ANO NOVO


Será que as amizades podem de facto dissolver-se no tempo?
Tratamos a amizade como um sentimento sublime, superior até ao amor, mas no fundo será assim tão sublime, tão forte que resista ao tempo? Cada vez mais me convenço que nada, mas nada mesmo, resiste à força destrutiva do nosso egoísmo.
Aqui estamos nós, num novo ano, para muitos é o inicio de algo novo, geralmente no final apercebemos-nos que foi exactamente igual a todos os outros.
Depois formulamos desejos ao sabor da doçura de passas mais ou menos secas, como fosse o ano que nos fosse mudar e não nós próprios.
Que nos vale o novo ano se continuarmos cegos? Se não formos nós a querer mudar?
Outra questão se levanta, será preciso um novo ano para mudarmos o que está mal?
Com o decorrer dos anos que me vão dando alguma experiência, cada vez mais me apercebo da futilidade humana, quando iremos finalmente nos libertar do medo que nos tolhe os sentidos e simplesmente abraçar o que somos e não continuar colados ao que os outros querem que sejamos.
Perdoem-me leitores as minhas cogitações e reflexões de ano novo, por vezes um ser humano também merece alguma dúvida.
Enquanto isso e enquanto a distância vai mantendo uma parte de mim longe, aqui continuarei há muito seguro que não sou melhor nem pior que o leitor que desse lado se dá ao trabalho de suportar os meus devaneios.
Sujeitos às mudanças bruscas de escuridão para luz, amor para morte, dor para alegria, a eles agradeço a disponibilidade e a dedicação para fazerem de mim alguém para além da própria sombra.
Para vós e reiterando eu também um desejo cheio de clichés, um Bom Ano de 2010.


Bruno:Carvalho

Foto por: Dark Angel


Comentários

_Sweetinha_ disse…
Com o novo ano vem sempre novas sensaçoes, sentimentos e devaneios... assim como vêm todos so dias, pq n ha dias iguais nem anos iguais... apenas podemos aprender com eles...

Kiss

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