácil meter um tiro na cabeça, cortar os pulsos, tomar uma dose extra de comprimidos, mas para isso é preciso coragem e ela por aqui também não abunda.
Quem quiser que lhe pegue, eu já desisti de mim...
Quando se chega a este ponto muito pouco resta...

Feeling nothing... nothing at all...

sexta-feira, 12 de novembro de 2010

DEVANEIOS E AFINS

Hoje neste final de tarde, véspera de fim-de-semana para alguns eu incluído, venho opinar sobre algumas coisas que deviam ser banidas principalmente da sociedade portuguesa, pois de tão desnecessárias que são só devem causar mais prejuízos para o país em crise.
Deverão estar de certo já a notar alguma ironia nas minhas palavras e confirmo desde já que a utilizarei.
Uma das coisas a ser banida desde já era os caixotes do lixo, a maioria é feita de plástico, um material altamente poluente e como são praticamente inúteis pois para qualquer lado que olhamos só vemos lixo, atenção separo deste lixo o lixo humano (não produzido por, mas ele próprio), pois este lixo dava para mil e uma divagações diferentes, deviam ser considerados obsoletos e assim não ficávamos com qualquer peso de consciência ao atirarmos uma pastilha para o chão e ela se colar nos sapatos de uma velhinha de muletas.
Não sou decerto dono de toda a verdade mas de certeza que possuo uma pequena parte dela, por isso partamos para a próxima coisa.
Os piscas nos automóveis. Mais uma coisa que me parece completamente desnecessária, pois ninguém precisa de saber para onde vamos, é uma quebra de privacidade e porque acima de tudo as seguradoras estão lá para pagar, temos de contribuir activamente para a produtividade do país.
Outra coisa vulgarmente desnecessária são os passeios para peões, embora neste caso não defenda a total extinção pois alguns dos nossos fiéis animais de estimação e outros animais menos estimados os costumem utilizar, já o ser humano prefere a estrada, pura e dura, andam os Municípios a gastar milhões para nada e depois temos de dar trabalho também aos Bombeiros e Polícias, para justificarem o que ganham...
Aqui estão três coisas que poderiam ser facilmente eliminadas, estas advém da minha observação, não pretendo ofender ninguém, mas se o fizer também não é o fim do mundo, esse até estará para breve se continuarmos a consumir mais do que podemos criar.

Findo este texto, abandono a ironia e a sociedade em geral e parto para outros assuntos, mais pessoais neste caso.

Há pessoas que apesar de quando o dizemos parecer cliché e banal, nos marcam mesmo, não só a nossa vida mas nós próprios.
A sensação quando reencontramos alguém assim é decerto muito boa então quando é alguém que por uma razão ou outra perdemos contacto e se ausentou sem porém nunca abandonar a nossa vida a sensação quadriplica, porém só atinge o ponto máximo de êxtase quando nos apercebemos que o nível de bem estar  que recebemos dessa pessoa para além de ser recíproco é igualmente intenso.
Neste momento é que percebemos que apesar do que muita gente diz existem certas amizades que vencem tudo, mesmo o tempo, que resistem a quase tudo excepto a morte, mesmo que seja a um amor falhado ou não correspondido, a uma traição ou mentira.
Num qualquer ponto da nossa jornada para o fim, essa pessoa torna-se tão pertinente na nossa vida como o era no inicio da relação de amizade. É daqueles casos que o elástico estica, estica, torna-se fino e frágil, mas nunca rebenta e quando encolhe de novo vem com uma nova energia e intensidade.

Agora espaço para o momento musical do dia, que nada tem a ver com os textos atrás escritos, simplesmente após de um dia inteiro a consumir música de plástico sabe bem consumir algo saudável. Se a isto adicionarmos um toque de génio de um conjunto de músicos geniais, mais força ganha a razão de eles por este espaço aparecerem de novo.
De entre muitas escolhi esta, como poderia escolher qualquer uma das outras, do vasto reportório da banda norte-americana.

Bruno:Carvalho
2010

Ladies and Gentleman
Tool
Performing
"THE GRUDGE"



Bom fim de semana, sem abusos de preferência, se o fizerem porém certifiquem-se que não incomodam a liberdade de ninguém, pois ninguém tem culpa de sermos irresponsáveis.

quarta-feira, 10 de novembro de 2010

SLEEPING SUN

You're my sleeping sun
my new white moon

You're my silver skies
the wings that carry me home

You're everything, amazing beauty
gazing upon me, I set myself aflame

And so the angels sing
and the stars cradle my body
while I wait for you drowned in bliss
for my bed will never be empty again

Bruno:Carvalho
2010



LIAR

segunda-feira, 8 de novembro de 2010

LOST

I'm feeling so lost
Where am I?
Who am I?

I don't know how to feel, all seems so meaningless so vague
I need to be seen from someone else's eyes

I'm feeling so down
Maybe I really lost control this time

Bruno:Carvalho
2010

terça-feira, 2 de novembro de 2010

THE OTHER HALF

And I glide above you
Just an emotion turning into blue
An ocean of belief cast by your eyes
A morning breeze plundering my open arms

Here I stand, defending my ground
Bravelly, insanably fighting for glory
For my chance of cure dwell in your hands
Your calm and peacefull embrace carries me home.

And I still float above you
Waiting for you tobring me down again
For I long to live by the land
An urge feeling that I cannot understand.

I followed the southern light
And found you in a moonlight palace
An paradise disguised as eternity
Through open windows the world seems bearable

With you pain seems to disappear
With you silence seems a loud symphony
With you nightmares seem only a bad memory
With you I finally found the other half of me.

Bruno:Carvalho
2010



AMORPHIS
"Her Alone"

Only one can make me do my good deeds
only one and the shadow of that one
only one can make me do my evil deeds
only one and the shadow of that one

Her alone I will lend my ear to
only her will I obey
her alone I will always want to serve
only her I will defy
Only one can make me wage all my wars
only one and the shadow of that one
only one can make me do all my deeds
only one and the shadow of that one

My understanding under her advice
birth of my knowing under her advice
my desires I fulfill by revolting

quarta-feira, 27 de outubro de 2010

PONTO SEM RETORNO

Aqui estamos nós no ponto sem retorno, o pequeno país que já foi grande, que o deixou de ser e que tem tentado utopicamente voltar a sê-lo.
Aqui estamos nós após anos e anos de desperdício, de consumismo e investimento imediato.
Cá estamos nós pobres portugueses a queixar-nos tarde de mais, infelizmente é quase sempre tarde de mais que nos apercebemos.
Felizmente e apesar de este orçamento ir causar muita dificuldade, a maioria saberá por certo que são medidas inevitáveis, pois é demasiado tarde para emendar a mão, é impossível tapar os olhos e fugir para o lado, penso que racionalmente e além de qualquer ideologia política nos apercebemos disso.
O que é triste em tudo isto é que a nossa própria cultura de cidadão sempre foi de esbanjar, na maioria gerimos muito passionalmente a nossa carteira, do senhor que diz que pode não ter para mais nada mas que para ver o seu clube de futebol tem até às senhoras que gastam balúrdios e roupas caras e excêntricas, até ao simples viciado em nicotina que não se apercebe que pode mesmo viver sem ela.
Somos todos num plano mais baixo obviamente culpados pela situação em que estamos, somo-lo também porque demos poder aos políticos para o poderem esbanjar em programas mais ou menos fantasmas, após o 25 de Abril a máxima era meter o mais possível ao bolso, todos aqueles fundos comunitários à mão de semear eram demasiados bons para se resistir à tentação de não os agarrar.
Somos um país corrupto, não precisamos de qualquer estudo para perceber isso, e isto vai desde o mais pequeno favorecimento numa pequena empresa até ao gigantesco em qualquer Ministério ou Instituto Público, todos temos um preço.
Ironicamente a crise económica atingiu também o cartel das cunhas, por isso há males que vêm por bem...
E assim aqui estamos enterrados na merda até ao pescoço e com os dois maiores partidos políticos a brincarem com ela e a atirarem-na para a nossa ainda (por pouco) descoberta cara.
Infelizmente a nossa sociedade está assente num pilar e num único, o pilar do dinheiro.
O dinheiro é tudo, desde poder a fé, com ele conspurcamos o que somos para nos tornarmos tenrinhos para a corrupção nos sugar devagarinho.
O pior é que estes políticos que temos pensam que somos burrinhos (infelizmente alguns ainda se iludem), alguém poderá acreditar que a mudança de cor do poleiro poderá corresponder a uma mudança do estado de coisas?
Não, claro que não, é só o poder a mudar de mãos, para outras que ainda não mamaram, alguém ainda dúvida que estes sacrifícios têm de ser feitos? Se não for pelo PS será pelo PSD ou por outro qualquer, eleito após mais uma campanha eleitoral para chupar mais uns trocos ao nosso cantinho à beira mar plantado.
Com isto tudo os nossos patrões andam chupadinhos de todo, sem poder para se desenvolverem, especialmente os ligados aos estado e às autarquias, andam fodidos logo fodem-nos também a cabeça todos os dias, e nós lá engolimos mais um quilo de sapos, pois se falarmos vamos para o olho da rua e no olho da rua não temos os tostõeszitos que nos servem para sobreviver nesta corrupta e capitalista sociedade. Infelizmente e apesar de alguns poucos exemplos, ainda não podemos viver fora dela...
Por isso seguimos conformados que é o nosso fado, que ser triste é próprio de ser português, um pensamento que não deixa de ser patético para quem um dia deu mundos ao mundo.
É tempo de dizer basta!
É preciso uma revolução não tanto na rua, mas essencialmente em cada um de nós.

Bruno:Carvalho
2010








Come on!
Uggh!

Come on, although ya try to discredit
Ya still never read it
The needle, I'll thread it
Radically poetic
Standin' with the fury that they had in '66
And like E-Double I'm mad
Still knee-deep in the system's shit
Hoover, he was a body remover
I'll give ya a dose
But it can never come close
To the rage built up inside of me
Fist in the air, in the land of hypocrisy

Movements come and movements go
Leaders speak, movements cease
When their heads are flown
'Cause all these punks
Got bullets in their heads
Departments of police, the judges, the feds
Networks at work, keepin' people calm
You know they went after King
When he spoke out on Vietnam
He turned the power to the have-nots
And then came the shot

Yeah!
Yeah, back in this...
Wit' poetry, my mind I flex
Flip like Wilson, vocals never lackin' dat finesse
Whadda I got to, whadda I got to do to wake ya up
To shake ya up, to break the structure up
'Cause blood still flows in the gutter
I'm like takin' photos
Mad boy kicks open the shutter
Set the groove
Then stick and move like I was Cassius
Rep the stutter step
Then bomb a left upon the fascists
Yea, the several federal men
Who pulled schemes on the dream
And put it to an end
Ya better beware
Of retribution with mind war
20/20 visions and murals with metaphors
Networks at work, keepin' people calm
Ya know they murdered X
And tried to blame it on Islam
He turned the power to the have-nots
And then came the shot

Uggh!
What was the price on his head?
What was the price on his head!

I think I heard a shot
I think I heard a shot
I think I heard a shot
I think I heard a shot
I think I heard a shot
I think I heard, I think I heard a shot

'He may be a real contender for this position should he
abandon his supposed obediance to white liberal doctrine
of non-violence...and embrace black nationalism'
'Through counter-intelligence it should be possible to
pinpoint potential trouble-makers... and neutralize them.
Through counter-intelligence it should be possible to
pinpoint potential trouble-makers... and neutralize them
and neutralize them, and neutralize them, and neutralize them'

Wake up! Wake up! Wake up! Wake up!
Wake up! Wake up! Wake up! Wake up!

How long? Not long, cause what you reap is what you sow

domingo, 24 de outubro de 2010

JUST LIKE HEAVEN

"Show me how you do that trick
The one that makes me scream" she said
"The one that makes me laugh" she said
And threw her arms around my neck
"Show me how you do it
And I promise you I promise that
I'll run away with you
I'll run away with you"

Spinning on that dizzy edge
I kissed her face and kissed her head
And dreamed of all the different ways I had
To make her glow
"Why are you so far away?" she said
"Why won't you ever know that I'm in love with you
That I'm in love with you"

You
Soft and only
You
Lost and lonely
You
Strange as angels
Dancing in the deepest oceans
Twisting in the water
You're just like a dream

Daylight licked me into shape
I must have been asleep for days
And moving lips to breathe her name
I opened up my eyes
And found myself alone alone
Alone above a raging sea
That stole the only girl I loved
And drowned her deep inside of me

You
Soft and only
You
Lost and lonely
You
Just like heaven



quinta-feira, 21 de outubro de 2010

PALAVRAS OCAS

Palavras ocas e sem sentido
Ecoando por entre lajes gastas pelo esquecimento
E o pensamento, onde está esse nosso tormento?
Esse nosso destino de pensar
Sem o mínimo de paixão
E depois, sem perdão matar
Todos os sonhos belos, os poemas maltratados
Cuspidos, queimados e ultrajados.

Capto esses doces murmúrios
Num funeral de um anjo vingador
Que tentou matar em vão o amor
Que desesperou por um momento feliz
Para que curasse todas as suas feridas
E deixasse por entre os vivos as suas verdades despidas
De todo o sentimento de culpa
Que nem as divindades desculpam.

Pobre anjo, preso a uma vã eternidade
Preso a uma ténue fragilidade
Ansiando, esperando por outro mundo
Que não este podre e imundo
Mas chega-lhe agora já a paz desejada
Por entre a vida de fé despojada.

Bruno:Carvalho
2000

Como o tempo passa célere...

 

domingo, 17 de outubro de 2010

DISARM

Foi mesmo assim, desarmaste-me com o teu sorriso, com a doçura teu beijo, com a tua simplicidade, com a tua sinceridade, desarmaste-me com a tua fragilidade, com o aroma da tua pele. desarmaste-me com o teu olhar, ficou para sempre colado no meu.
Já sem armas rendi-me a ti, ao teu amor, fiz tréguas comigo, encontrei a paz e não quis mais a guerra, a única batalha agora que me faz mover é a guerra com a distância que nos separa, luto com o abismo para construir uma ponte que nos ligue.
A minha única arma agora é o amor que tenho por ti e que dispara a cem hora beijos de paixão e de calor.~

Bruno:Carvalho
2010

sexta-feira, 15 de outubro de 2010

BELOW

Symphonies of the dying daylight
Requiems for a bleeding soul
Beckoning in a dying world
We surface from beneath to draw the line

It's time to choose a side
Writing words in blood we mark the wall relentlessly
In the heartbeat of the storm
We shred angels wings,
At the sound of silent death
We nod to say yes once again
Shall we be damned again
For love shall not rise without a thousand tears

The sentinel veils the entrance to oblivion
We spread our black wings
Carrying the bodies our fallen enemies we cross the sky
Like the sun that shall burns all
So is curse that already purges our hearts
Ashes and tears, from the clay we will mold man once again.

Bruno:Carvalho
2010


sábado, 9 de outubro de 2010

PRISÃO

Um por dois, dois metros quadrados, é esta a área da minha cela, da minha prisão.
Com vista para um mundo complexo e estranho, arrasto-me com prisão atrás, um peso morto, um espaço obtuso sem barras nem correntes, mas com algo muito mais paralisante, medo.
Uma parede invisível de incertezas e desconhecido, uma barreira intangível que me impede de dar um passo em frente, tantas vezes o faz que quando finalmente o consigo dar, descubro que o fiz à beira do abismo.
Esse abismo infelizmente surge disfarçado numa forma que nunca pensávamos que o fim do mundo seria assim, um nada, um grande nada disfarçado de tudo.
O conforto, as palmadas leves nas costas, as palavras doces cheias de vazio, do meu púlpito um por dois, declamo discursos de inane coragem, como se as parcas palavras que escrevo de facto fizessem algum sentido.
E enquanto o mundo gira num tempo só dele, eu perco as pessoas, perco o me fez nascer, o objectivo último, viver.
E o sangue torna-se água, num copo agora vazio e que jamais voltará a encher, tornamos-nos híbridos, não somos nem nós nem os outros, somos uma mistura, uma nova espécie perdida do vazio, despida de objectivos de vida, morremos, todos os dias um pouco mais.
E enquanto a natureza se revolta e tenta nos fazer ver que de facto somos insignificantes ao que ao Universo diz respeito, nós seguimos cegos, agarrados ao dinheiro que pretensamente nos faz felizes, teimamos em não querer ver, como se assim enterrados de cabeça na areia pudéssemos evitar a destruição, aquela que há muito sabemos nos ter sido destinada.
Não poderia ser de outra forma, o ser humano nasceu para destruir, a si próprio, à sua espécie, às outras espécies, e num final redentor ao próprio meio em que vive.
Mas desvio-me do que à minha cela diz respeito. Perco-me na subjectividade para me esconder da objectividade de me julgar, um auto-exame, uma tomada de consciência, e enquanto recebo os pequenos avisos que o meu corpo sujeito aos excessos de tantos anos começa a vomitar, tento romper a barreira invisível e saltar para o mundo, o meu mundo, descubro que afinal não estou a tentar tanto assim.
Por isso de imediato a a cela parece querer alargar-se para receber novo prisioneiro, eu agarro-me a esse novo objectivo, aprisionar na minha própria prisão outra pessoa, uma pessoa que tanto quero ver livre que me convenço que a minha prisão é a liberdade que ela sempre esperou ter.
A consciência desperta, pois apesar de tudo e inexplicávelmente o sol continua a nascer, parece indiferente ao que gira em torno dele, mas aqueles que estão presos sabemos que ele não brilhará para sempre e que cada raio é uma bênção, pois para nós a escuridão é simplesmente a verdade que sempre abraçámos.

Bruno:Carvalho
2010

segunda-feira, 4 de outubro de 2010

GREY

Lembras-te como o sol brilhava na lezíria, lembras-te como o trigo reflectia-se dourado no teu rosto?
Lembras-te como as nossas brincadeiras de criança nos levavam a novos mundos?
Lembras-te como foi doce o primeiro beijo? O primeiro abraço a primeira vitória, a primeira descoberta?
Tempos que não voltam mais, tempos inseridos na matriz do tempo, para serem recordados e não jamais vividos de novo.
A vida move-se como as areias do deserto movidas pelo vento, fazemos de tudo para voltar a viver o passado, esforçamos-nos tanto para voltar a sentir o que passou que não nos apercebemos que o presente nos escapa, entre os dedos, como essa mesma areia.
A sombra desenvolve-se além da janela aberta, tomamos como mais uma lufada de azar, a miséria que nos abraça a tristeza que nos consome é o resultado de mais uma desilusão, de mais uma partida, de mais um falecimento, mas é muito mais que isso...
É o mundo que nos corrompe de novo, que tenta abalar as nossas crenças, por momentos esquecemos-nos que a vida é de facto conduzida por nós, vemos-nos no lugar do passageiros de novo.
Os mil e um tons de cinzento invadem de novo a nossa paleta de cores, ou dourado da lezíria transforma-se num sépia de um passado longínquo, uma memória de infância que não podemos de todo esquecer mas que insistimos demasiadamente reviver.
E enquanto em mais uma noite a coruja faz de novo o seu ninho na chaminé, nós trememos na cama, com medo do desconhecido, com medo de nós próprios e da vida que escolhemos ter.

Bruno:Carvalho
2010




This is my color
This is my legacy
Take what you need
And leave me behind

This is my offer
Take it or leave it
End of all games
Without me it all remains the same

Come here and live my life
As if it's yours my friend
I know it's hard
So hard to understand

And you let me beg you
I am tired and weak
Let go of my hand
I feel no regret

Tell me please
Where do you come from?
And let me know the price to pay
I wish I knew where I belong to
How did you find me anyway?


sexta-feira, 1 de outubro de 2010

MIRROR

KANDIA
"Reflections"

I look at you
And see myself
If I touch my skin
I'm touching you



All the tears in your eyes are like water to me
When I cry my eyes dry up instantly
When you talk - feel your breath - that's the air that I breathe
I'm screaming your name, tell me, can you feel the air I release
Can you?



Just look deep in my eyes and tell me what you see
I'm desperate to hold you, so eager to kiss you
So far from my skin and yet I'm feeling you here
Reflecting in you and you're reflected in me



I move my lips
And I spell Love
If I touch my skin
I'm touching you
All the tears in your eyes are like water to me
When I cry my eyes dry up instantly
When you talk feel your breath that's the air that I breathe



Just look deep in my eyes and tell me what you see
I'm desperate to hold you, so eager to kiss you
So far from my skin and yet I'mfeeling you here
Reflecting in you... Reflecting...
Just reach into my skin and tell me what you feel
I'm desperate to hold you, so eager to kiss you
So far from my eyes and yet I'm seeing you here
Reflecting in you and you're reflected in me

EXORCISMO

Exorciza os demónios da minha alma Os fantasmas inumanos que consomem a minha carne Liberta-me, perdoa-me. Exorciza o meu corpo com...