quinta-feira, 4 de fevereiro de 2010

SACRIFÍCIO


Amar não é uma coisa fácil, não é algo que possamos fazer muitas vezes, para isso temos a paixão uma forma de amor bastante mais leve e sem perigo de muitas feridas.
Amar, portanto, exige sacrifícios, sacrifícios esses que são respostas aos nossos medos e receios, à nossa falta de confiança em nos entregarmos a esse sentimento.
Não ter a certeza dele não é sinal que não os estejamos a sentir, é, mais uma vez, o medo a ganhar terreno e quando ele ganha a dor aparece.
Por vezes, não raramente, apercebemos-nos da nossa própria mortalidade, tomamos consciência que uma vida finda de um minuto para o outro, tomamos a árdua consciência que é uma viagem sem regresso, vem o nada, o esquecimento, vazio de sentimentos, vazio de alegria.
Por isso nesses momentos percebemos o quão é importante fazer sacrifícios quando o amor nos toca tão fundo, é urgente rasgar o medo e o medo tem muitos aliados, medo de ser longe, medo de ser muito alto, medo de ser muito complicado, medo de sofrer de novo, medo de dizer adeus. A dúvida instala-se em nós e em vez de agarrarmos a felicidade que se mostra ali mesmo frente aos nossos olhos, viramos as costas firmes na certeza que frente a esses mesmos olhos só vemos o vazio, mas não é o vazio que vemos é o medo a rir-se na nossa cara.
Podia falar nos muitos sacrifícios que estamos dispostos a fazer por quem amamos, mas isso a cada um pertence, mas a nossa mais saborosa vitória é saber que ao fazê-lo estamos a vencer o medo, estamos a ser fortes e verdadeiros. A recompensa bem sob a forma de um beijo, um sorriso, uma carícia ou simplesmente uma palavra suspirada por uns lábios que aprendemos a saborear ou através de um olhar que ilumina um rosto que aprendemos a reconhecer.
Pudéssemos ser todos bravos guerreiros nesta luta interminável e o mundo seria bem melhor.

Bruno:Carvalho
2010


"A ausência diminui as paixões medíocres e aumenta as grandes, assim como o vento apaga as velas, mas atiça as fogueiras."

(Autor Anónimo)


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