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A mostrar mensagens de Janeiro, 2010

MEDO

Às vezes sentimos que nos falta um bocado, felizmente percebemos que esse bocado nunca é aquele que nos é essencial para viver. Que culpa temos que a cegueira atinja a maioria da Humanidade? Somos dirigidos pelo medo, de que nos queixamos? è sempre longe demais, alto demais, gordo demais, magro demais, melancólico de mais... As pessoas não são luvas raramente encaixam em nós na perfeição... Porque é que temos tanto medo de dizer o que sentimos? Porque não simplesmente libertar a verdade que tantas vezes morre na nossa garganta, porra, a vida são dois minutos e passamos um minuto inteiro a escondermos-nos atrás de receios e mentiras. Bruno:Carvalho

DELÍRIO

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Que bela musa que por aqui passa. Lambuza-me todo como de mel fosse feita. O meu coração pára como se andasse muito acelerado, não anda, mas imaginemos que sim, pois de imaginação somos feitos por isso dela podemos viver. Ela olha mas não vê, incoerente nos seus passos faz-se Dulcineia como se eu de facto fosse D. Quixote (uma coisa é certa porém, posso ser confundido, pois também eu luto contra moinhos de vento)... Então Dulcineia chegou cheia de ares de domingo de manhã, aroma a lavanda, sorriso de amoras e vestida de sol, uma manhã gloriosa, poderia um homem simples querer mais? Eu porém para ali não estava virado, sempre fui feito de melancolia por isso para a noite sempre estive mais virado, perguntei se poderia trocar o sol pela lua, mas Dulcineia convicta como era, recusou, disse que a noite era demasiado fria, já o dia a enchia de calor ardente. Compreendi o seu ardor, porém desconfio que o seu motivo de tanta ardente paixão seja outro menos pudico, porém lá está, que sei eu? uma …

REFLEXOS

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Enquanto percorria o caminho enchia o bolso de pequenas pedras, uma para cada passo. à sua frente a cidade de vidro espalhava os raios de sol pelas redondezas, a paisagem bucólica parecia retirada de uma tela de um artista. Ao entrar nas suas ruas, sentiu-se entrar numa sala de espelhos, o seu reflexo apareceu eu diversas posições, aqui ali num espelho fragmentado estilhaçava-se em mil pedaços, mil pequenas imagens de si, ego incluído. Aqui e ali ouvia as conversas de quem passava, silencioso pensava como toda a gente tinha opinião para tudo, mesmo para aquelas coisas que nem sequer entendiam. No jardim cimeiro daquela cidade feita de vidro, sentou-se num banco e colocou as pedrinhas uma por uma alinhadas com rigor, formou palavras, poesias nunca declamadas, aquela tela merecia poesia, mesmo que o poeta fosse um mero vagabundo perdido na sua pequena e insignificante vida. Sempre silencioso mirou as palavras que havia formado no pó barrento do caminho, sorriu, aparências desnudadas numa ci…

FRAGILE DREAMS

Countless times I trusted you, I let you back in, Knowing... Yearning... you know I should have run... but I stayed Maybe I always knew My fragile dreams would be broken... for you Today I introduced myself To my own feelings In silent agony, after all these years They spoke to me... after all these years
Daniel Cavanagh

AH, A ESTA ALMA QUE NÃO ARDE

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"Ah, a esta alma que não arde
Não envolve, porque ama,
A esperança, ainda que vã,
O esquecimento que vive
Entre o orvalho da tarde
E o orvalho da manhã."

Fernando Pessoa
Foto por: Luís Oliveira

YELLOW

Deixa-me aninhar-me perto de ti, deixa-me deitar a minha cabeça no teu colo, diz-me que tudo ainda vale a pena. Passa a tua mão pelo meu cabelo, diz-me aquelas palavras sinceras que sempre me disseste, acorda-me, abana-me, faz aquilo que sempre fizeste para me manter digno e agarrado à vida. Deixa-me mergulhar nesses teus olhos verdes, na profundidade intensa que eles encerram, deixa que os teus lábios me afaguem a pele, faz-me arrepiar... Deixa-me minha amiga, meu amor, meu conforto, deixa-me ficar ali aninhado só por um momento, entre o amarelo que enche de vida o teu sorriso terno, um segundo sol que a minha noite já não passa sem. Adoro-te, querida Angelica! Felizmente há dois anos a minha vida começou a fazer sentido.
Bruno:Carvalho 2010



ESPIRAL

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Fizeste-me provar o céu e deixaste-me no inferno.
No meu inferno, na minha solidão, na minha prisão interna, carpindo as culpas que se colam a mim, levanto-me uma vez mais da lama, a escuridão envolve-me carente, como se a tivesse abandonado. Troquei-te por sanidade, como a sanidade pudesse travar o desejo que tenho de ti, pontuo as minhas insónias com memórias, memórias que quero apagar, pois ferem o meu corpo, doem... Das cicatrizes que carrego agora a tua é a mais fresca, basta um toque, uma palavra para ela voltar a sangrar. Já com os olhos habituados de novo a nada esperar, ergo-me do pó para renascer. Como sempre fiz, como fui habituado a fazer. É um ciclo vicioso de ilusão, paixão, rejeição e queda. Como se a minha vida fosse feita de abismos, intransponíveis, de utopias. Volto a ser o que sempre fui, descrente na humanidade. Os meus gritos saem movidos a fúria e morte, deixa-me agora, deixa-me desaparecer de novo no espelho. Espero que sejas de novo tão feliz como foste comigo, a min…

IMORTALIDADE

Assim mesmo... imortal! E o tempo passa mas as palavras continuam com tanto sentido... "Some die just to live"

FINAL

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Cheguei ao fim do livro "Acheron" de Sherrilyn Kenyon, um livro deveras interessante, de leitura fácil, com capítulos curtos e que nos prendem, fazendo-nos querer ler mais e mais. A autora desenvolve uma história de vampiros bastante original levando a sua origem aos Panteões dos deuses gregos e atlantes. Pelo meio mete muito amor, muita paixão, algum erotismo e uma história de tirar o fôlego da antiguidade aos nossos dias. O livro é a história de uma das personagens da série de ouro da autora, Predadores da Noite, Ash foi Acheron na sua existência humana no entanto nasceu como Apostolos deus do destino, filho de Apollimy deusa da destruição e Archon deus da criação. Archeron era gémeo de Styxx, mas foi renegado pelo pai a viver uma vida como prostituto e a servir para todos os sofrimentos sórdidos, era o lixo da humanidade, por outro lado Styxx era o filho preferido e foi treinado para suceder ao pai no trono de Didymos. Acheron e Styx eram os dois rios descritos na Odisseia de …

SOLIDÃO

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E aqui ficamos atirados para lados opostos do caminho, erodidos pelo tempo, tragados pela saudade.
Aqui ficamos indiferentes a quem passa, tecendo sonhos de nada.
Aguardamos o esquecimento consumidos pela nossa infinita solidão.
Aguardamos que alguém nos pegue e nos guarde para vermos depois a nossa esperança esvair-se entre os seus dedos.
A vontade de viver perde-se aos poucos, ansiamos que o fim venha rápido e que ele traga por fim a paz ansiada.
Fechamos o coração convictos que não voltaremos a ser fracos, mas conscientes que na verdade o ciclo terminará e outro iniciar-se-á, com mais uma esperança fugidia, uma paixão arrebatadora e no fim mais um desgosto inevitável.
E nós os que nos alimentamos das sombras do caminho, do estado de invisibilidade perene, nós que somos filhos do nada porque nascemos do abismo do esquecimento, nós ficaremos finalmente em pó, sem necessidade de ser relembrados seremos para sempre esquecidos misturados na insignificância daqueles que vieram antes de n…

UNFORGIVEN

Are you unforgiven too?

FICAR

Por vezes preciso de renascer de novo, nem que seja para um amanhecer chuvoso. Somos apenas um momento no tempo, mas precisamos de ser maiores que esse momento. Por vezes preciso de acreditar que nada acontece por acaso, que tudo tem uma razão para acontecer, mesmo que o mundo me faça descrente, devo crer que o único caminho é em frente, que fugir para o lado nada resolve a não ser aumentar a dor que suporta os meus dias sozinho. Eperança. Tudo contido numa simples palavra por vezes demasiado frágil para suportar todos os sentimentos. Somos feitos de esperança mas ficamos demasiado tempo perdidos no desespero. Acreditar sem foi o que me restou para continuar a lutar. Bruno:Carvalho 2010

ETERNIDADE

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Se eu pudesse captar os teus gestos
Pintá-los ia numa tela colorida
Se eu pudesse provar o teu sorriso
Se eu pudesse prender o teu olhar
Se eu pudesse ser o teu raio de sol
Aquela luz irrequieta de uma vela na tua noite
Se eu pudesse ser eu, um sopro de harmonia
Tocaria uma canção, uma melodia, um hino à tua beleza

Escrevi esta ode, esta alegoria à tua coragem
Se eu pudesse ser forte para rasgar a dor
Se eu pudesse ser corajoso para libertar o amor
Se eu pudesse ser tudo mesmo sendo quase nada
Desejava ser o teu pôr-do-sol, a tua lua, a tua aurora
Deseja ser o teu mar, o cais onde pudesses descansar
Desejava ser uma lembrança, uma daquelas que guardas no coração

Nasce o dia, morre o sonho, vive a promessa
No brilho do teu olhar, na tranquilidade do teu sorriso
Meu amor, no nosso sonho não existe adeus No nosso sonho a eternidade nunca é longe demais
Bruno:Carvalho 2009
Foto por: Patricia Serra

"O DESEJO"

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Desejei adormecer naquele teu abraço
Todas as palavras omitidas levadas pelo vento
Desejei parar o tempo na doçura do teu olhar
A marca dos teus lábios marcada na minha pele

A desesperança deixada pelo passar do tempo
Oculto-me na sombra do teu último adeus
Ecos perdidos na minha noite vazia
O eco das tuas palavras desenhado no meu silêncio

Desejei perder-me no labirinto do teu coração
Absorver a loucura do teu desejo emergente
A tua pele sob a minha mão, ardente e faminta
O desejo a implodir no meu corpo

Desejei não mais desejar a sanidade que me prende
Quis libertar-me no céu varrido pela tempestade
Fiz-me relâmpago para iluminar aquele segundo moribundo
Explodi na voz do trovão para rasgar o véu da pureza

E caí rumo à terra, ao abraço carnal do teu prazer
No limiar do êxtase fiz-me abismo para jamais parar
Na cadência do bater do teu coração fiz-me dança e canção Na leveza do teu sorriso, fiz-me poeta para te declamar

Bruno:Carvalho

Foto por: Filipe Oliveira

OLHAR PARA DENTRO

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Às vezes percebo demasiado nitidamente o quanto sou egoísta e mesquinho, o pior é que o consigo ser na maioria das vezes com as pessoas que gosto mais. Reconhecer isso como uma verdade que dói é difícil mas necessário para me tornar uma pessoa melhor. As desculpas começam a não ser suficientes... Construir um caminho seguro para ser feliz tem que começar essencialmente por perceber onde estou e que decisões tomar para isso acontecer. Com equilíbrio, força de vontade e perceber que os outros têm direito ao seu espaço e à sua liberdade. Mesmo que gostemos muito dessa pessoa, nada justifica o tratamento obsessivo que por vezes aplicamos a certas situações. A solução está na confiança e em saber que por muito distantes e silenciosos que andemos haverá sempre quem do outro lado pense e nós e nos queira bem. Procurar o equilíbrio entre amar e deixar amar é difícil mas necessário. Espero que hoje tenha aprendido mais uma dura lição nesse sentido.
Bruno:Carvalho
Foto por: ian cotta

SWEET YOU

"I Don't Have Anything" by VAST

I stood on mountaintops That overlooked the world I can't find anything Except a void inside I went to places where I could forget your name I can't find anything Except a void inside I don't have anything Because I don't have you I don't have anything What can I buy to make The sky turn blue again Where can I go to feel Like I'm alive again Show me the places Where I can forget your name I can't find anything Except a void inside I don't have any thing Because I don't have you I don't have anything I've been stripped of everything Except some flesh that bleeds And I've been robbed of everything Except a soul, except a soul That needs...you, sweet you I don't have anything Because I don't have you I don't have anything

BIRTH

Toda a gente gosta de um pouco de atenção é inegável, no entanto este dia causa-me sempre um pouco de melancolia pois dá para atestar verdadeiramente a lealdade de certas pessoas, enquanto de umas recebemos a confirmação daquilo que há muito já sabemos de outras recebemos a confirmação da desilusão. Normalmente quem está longe é quem sente mais. Para quem está perto somos de tal forma visiveis e nos tornamos invisiveis... Enfim, mais um dia de aniversário, mais um dia apenas em que a distância continua presente e a saudade aperta quase no limiar da dor... Bruno:Carvalho

FALLEN

Because sometimes the sun does not rise A sad song for a sad soul...
Sorry today is not a good day...

ASAS

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O silêncio.
Por vezes perco-me no silêncio e nas suas obscuras ruelas formadas por gritos sufocados, por desejos aprisionados. Sento-me no silêncio e dou por mim a sonhar em pé. Reflexões do que sou por cima de reflexões do que poderei ser. Por vezes fico completamente surpreendido pelo ser humano, porque buscamos nós felicidade, quando geralmente ela aparece nunca a reconhecemos? Geralmente vem sempre embrulhada num medo sufocante como uma papel pardo e rasgado embrulha um punhado de amendoins... Ficamos tolhidos por esse sentimento, cabisbaixos e perdidos, como se o passado pudesse ditar o que somos agora... Condicionados pelo passado vivemos aprisionados num presente, assim vivendo simplesmente não o fazemos, pois de um presente assim nunca um futuro será criado. Por vezes vejo muito além do que existe, tento ver além de tudo para continuar a confiar que as nossas decisões e julgamentos podem moldar o que somos e o que nos rodeia. Por alguma razão continuo a cometer os meus erros e como t…

ESCREVO

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Escrevo para não deixar apagar o fogo
Escrevo para não esquecer o que sou,
O que fui, o que serei
Escrevo porque te sinto nas minhas palavras
Despojada na brancura do papel
Numa dança eterna de palavras e sentidos ocultos

Escrevo para me lembrar que o tempo não pára
Escrevo porque necessito de companhia
Escrevo para afugentar de mim esta solidão perene
Esta saudade imensa que turva o meu discernimento
Escrevo porque as memórias não bastam para recordar-te

Escrevo mesmo que tudo pareça não fazer sentido
Porque um dia tudo o que foi voltará a ser
Escrevo porque quero ser maior do que esta dor
Este sentimento que me aperta por dentro
Escrevo para te sentir nem que seja num instante só

Escrevo porque assim sei que vivo
Escrevo para que nos meus sonhos possa tocar-te
E sentir de novo aquele calor
Aquele amor que me fez escrever
E descrever o sabor intenso do teu beijo

Bruno:Carvalho
Foto por: joana

ACHERON

Hoje comprei um livro, nunca tinha ouvido falar da autora, Sherrilyn Kenyon nem nunca li nada dela, comprei o livro porque tem uma capa atraente (os olhos também comem), e porque é um livro de fantasia o tipo de leitura que mais gosto, neste caso é um romance de vampiros, um universo que também me atraí muito. Portanto vou fazer um intervalo do meu Lobo Antunes, não por ser seca ou por não gostar, mas porque é um tipo de livro que se tem de ler mais que uma vez as frases para conseguir absorver todo o poder daquelas palavras, neste intervalo lerei então este "Acheron", no final darei a minha opinião. Comprei também um CD, um álbum de uma das bandas da minha vida, os Pearl Jam, o curioso é que é um álbum que já tinha na minha prateleira, original claro, como todos os dos Pearl Jam que tenho, comprei-o porque para além de 6 novas músicas nunca editadas tem uma nova mistura de Brendan O'Brien, estou a ouvi-lo agora e a pensar como um álbum com 20 anos ainda faz tanto sentido,…

DESEJO NA NOITE

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Ontem regressei ao campo dos sonhos e das impossibilidades. Enquanto as minhas mãos percorriam o meu corpo pensando que eram as tuas, enquanto beijava a almofada imaginando que eram os teus lábios, enquanto o meu corpo se moldava ao teu invisível no espaço vazio a meu lado. O meu corpo movia-se para além de qualquer sentimento mundano. Sentia aquela fome, aquela ânsia de te querer em mim, uma vez mais, como se aqueles dias tão recentes tivessem sido há muito tempo. Enquanto me degladiava corpo a corpo com a tua ausência, à beira do abismo do prazer, desejei por um momento poder vender a minha alma para naquele momento te ter ali, poder com paixão arrancar as tuas roupas, beijar com intensidade cada pedaço da tua pele. Mas aqueles momentos eram apenas fruto de sonhos e desejos enterrados pela distância. Enquanto o meu corpo irrompia em espasmos de prazer, gritei em surdina o teu nome para o silêncio daquele quarto vazio e frio, fechei os olhos buscando a paz necessária para adormecer, no ent…

PERSEVERANÇA

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A paixão cega-nos. Faz-nos ver aquilo que não existe, isto é, mostra-nos o que realemente queríamos ver e não a realidade nua e crua como ela é. E o que dizer daquele sentimento de saber que temos que esperar quando todo o nosso corpo e mente diz para avançar? Por vezes quem me dera ser assim descrente que o amor pudesse de facto existir, quem me dera acreditar que tudo isto não passa de um jogo físico, que tudo não é mais do que um acto mecânico, quem me dera mesmo... Quem me dera ter aprendido a certa altura que as coisas boas de facto acontecem, pois assim mantive-me na ignorância e no reino das impossibilidades, impossível aquele sentimento há tanto tempo declarado, consumido, assassinado, partilhado, trazer algo de bom, quem me dera mesmo. Neste momento navego algo confuso num mar de incertezas, porém e espero que não infelizmente uma certeza mantém-me ainda à tona, a certeza de querer ser mais do que uma incerteza, a certeza de querer lutar! Nunca duvidem da perseverança de um homem h…

VOAR

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E os céus pareciam descer, esticou-se como para agarrar as nuvens que lhe faziam tecto, no entanto estas trespassaram húmidas pela condensação do vazio.
Ficou triste, cabisbaixo, sempre tinha sonhado tocar o céu, odiava aquelas coisas chamadas pernas que o prendiam aquele chão, sempre frio, sempre aborrecido, queria voar, mesmo que nunca lhe tivessem dado asas.
Absorto em pensamentos arquitectou um plano, o que havia de fazer para tocar o céu, aquele azul imenso que por vezes ficava prata, outras carmim, outras negro como o asfalto que tão dolorosamente pisava.
Saltou, aos pulos desceu a rua, por vezes parecia ficar perto, mas logo era puxado para o chão e cada vez que embatia de novo na terra praguejava como se de um demente se tratasse.
Porquê? Porque não podia voar, porque lhe diziam que era impossível?, ali na sua completa inocência ambicionava ser mais do que aquilo que o mundo havia traçado para ele.
Um dia!
Um dia prometeu a si próprio, tocaria o céu e voaria.
25º aniversário.

ETERNALLY SLEEPING ON IT

MOONSPELL "As We Eternally Sleep On It" The seed of Men, From trees now freezing. All silevered leaves With messages written The Imitators In sequences bright. All perpetraitors In cahins of gold. From the Wait we got our hearts so wet. The Legend rains our drops of sweat. Sweet all the Season. The crop is Death. Reaped on the Rush. You hate yourself. The best of Men,Through racks now stumbling. Learning the blind walk. All apprentices. The fierest Men,In sheep's clothing, Have born exhausted To everything. And yes we all believe in Madness. We are being born at the sound of Ends. And yes we all belive in cruelty We breed it out so easily. It used to be the pride of Men, Now a flame put out by the cold in his hand. And yes we all have signed the pacts. We knew so well nothing was left. And yes we still believe in Beauty As we eternally sleep on it. The last of Men All hide in here Domesticated by everything What's left of the Man I had within, Now gone forever The Beast sets in. And yes we all believe i…

NASCIMENTO

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Pousou o livro na mesinha e levantou a cabeça, o olhar levou-o para além da janela que se abria de par em par. Sonhava acordado, muitas vezes ao longo da sua vida lhe tinham dito isso. Para ele porém aqueles momentos eram muito mais que sonhar, eram alturas de reflexão, alturas em que ele se abstraía do mundo e mergulhava no seu próprio âmago. Fora assim que se havia conhecido. Aprendendo com cada pensamento, pesando cada erro, dissecando cada sentimento como se de uma experiência científica se tratasse. Os anos haviam passado e nunca até ali tinha tomado conta como tinham passado tão rápido. Julgava-se invisível, como se tivesse passado incólume em todas as vidas que haviam cruzado a sua. Como se as pessoas nunca tivessem sido tocadas pela sua existência, julgava-se um zero, a negação de si próprio. Algo porém mudara repentinamente. Tomou consciência que as coisas podiam de facto mudar para melhor, tudo o que imaginara e que até há pouco lhe haviam parecido impossíveis de a curto prazo se …

AUSÊNCIA

I miss you so MUCH!

ANO NOVO

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Será que as amizades podem de facto dissolver-se no tempo? Tratamos a amizade como um sentimento sublime, superior até ao amor, mas no fundo será assim tão sublime, tão forte que resista ao tempo? Cada vez mais me convenço que nada, mas nada mesmo, resiste à força destrutiva do nosso egoísmo. Aqui estamos nós, num novo ano, para muitos é o inicio de algo novo, geralmente no final apercebemos-nos que foi exactamente igual a todos os outros. Depois formulamos desejos ao sabor da doçura de passas mais ou menos secas, como fosse o ano que nos fosse mudar e não nós próprios. Que nos vale o novo ano se continuarmos cegos? Se não formos nós a querer mudar? Outra questão se levanta, será preciso um novo ano para mudarmos o que está mal? Com o decorrer dos anos que me vão dando alguma experiência, cada vez mais me apercebo da futilidade humana, quando iremos finalmente nos libertar do medo que nos tolhe os sentidos e simplesmente abraçar o que somos e não continuar colados ao que os outros querem q…