sexta-feira, 23 de abril de 2010

MY SUN



"My Sun"
Slowly turns the key of time
In the lock of promises broken
In mute silence of my space
I crouch under my yearning

The works of my gods receding now
Evade my grasping hands
Her hair I would long to adorn
With glowing stars
Her brow with shining sun
In silver I would trace
The moonshine of her grace
The shining one

Perfection of the skies I knew
And memories of my deeds
Fade away beyond my reach
And change to lonely nights
But ever so slowly
Turns the key of time
In a rusty lock
Of broken promises
Music by Tomi Koivusaari
Lyrics by Tomi Joutsen
(AMORPHIS)
Excelente música, excelente álbum e mais uma capa genial do mestre Travis Smith (www.seempieces.com)
For My Sun!
May the light always shine on you!

segunda-feira, 19 de abril de 2010

CAIS


Vi-te perdida no hipnotismo das ondas

Puxei-te para o cais

Deite-te abrigo, pouso para as tuas asas cansadas

Do teus olhos brotaram sorrisos

Dos teus lábios esperanças e sonhos.


E eu eterno marinheiro solitário

Deixei-me embalar pela tua voz de sereia

Vieste no fundo de mim para me dares liberdade

Nasceste da minha lama, para lhe dar um sentido de existir

Agora vivemos atracados à espera do vento para partir.


Depois navegaremos nas naus do nosso contentamento

Circularemos a rosa-dos-ventos

Nenhum destino será longe demais

Nenhum sonho será irreal de mais

Os nossos corpos balançam de novo nas ondas

Desperto pelo amor, embalados pela paixão.


Bruno Carvalho
2010
Foto por: Bruno Carvalho

quinta-feira, 15 de abril de 2010

REST IN PEACE

Acabei de ler a noticia da morte de Peter Steele vocalista dos eternos Type 0 Negative, morreu aos 48 anos de ataque de coração.
Para sempre ficará a voz única e a presença impressionante de um ser humano nem sempre entendido mas cuja genialidade atingiu o coração de todos os que cresceram com os Type 0 Negative.
Aqui deixo a minha homenagem a um grande músico.
Do álbum "World Coming Down" aqui fica "Everyone I Love Is Dead"





segunda-feira, 12 de abril de 2010

AMÉLIA


Entrou sorrateiramente no quarto junto com a luz que se infiltrava por debaixo da porta. A sua fragância obscureceu o ar que se acumulava do lado de fora das janelas baças. O frio, aquele sentimento tão familiar infiltrou-se pela sua carne, envolvendo as veias, os músculos até aos ossos, ao âmago de si.
A sua alma iluminou-se instântaneamente como vivesse para aqueles momentos, como se aquilo fosse o motor da sua quase inesperada vida.
Quando se levantou do poeirento cadeirão ficou parado a escrutinar a humidade formada pelo ar obscurecido nas janelas, a sua gravata desalinhada, a camisa branca suja junto aos cotovelos, as calças rasgadas nos joelhos, tudo nele indicava pertencer aquele quadro rústico.
As balas voaram de encontro ao seu desejo suícida, a primeira rasgou-lhe superficialmente a camisa no braço esquerdo lançando sangue no ar, a segunda passou-lhe rente à orelha direita sem lhe acertar no entanto, a terceira alojou-se na perna direita, após esta cambaleou e embateu na mesa esta virou espalhando os restos secos e pútridos de comida pelo chão também ele tão imundo.
Sacou da arma e disparou um único tiro, este acertou em cheio na testa do seu antagonista, despedançando-lhe o cérebro que se espalhou pelas paredes semi-destruídas.
Levantou-se, a adrenalina fervia-lhe ainda o sangue, não se sabia alegre por estar vivo ou desiludido por não estar morto.
A coxear saiu pela porta agora escancarada, o sol embateu directamente nos seus olhos e ele baixou a cabeça em resposta, do bolso tirou o pequeno medalhão e abrindo-o, olhou para a foto meio amarelecida de Amélia.
Quando levantou a cabeça viu-a à sua frente, aquele seu sorriso de longe pouco inocente, aquele olhar penetrante que tanto havia amado, finalmente tinha-a encontrado.
Sentiu os lábios dela descolarem-se dos seus, por uns momentos não percebeu a sequência dos acontecimentos, deitado no pó da beira da estrada, sentiu o peito a arder mas não era um fogo fáctuo, era um ardor, algo que o incomodava, lembrou-se em pequenos flashes, o estoiro, a dor, o vermelho ardente a espalhar-se pelo peito e o suave gosto ferreo do sangue na sua boca, aquela mesma que agora era abandonada pela lingua esfomeada de Amélia.
Ela sorriu e ele despediu-se do sol, mesmo que que este apenas o ferisse, despediu-se do pó, ao pó voltava nisso o padre José nunca o havia enganado na catequese de domingo de manhã. Despediu-se do amor mesmo que este tenha sido apenas mais um enigma na longa corrente de segredos e mentiras que tinha sido a sua inoperante existência.
Quando mirou por uma última vez o céu apenas fixou de novo os olhos dela.
Inspirou, uma última dor, depois o nada...
Acordou transpirado, a ferida na sua perna cheirava já a infecção, o suor misturou-se com a imundice do chão, tinha perdido a noção do tempo, ouviu sirenes, ouviu vozes mas em nenhuma delas reconheceu a de Amélia, aquela doce voz que o havia transformado em realidade ao dar-lhe um tiro directo no seu peito amargurado.
Tentativa nº1: Falhada...


Bruno:Carvalho
2010
foto por: Flávio Morais

sábado, 10 de abril de 2010

DONE!


Finalmente apresento-vos a obra completa, ainda um pouco feia pois a parte preta já cicatrizou mas dentro de um mês estará tudo igual.
A sensação é de novo muito boa, sinto-me vivo hoje, sinto-me muito bem, apaixonado pela vida e não só... ;)
Agora há que tratar da tatuagem para que cure bem.
Parabéns ao André Lemos da Power Tattoo pelo excelente trabalho também para ele deve ter sido bom ver a sua obra terminada.
Venha a próxima!


Bruno Carvalho
2010

sábado, 3 de abril de 2010

HARMONIA


Ele viu-a desce das dunas com postura confiante e olhos no mar em frente, o sol punha-se já por trás do horizonte espelhando no mar a sua moribunda radiância.
Sentou-se ao sei lado e deitou a cabeça sobre o seu ombro, dos seus olhos brotavam lágrimas mas elas não lhe pareciam de todo de tristeza, ela levantou o olhar e sorriu.
Ele com aquele jeito dele meio tímido levantou-lhe o queixo com a ponta dos dedos e beijou-a ao de leve, ambos ficaram corados, como se o pôr-do-sol tivesse incendiado os seus rostos, meio desajeitado tentou iniciar uma conversa tola, mas tudo o que lhe saiu foi uma risada, risada essa transformada por ambos numa gargalhada.
Fazia-se tarde a aragem de inicio de verão fazia-se já sentir, levantaram-se e ele pôs-lhe a mão sobre os ombros aconchegando-a contra o seu peito.
Sentaram-se na esplanada e pediram uma sangria, o liquido deixou pela garganta dele como um bálsamo, olhava no olhar dela mas parecia ver para além da superfície, tudo o que sentia naquele momento era paz, afinal paz era aquilo, um final de tarde radiante frente à mulher que se ama.
A tatuagem no pulso dela apareceu debaixo da blusa de seda, imaginou-se beijando cada centímetro daquele braço, até ao queixo, ao pescoço, imaginou-se mergulhar o nariz nos seus cabelos castanhos levemente ondulados, sorriu ao acordar daquele sonho acordado.
A pele dela era branca, fazia sobressair a sua beleza, aquela beleza tão pura que ela sempre tentara esconder, agora nunca mais o faria.
Pagou a conta e foram de mãos entrelaçadas para casa, a lua levantou-se preguiçosamente do horizonte, lua cheia, uma noite perfeita de romance, chegaram a casa comeram uma refeição leve e sentaram-se nos cadeirões na varanda, abriram um vinho de reserva, fizeram um brinde e deixaram a fragrância invadir os seus sentidos.
Ela levantou-se de repente e sentou-se no colo dele, posou o copo na mesa e mergulhou com todo o fulgor nos lábios dela, beijava com uma sensação de urgência como se o mundo acabasse no minuto seguinte, mas não acabaria, se assim fosse faria parar ali o tempo.
Fizeram amor ali na varanda com a lua como testemunha e a noite como confidente.
No final saciados pelo prazer e pelo o amor que os possuía, beberam o resto do vinho, ela adormeceu no ombro dele, ele pegou-lhe gentilmente e levou-a para a cama.
Antes de se deitar rabiscou uns versos no papel, encostado à portada demorou-se mais cinco minutos antes de aninhar-se junto à sua amada.
Dois sobreviventes que subiram do abismo, duas fénix renascidas das cinzas, dois barcos perdidos finalmente ancorados, os seus corações como âncora e o seu amor como porto seguro.
Um novo dia iria nascer não tarda mas agora já nada disso interessava, pois cada minuto valia uma vida, cada sopro de vida fazia-se eternidade, abraçados adormeceram na esperança de se reencontrarem nos seus sonhos.

Bruno:Carvalho
2010

Foto por: Cristina

sexta-feira, 2 de abril de 2010

LOVE



THE CURE

"Lovesong"

Whenever I'm alone with you

You make me feel like I am home again

Whenever I'm alone with you

You make me feel like I am whole again

Whenever I'm alone with you

You make me feel like I am young again

Whenever I'm alone with you

You make me feel like I am fun again

However far away

I will always love you

However long I stay

I will always love you

Whatever words I say

I will always love you

I will always love you

Whenever I'm alone with you

You make me feel like I am free again

Whenever I'm alone with you

You make me feel like I am clean again

However far away

I will always love you

However long I stay

I will always love you

Whatever words I say I will always love you

I will always love you ...

EXORCISMO

Exorciza os demónios da minha alma Os fantasmas inumanos que consomem a minha carne Liberta-me, perdoa-me. Exorciza o meu corpo com...