quinta-feira, 30 de setembro de 2010

FLYING

Here I stand
I found myself where you are
I lost my silver wings
But I discover I'm flying in your arms

Between earth and heaven
We glide without touching ground
Defying walls of emptinesse
We made ourselves worthy of meaning

I can't longer be silent
I can't longer be sad
I wish I could be radiant
I wish I could never be dead.

Bruno:Carvalho
2010

terça-feira, 28 de setembro de 2010

BLEAK

Why must you be so far away?
Why must I stay here all alone?
Mourning the death of the sun
Drowning in empty words
Cursed by a senseless delusion.

Why do I still cry?
Why do the day still seems bleak and dark?
Where did I made the first mistake?
Awaken by an angel
I rise to fall asleep again under oblivion's wings.

So I see myself clearly in the mirror
Who's that ghost, whose are thoses phantom eyes?
I crave for sanity,
But madness descends upon me like waves
Tell me love, why are you so far away?

Bruno:Carvalho
2010

sábado, 25 de setembro de 2010

LOVE SONG


Because I do love you

DESCOBERTA

Em busca da solução final para a nossa felicidade, frequentemente parecemos uma boa de pinball, embatemos em tudo e mais alguma coisa, mas nunca achamos o caminho correcto.
Se calhar é disso que o caminho é feito, de obstáculos, dúvidas, ansiedades, desejos reprimidos, se calhar trocamos a facilidade e o imediatismo pela paciência e certeza, trocamos o toque ao de leve pelo abraço.
Tão fácil é compreender o amor como um mar de rosas e não como um roseira de cheia de espinhos que frequentemente desabrocha, isto é, amar subentende dificuldade, dúvida, medo, mas felizmente no final também implica compreensão, paixão e certeza.
Às vezes sentimo-nos presos a algo que não queremos sem saber que é algo que sempre desejámos, interpretamos levianamente os sinais, com um único objectivo, a compensação imediata, o afecto e a admiração, o acariciamento do ego.
Assim podemos sempre brilhar, pulando de afecto em afecto inconscientes que já encontrámos.
A vida é uma descoberta, não passiva mas comandada pelos nossos sentimentos.


Bruno:Carvalho
2010


quinta-feira, 23 de setembro de 2010

domingo, 19 de setembro de 2010

SEPHYR E HELENN

À beira rio por entre os salgueiros e os chorões nasceu uma lenda, um mito eterno transformado em história de amor.
De boca em boca passou a história trágica de Sephyr o querubim caído e Helenn, a fada rainha.
Numa história de bem e mal, o mundo formou-se das fundições das estrelas, numa explosão incandescente de energia, os deuses moldaram a terra à sua imagem, e majestosas montanhas, esplendorosos mares e encantadores vales nasceram de um nada que era tudo.
Porém cometeram o erro da omnipotência, votaram as suas criações ao desterro e manipularam-nos com desdém, fartos do tratamento hipócrita os querubins quebraram as correntes que os ligavam à divindade e desceram à terra, o primeiro, Sephyr, trouxe com ele a luz, e as trevas da ignorância abriram no mundo dos homens.
O seu coração vinha cheio de ódio, raiva e sede de sangue, na terra achou terreno fértil para plantar as suas sementes, tornou o Homem mais forte, comprou-lhe a alma em troca de poder e os seres humanos mostraram a sua verdadeira natureza.
Os deuses plantados nos seus terraços celestiais observaram estupefactos o caos que agora dominava o mundo, algo haveria de ser feito, decidiram então tomar a mais drástica das medidas, expôr ao mundo a sua mais bela e inocente fonte de inspiração, Helenn, nascida deusa, propôs-se tornar-se mortal para salvar o mundo, desceu também ela do reino das nuvens, quando pisou porém o solo, a sua natureza inocente foi-se corrompendo, a cada dia Helenn definhava falhando redundamente o plano divino, mas quis o destino que a beleza tocasse um coração de gelo, Sephyr viu Helenn definhar, algo em si mudou, algo em si renasceu fazendo-lhe lembrar o seu passado divino, pela primeira vez em milénios sentiu a sua raiva desvanecer-se, compadecido da fragilidade de Helenn, Sephyr pegou-lhe nas mãos e ousou olhar-lhe nos olhos, foi esse momento que nasceu o Amor, os seus olhos colaram-se à pele um do outro, naquele monte foi semeada nova semente, dela nasceu um grande carvalho, aquele carvalho que agora servia de pouso aos seres humanos e animais.
Afinal sempre haveria esperança para o mundo.
No entanto Sephyr nunca perdeu o mal que o havia corrompido, agora alimentado pela esperança e pelo Amor, lançou-se numa guerra sem cartel contra os humanos, forçou-os a arrependerem-se, forçou-os a tornarem-se o que não eram, puros.
Furiosos com a traição do seu mestre e senhor, os humanos armaram uma cilada a Helenn, aproveitaram a sua ainda recente humanidade e atraíram-na através da sua compaixão e carinho por tudo que era vivo, inconsciente que se dirigia para o seu túmulo Helenn correu desenfreada naquela manhã de neblina para a beira do rio, ouviu o choro de uma criança, uma criança que se afogava, porém ao chegar não viu mais do que sete homens empunhando arcos, retesando os seus fios estes dispararam sete flechas, todas elas penetraram o corpo esbelto e formoso de Helenn, incapaz de compreender o ódio humano, Helenn nem sequer lutou, baixando os braços caiu na erva recém nascida, e aí ficou ofegante à espera do fim.
Os homens correram felizes pelo seu feito, o sangue inocente havia regado a terra e a sua vingança havia sido cumprida.
Tendo partilhado entre ambos a semente do Amor Sephyr e Helenn haviam ficado para sempre ligados pelo coração, portanto quando Helenn definhou em direcção à sua morte, Sephyr sentiu uma grande dor e cambaleou na cabeça da batalha, os homens viram nisso sinal de fraqueza e forçaram o ataque, na confusão que se seguiu Sephyr foi atingido por uma seta envenenada, esta cravou-se-lhe no peito e este tombou, a batalha havia sido perdida e abandonado no campo de batalha o Querubim Caído não era agora mais que um peão perdido.
Porém não havia chegado ainda a sua hora, abriu os olhos e ergueu o olhar aos céus, estes choravam pela morte de Helenn, levantou e lutou contra a morte que o consumia, voou contra o vento e procurou a sua amada, ao longe viu um rio que se tornava cada vez maior e ao contrário do azul o vermelho era a cor que dominava o seu caudal.
Encontrou a Helenn esvaindo-se em sangue juntou à margem, ainda respirava embora a vida se tivesse escapado completamente do olhar, pela primeira e única vez Sephyr chorou, a lágrima caiu no lábios de Helenn, esta consciente da presença dele abriu os olhos, e pela primeira e última vez beijou-o.
Presos por aquele único beijo, deixaram-se cair na margem daquele rio, naquele sitio nasceram um salgueiro que representava a força de Sephyr e um chorão que representava a fragilidade de Helenn.
Dali em diante o mundo viveu no frágil equilíbrio entre Bem e Mal, uma vezes vencendo o primeiro outras o segundo, no meio desta guerra eterna os homens degladiaram-se mais mil vezes até descobrir a Paz, este novo sentimento que haviam conhecido tornou-os mais brandos e racionais, uns oscilaram mais para a facção de Helenn e ofereceram a sua vida ao serviço dos outros, à justiça e divindade. Outros atraídos pela sede de poder abraçaram Sephyr e viveram na loucura, na sede de sangue e na guerra.
Porém a maioria foi bafejada pelo Amor, por isso sob a protecção de ambos viveram no equilíbrio, conscientes que não eram eternos, viveram a vida como ela foi feita para ser vivida.
Diz-se que Sephyr e Helenn ainda por este mundo vagueiam, na forma de espiritos irrequietos em busca de paz, poderá ser verdade, poderá ser só mais uma lenda, mas uma coisa é certa, após Sephyr e Helenn e o nascimento do Amor nada mais foi o mesmo no reino humano. Por isso com o tempo os deuses foram esquecidos, não sendo agora mais que memórias de um tempo em que os homens não conseguiam julgar-se pelo que eram.
Bruno:Carvalho
2010

quinta-feira, 16 de setembro de 2010

FOR MY SUN

Eles te dirão, não te atrevas a sonhar pois o sonhos tornar-te-ão cego!
Eles te dirão, sai debaixo da chuva pois ela é fria e ficas doente!
Eles te dirão, que um erro mudará o curso das marés!
Eles te dirão, que amar se tornou banal e fútil!
Eles te dirão, para morreres porque viver não é mais do que sofrer!
Eles te dirão, para não ousares criar pois o artista será para sempre visto como um louco!
Basta!
Ergue-te orgulhoso e altivo!
Apaga o ruído de fundo e reconstrói o teu silêncio!
Tu lhes dirás que cega é esta triste realidade, a sua realidade!
Tu lhes dirás que a chuva é linda, que debaixo dela te sentes livre e vivo!
Tu lhes dirás que um erro é uma aprendizagem, que é a lua que muda as marés!
Tu lhes dirás que nunca amor sentiram para o definirem como banal e fútil!
Tu lhe dirás que a vida sempre terá dor, mas é muito mais que um vale de lágrimas no qual eles se afogam!
Dir-lhes-ás que nos teus versos, nas tuas telas, nas tuas músicas, nos teus inventos, nas tuas imagens, nas tuas fotos, é onde está a vida, que são a própria vida!
Grita!
Diz-lhes que ainda vives!
Diz-lhes que o sol ainda brilha!



Bruno:Carvalho
2010



ASHRAM
"For My Sun"
I want to give you summer in love,
I want to leave over my pain,
And we will dance all the night
Behind the stars and upon the moon.

And I'll wish your heart
And I'll kill the pain
In summer
And I'll see............

It was her, tomorrow's discovery
It was her, I depend from your heart today

For my sun

quarta-feira, 15 de setembro de 2010

NO HOPE

A verdade é que quem vive sem esperança vive sem medo. Sem medo de perder o emprego logo troca a sobrevivência pela vida, sem medo de perder o amor logo troca a dor por um sentimento sereno, sem medo de perder a companhia assim nunca terá receio de ficar sozinho.
Enfrenta a morte sem olhar para trás, enfrenta o fogo e o frio porque o medo não lhe tolhe os movimentos, enfrenta a doença pois nada mais tem a perder.
Quem vive sem esperança torna-se dono do mundo, pois quem com ele convive não é mais que um escravo que luta contra a abolição da escravatura.
Qual deles és?
O eterno pessimista sem esperança ou o escravo jubilosamente amarrado ao mastro?
Bruno:Carvalho
2010




terça-feira, 14 de setembro de 2010

FALLEN ANGEL



L'AME IMMORTELLE

"Fallen Angel"

I found you broken on the ground
From your mouth a bitter sound
That became sweeter as I approached
You in your deepest agony

I put you up and raised you well
And more than stories ever tell
I fell in love with you those days
And hoped that you would too

You've been a fallen angel
Ripped out of the sky
But as your wings grew strong enough
You left me - behind to die

We built up our own world together
For our future I assumed
I believed in what you said that day
But was already doomed

The more you've learned and grown
The less you cared for me
But I was too blinded by my feelings
To see the dawning agony

I love you more than I can say
And we will never part
You told me nearly every day
But still you broke my heart

As soon as you could fly again
Into the open sky
You left me without any reason
Back on this world to die

HORAS

"Vivemos as nossas vidas, fazemos seja o que for que fazemos e depois dormimos: é tão simples e tão normal como isso. Alguns atiram-se de janelas, ou afogam-se, ou tomam comprimidos; um maior número morre por acidente, e a maioria, a imensa maioria é lentamente devorada por alguma doença ou, com muita sorte, pelo próprio tempo. Há apenas uma consolação: uma hora aqui ou ali em que as nossas vidas parecem, contra todas as probabilidades e expectativas, abrir-se de repente e dar-nos tudo quanto jamais imaginámos, embora todos, excepto as crianças (e talvez até elas), saibamos que a estas horas se seguirão inevitavelmente outras, muito mais negras e mais difíceis. Mesmo assim, adoramos a cidade, a manhã, mesmo assim desejamos, acima de tudo, mais. Só Deus sabe porque amamos tanto isso."

Michael Cunningham

"As Horas"


domingo, 12 de setembro de 2010

MEDO

Era rotineiro, desde que se lembrava estava sempre naquela esquina a fumar um cigarro às 18h00 em ponto, tinha a ténue memória de os ver passar sempre de mão dada, talvez não fosse assim há tanto tempo.
Sempre soube que se havia apaixonado no momento que a havia visto, mas nunca tinha avançado, o medo tolheu todos os seus esforços por ser alguém numa vida que pouco mais era que um conjunto esfarrapado de acções.
Daquela vez havia de fazer tudo bem, sempre que cruzavam os seus olhares ela sorria e ele derretia-se, sentia aquele arrepio maravilhoso apanhar-lhe a espinha, envolvendo o seu coração, ficava alerta, ficava vivo.
Sentia ainda um pouco dessa excitação mesmo agora naquela escura cela escrevendo nas folhas brancas do papel daquele caderno encarnado.
Certo dia porém algo quebrou a rotina, ela não tinha passado, algo em si despertou, como um alarme invisível o seu coração disparou a cem à hora, durante o resto do dia ficou enjoado e durante a noite não dormiu, teve pesadelos, suores frios.
No outro dia porém ela voltou a passar, mas vinha mudada, o olhar que se cruzou com o seu não vinha cheio de luz, mas cheio de desespero e tristeza, em volta do seu olho esquerdo uma equimose negra contrastava com o seu olhar sempre belo, ele a seu lado, beijava-a e sorria...
Apagou o cigarro, cerrou os punhos, tentou dar um passo em frente mas algo o travou naquele momento, nunca soube o quê, agora tristemente sabia, tinha sido o medo...
Desta vez faria o que devia ser feito.
Pelas 17h00 do dia seguinte seguiu-o pelo caminho, conhecia cada recanto do antigo caminho do olival, envolto em canaviais em ambos os lados era um sitio ideal para emboscadas, naquele final de tarde chuvoso de Inverno, a noite já havia caído, foi célere, quando ele passou junto à fonte ele saltou do escuro e com a sua navalha fez um corte conciso na garganta do seu alvo, desapareceu tão brevemente como tinha aparecido.
às 18h00 lá estava na mesma esquina, viu-a ao longe, corria para ele, finalmente algo iria acontecer de bom na sua vida, o seu coração acelerou quando ela chegou perto dele e ele sentiu o seu perfume, no entanto misturadas na chuva que cobria o seu rosto vinham lágrimas...
- Socorro, ajuda-me!! Alguém matou o meu irmão!! - Gritou desesperada.
Ele correu conduzido pela mão dela, junto à fonte o seu enlace foi no entanto quebrado, tudo pareceu decorrer em câmara lenta a partir desse momento, o cigarro caiu-lhe das mãos e apagou-se de vez no chão molhado, pessoas embateram contra ele, tudo o que se lembrou no momento foi fugir, virou-se e fugiu, no entanto ainda viu o olhar dela, transpirava tristeza e desapontamento...
No dia seguinte foi entregar-se na esquadra, aguardava agora julgamento numa cela poeirenta que haveria de ser a sua casa por muitos anos.
No desses dias de espera teve uma visita inesperada, ela veio vê-lo, o seu olhar nada transparecia, chego em silêncio, sentou-se na cadeira do outro lado da mesa e olhou-o fixamente nos olhos, ele não suportou aquele olhar, todo aquele ódio no olhar de quem amava era demasiado para ele, friamente disse-lhe.
- Sabes o que sinto agora por ti? Pena... é tudo o que sinto agora, todo o amor que me consumia ao ver-te transformou-se em ódio! Odeio-te! - Cuspiu-lhe na cara e levantou-se.
Fora a última vez que a vira.
Passados já dez anos desde aquela noite, passava agora para o papel toda as suas memórias, iria sair por bom comportamento, iria escrever tudo o que sempre havia sentido naquele cadernito vermelho, depois pegaria nele e queimá-lo-ia, esqueceria o passado para tentar uma nova redenção.
Chegou o dia da liberdade, da sua liberdade, respirou fundo e fez-se ao caminho, como era de esperar ninguém estava à sua espera, ninguém à excepção de um olhar que sempre havia guardado, a seguir à curva do café do Mar, deparou-se com o seu olhar, amadurecido por mais dez anos de vida, estava agora no seu maior esplendor, mas não viu só o seu olhar, viu também um cano escuro de uma arma apontado à sua testa, não houve tempo para muito mais, ouviu um estrondo e caiu no pó, finalmente ao pó regressava, depois veio a escuridão e antes de um último suspiro ouviu ainda um outro estrondo e sentiu algo cair em cima de si...
Depois veio a morte embrulhada na hipótese de redenção, a sensação de vazio que nem o maior dos amores poderia preencher.

Bruno:Carvalho

2010

sábado, 11 de setembro de 2010

WAKE UP!

Onde se esconde no nosso extraordinário cérebro humano aqueles pedaços de insanidade que nos conduzem ao inesperado?
Da crueldade à paixão louca, da calma à fúria, da sanidade à loucura, do medo à coragem, todas as emoções que pensamos serem pretas ou brancas transformam-se em cinzentas quando adicionado o factor sociedade.
Com a sociedade cada vez mais voraz por materialismos assistimos ao declínio da humanidade sob o poder do dinheiro, do poder e da corrupção todo e qualquer organismo vivo tornou-se um dano colateral, assim auto-intitulados senhores da Terra, abandonámo-nos ao deboche, à exploração sem limites dos recursos, na nossa omnipotência até criámos divindades, sistemas dogmáticos que nos mantivessem presos a uma crença para que os iluminados continuassem a extorquir de nós a vitalidade e a coragem de lutar de volta, distraído o rebanho, os lobos podiam atacar serenamente.
Criámos a tecnologia e ficámos escravos da mesma, em vez de acontecer exactamente o contrário, criamos produtos e sub-produtos com cada vez menos prazo de validade para desculpar a contínua necessidade de manutenção, para que o dinheiro continue a circular, quando nos bastava criar coisas duráveis para extinguir a necessidade da circulação de papel, desmoronava-se o sistema económico, perdiam os cobardes, ganhava a humanidade.
Mas aqui continuamos, fiéis aos programas que nos foram embutidos ao longo de anos de educação fraudulenta, incapazes de ver a mudança ao alcance da nossa vontade e apenas dela, seguimos rumo ao futuro, ao fim, pois estamos ainda convencidos que o nosso planeta durará para sempre.
Será que a humanidade foi criada para trabalhar para sobreviver?
Será isto o significado de vida?
Só uma coisa nos mantém escravos e longe daquilo que verdadeiramente somos, o dinheiro, e enquanto este mal continuar a infectar as nossas minúsculas mentes, continuará a existir guerras, crimes violentos, drogas que nos mantenham agarrados de alguma forma ao sistema.
Não estará na hora de acordar e sair da matriz?

Bruno:Carvalho

2010


domingo, 5 de setembro de 2010

A LITTLE LIGHT IN DARKNESS

Times are shifting like moving sands, time is fading, becoming short, so little for so much things to do.
Still here we lay, praising all the things that blind, binded to empty words, collapsing actions, one by one our efforts to win only made us lose more.
So speak freely, do you want to walk forever blindly?
Abiding cowardly to empty promises of selfish ambition?
Where do love stays in the picture? Somewhere lost among the background shadows or at front, at the lightest spot of all?
You say, sometimes I hear carefully dispite you do not notice, you state that love is only an illusion, something created by a harmless and innocent mind, sometimes I laugh silently of your clear ignorance, short vision for someone of such greater ambitions.
So what do you aspire?
Do you aspire great glory? Blinded by faith you keep pushing towards the abyss...
Do you aspire fame? Blinded by the flashes you weep behind that beautiful mask...
Do you aspire peace? Yet your words and acts only bring war and suffering...
Do you aspire love? Drifting between empty feelings you look like a little boy looking to be alone...
Not of words, abitions or prides is a man made of.
Not of blinding faith or hateful prejudice.
Like Ghandi once said "An eye for an eye makes the whole world blind".
But we keep teaching otherwise to our children.
Tell me, did you ever loved someone? Speak freely, I'm not where to judge, I was made to listen not to judge, dispite the things I constantly hear I do no dare to make a judgement, that's your job. judge yourself.
But who I am for sure?
Sorryfully I do not know yet, my life as been a constant discovery, I search for my soul in what remains of my old self, I search among the ruins for my long lost dignity, I'm not divine not even evil, but I'm for sure human, dispite humanity lowering ratings.
So I love, I love you even when despair dares to crumble my believe, dispite hope is constlantly shattered by meaningless selfish intentions.
I love you even when I'm not awake, in the deep sleep of the night or in a brightful day of summer, I promise you that I love more each minute that passes.
And you, my so called loyal friend? Still silent?
I'm still here pretending to wait...

Bruno:Carvalho

sábado, 4 de setembro de 2010

WHY DO WE KEEP WALKING BLINDLY?

Despite all the certainty do you think we're in control, my friend? Do you really think that feelings and emotions were made for be reasonable?
Think again.
Between the million human emotions that we can experience along our lifes, there's not even one reasonable, not even one.
See. We kill, we love, we breed cruelty everyday, like we breed our kindred and strangely we adore to do just that.
It's all about control, mind control, it's impressive how we read, listen or talk and those simple actions could influence so many minds, even our own.
So we drive inconscious of the danger, blinded by a million empty reasons we forsake emotions.
And what do we win doing that king of stuff?
Nothing, I tell you friend, nothing at all.
Sometimes while we walk down the road we notice certain details, normally we observe beauty, but I ask you, what really means beauty?
Can you tell me?
Can you enlight me?
If we follow society's standards we arrive at one conclusion, the majority is blind, simple as that, blindness disguised as enlightment, so we judge, we dare to judge.
We lurk in the shadows with predator eyes but with no prey to follow.
But happily we cast away the stone in our hands, we let it fall into the dust, the same dust that made us and for which we will return.
So I retain one simple thing when I look into my lover's eyes, I merely think of mortality, my mortality, is it life long enough to lose love and win regret?
I'm sure we don't born fearfull, what made us fear ourselves so much?
Tell me friend...
Ah, like I expecteted, your silence gives you up...
So silence does reveal the truth.
Just like I suspected...
One more thing my friend, one last question, are you brave enough to hear this? Your screaming silence, can you face the fear, the truth?
Tell me that.
I promise I will pretend to believe you.


Bruno:Carvalho
2010


DON'T BOTHER

Don't mind me, just wandering around drawing circles in the air Don't mind me, nothingness is just a state of mind Don't bo...