terça-feira, 20 de julho de 2010

NO SOUND BUT THE WIND

Could a kiss be the last kiss?
Could one goodbye be the last goodbye?
I afraid to lose my ground, lost in the selfishness I let myself crumble again.
So I say, darkness walks beside me, sometimes hidden more often present in every action, in every thought.
So you say love could heal it all.
But I don't really know what love is, a serie of misconceptions, a million excuses, a million empty words, a million goodbyes.
Damned life condemned to oblivious regards.
So simple, a mistake among many others.
Bruno:Carvalho
2010

domingo, 18 de julho de 2010

ILUSÃO

You aren't good enough
O que vale uma amizade?
Uma tatuagem?
Uma religião?
Um partido político?
Uma garrafa de vinho?
Um sorriso disfarçado de piada?

Better Off Dead!

Sinto-me como tivesse mascado a mesma pastilha mil vezes...

Continuem a julgar, quando um deus não chegar procurem outro, num sítio certo o encontrarão, na hipocrisica que ensopa a vossa máscara de crentes!!

Fuck your GOD!!




sábado, 17 de julho de 2010

NORTE (parte I)

O som das ondas a quebrar no casco do barco transportou-a para aquela dimensão, aquela dimensão que tão bem conhecia e amava.
O canal estava particularmente frio naquele dia do inicio de Agosto, aquela terra nunca havia sido quente, mas naquele dia parecia que o frio tentava congelar todos os que teimavam em circular no exterior.
Agarrada com as mãos protegidas pelas luvas dadas pela avó Maria à grade da pequena embarcação, Sofia olhava os fiordes envoltos na neblina matinal, os seus topos gelados mostravam a eternidade do Inverno por aquelas paragens.
Havia saído de Portugal por causa do calor, sempre havia odiado o Verão, desde infância que aquela estação em particular lhe causava repulsa , toda aquela peganhenta mole humana cheia de suor, aquela gente vazia disfarçada de sorrisos leves estendidas em areais outrora belos, agora apenas comuns...
Havia iniciado o novo romance inconscientemente, estava ainda no Inverno rigoroso de Janeiro em Lisboa, não sabia bem que rumo tomar, mas sabia que havia um rumo e esse estava bem longe das escaldantes ruas da capital portuguesa nesta altura do ano.
A Noruega seria a primeira paragem no seu périplo pela Escandinávia sonhava também ir à Islândia, e cada vez que colocava o MP3 e ouvia Sigur Rós esse desejo agudizava-se, mas esse sonho teria que ser realizado noutra altura.
Chegou ao porto de Trondheim, ao longe as neves eternas saudaram-na com uma brisa fria, ela encheu os pulmões de ar e deu o primeiro passo na sua nova dimensão. Enquanto percorria as ruas daquela cidade, visões do rumo a tomar iam e vinham, nos últimos anos a sua vida tinha sido intensamente desinteressante, acima de tudo demasiado confusa e cheia de pára e arranca, sentira-se como um automóvel parado na fila para Ponte Vasco da Gama, ao acorrer-lhe aquele pensamento e ao imaginar os 35º graus que agora lá se fariam sentir, arrepiou-se e enjoou-se.
Bem, a Noruega era o que pensava dela, um país em comunhão com a sua tradição, o clima era frio mas as suas pessoas carregavam um fogo eterno dentro de sim, notavam-se ser orgulhosas das suas raízes, os espaços limpos e asseados fizeram-na sentir num outro mundo, sorriu sem se aperceber que começara a tomar notas mentais para o seu recém nascido projecto.
Pensava que a língua seria um obstáculo difícil de ultrapassar, mas todos os seus medos se esfumaram quando entrou num pequeno bar na zona histórica de Trondheim, o calor acolheu-a de braços abertos, tirou as luvas e pediu um café no seu inglês perfeito, foi atendida por um não menos perfeito inglês, mas aquele vinha envolvido em veludo, um veludo que a fez arrepiar, no entanto ali não estava frio.
À sua frente estava mais um mito desfeito, que as mulheres nórdicas eram todas louras e altas, ali estava um perfeito exemplo de como assim não era, a empregada era mais ao menos da sua altura, uns meros um metro e setenta, mas o que lhe poderia faltar em altura sobrava-lhe sem dúvida em beleza, não aquela beleza estonteante das revistas, mas aquela beleza inexplicável que por vezes sentíamos dificuldade em descrever.
O seu cabelo ondulado era de um negro quase brilhante, os seus olhos azuis eram maravilhosos lagos na sua face meio pálida, não a palidez doente, mas uma palidez arrepiantemente sexy.
O corpo tremeu-lhe de novo quando ela sorriu após ter-lhe entregue o café.
Sabia que aquela seria muito mais do que uma viagem espiritual, mais que uma viagem à procura do rumo, da inspiração, naquele momento o sorriso aberto de Anna dava-lhe toda essa certeza.
Bruno:Carvalho
2010
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MUSIC ZONE
Aí estão eles de novo, os brilhantes Apocalyptica, Agosto marca a estreia do novo álbum "7th Symphony" como single de avanço propõem esta excelente colaboração com Gavin Rossdale (ex Bush), e o que é a música? è tudo isto, paixão, química, energia, emoção e quando se juntam no mesmo sitio almas brilhantes surgem naturalmente canções brilhantes, aqui fica mais esta pérola a brilhar num mar demasiado poluído.
"END OF ME"
Apocalyptica ft. Gavin Rossdale

segunda-feira, 12 de julho de 2010

VAST

Even vaster than the distance between us, even vaster than the silence inside your room, even vaster than the blue sky horinzon, so vast and concrete is my love for you.
A simple flower blown in the wind, hope you can hold it in your hands, for not distance or silence will destroy what we have built.
Bruno:Carvalho


EXORCISMO

Exorciza os demónios da minha alma Os fantasmas inumanos que consomem a minha carne Liberta-me, perdoa-me. Exorciza o meu corpo com...