quinta-feira, 12 de agosto de 2010

O fim de uma história é sempre o inicio de outra.
Mais ou menos elaborada, com muito ou pouco substrato, movemos-nos como ondas de história em história como as páginas de um livro disposto à brisa matinal.
E procuramos.
A busca incessante pelo sentido de ser, a busca pela libertação daquilo que realmente nos prende, daquilo que é mau em nós e que nos faz mal mas que ironicamente nos custa mais a livrar.
E buscamos a verdade, como se de facto ela existisse, como se ela não fosse mais do que a minha ou a tua versão da história, caminhamos eufóricos como políticos em eterna campanha eleitoral.
Nesta equação mais ou menos difícil somamos aquele denominador comum, a esperança, sempre em busca dela, por mais remoto que o farol que vemos através do nevoeiro esteja, esperamos sempre que esteja ali, apenas a uns míseros quilómetros e assim vamos de dia em dia, náufragos esperançosos da margem, mas saudosos do mar, pois na vastidão azul perde-se a humanidade, somos nós contra o céu, somos nós como ondas indo e vindo, puxados pelo luar vagueamos como marés, um ciclo eterno.
E de dor e morte já estamos todos empanturrados, vacinados pelo amor contra a desesperança, caminhamos olhando em frente, usando a cabeça lá no alto do nosso corpo, bem erguida como sempre deveria ter estado, olhos em frente, no horizonte, no nada, em ti.
Mas o que é um sonho?
Uma memória esquecida num inconsciente que não é mais do que todos os nossos sentimentos somados.
Bruno:Carvalho
2010
HEVEIN
"New Hope"

Sem comentários:

DON'T BOTHER

Don't mind me, just wandering around drawing circles in the air Don't mind me, nothingness is just a state of mind Don't bo...