NADA


Hoje é o dia das meias palavras, dos meios sorrisos, é o dia do vazio e da dúvida eterna.
Hoje conspurcado com o meu egoísmo dou-me ao luxo de esquecer que existo. Será impressão minha ou os dias tornam-se mais escuros?
Inércia amorfa arrasta os meus dedos pelo teclado, exposto à vontade do nada, faço-me nada para nada ser.
E quem quiser que me ouça, das minhas palavras não faço mais que rasuras numa folha branca deixada à chuva num dia de Outono, é o dia das incertezas, da corrupta revolta interior.
Hoje é o dia do silêncio, aquele silêncio maior que o destino, aquele silêncio que mais ensurdecedor que o maior dos gritos.
Abraço-me no vazio.
Faço-me meio, para me adaptar aos meios tudos que formam o todo do meu nada.

Bruno:Carvalho
2010

Foto por: Daniel Pimenta

Comentários

Araúja Kodomo disse…
Belo texto, gostei bastante das tuas meias palavras :)
***
Tens que te animar amigo :S
Não podes deixar-te levar assim por esse negativismo todo!
okay?
ve lá vÊ se queres levar tau tau xD

beijinhooo*.*
dyphia disse…
és mais que tudo e jamais serás nada.


beijos meu amigo e força muita força. eu estarei sempre aqui contigo :)

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