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A mostrar mensagens de Outubro, 2010

PONTO SEM RETORNO

Aqui estamos nós no ponto sem retorno, o pequeno país que já foi grande, que o deixou de ser e que tem tentado utopicamente voltar a sê-lo. Aqui estamos nós após anos e anos de desperdício, de consumismo e investimento imediato. Cá estamos nós pobres portugueses a queixar-nos tarde de mais, infelizmente é quase sempre tarde de mais que nos apercebemos. Felizmente e apesar de este orçamento ir causar muita dificuldade, a maioria saberá por certo que são medidas inevitáveis, pois é demasiado tarde para emendar a mão, é impossível tapar os olhos e fugir para o lado, penso que racionalmente e além de qualquer ideologia política nos apercebemos disso. O que é triste em tudo isto é que a nossa própria cultura de cidadão sempre foi de esbanjar, na maioria gerimos muito passionalmente a nossa carteira, do senhor que diz que pode não ter para mais nada mas que para ver o seu clube de futebol tem até às senhoras que gastam balúrdios e roupas caras e excêntricas, até ao simples viciado em nicotina q…

JUST LIKE HEAVEN

"Show me how you do that trick The one that makes me scream" she said "The one that makes me laugh" she said And threw her arms around my neck "Show me how you do it And I promise you I promise that I'll run away with you I'll run away with you"
Spinning on that dizzy edge I kissed her face and kissed her head And dreamed of all the different ways I had To make her glow "Why are you so far away?" she said "Why won't you ever know that I'm in love with you That I'm in love with you"
You Soft and only You Lost and lonely You Strange as angels Dancing in the deepest oceans Twisting in the water You're just like a dream
Daylight licked me into shape I must have been asleep for days And moving lips to breathe her name I opened up my eyes And found myself alone alone Alone above a raging sea That stole the only girl I loved And drowned her deep inside of me
You Soft and only You Lost and lonely You Just like heaven


PALAVRAS OCAS

Palavras ocas e sem sentido Ecoando por entre lajes gastas pelo esquecimento E o pensamento, onde está esse nosso tormento? Esse nosso destino de pensar Sem o mínimo de paixão E depois, sem perdão matar Todos os sonhos belos, os poemas maltratados Cuspidos, queimados e ultrajados.
Capto esses doces murmúrios Num funeral de um anjo vingador Que tentou matar em vão o amor Que desesperou por um momento feliz Para que curasse todas as suas feridas E deixasse por entre os vivos as suas verdades despidas De todo o sentimento de culpa Que nem as divindades desculpam.
Pobre anjo, preso a uma vã eternidade Preso a uma ténue fragilidade Ansiando, esperando por outro mundo Que não este podre e imundo Mas chega-lhe agora já a paz desejada Por entre a vida de fé despojada.
Bruno:Carvalho 2000
Como o tempo passa célere...

THE LONGEST YEAR

DISARM

Foi mesmo assim, desarmaste-me com o teu sorriso, com a doçura teu beijo, com a tua simplicidade, com a tua sinceridade, desarmaste-me com a tua fragilidade, com o aroma da tua pele. desarmaste-me com o teu olhar, ficou para sempre colado no meu. Já sem armas rendi-me a ti, ao teu amor, fiz tréguas comigo, encontrei a paz e não quis mais a guerra, a única batalha agora que me faz mover é a guerra com a distância que nos separa, luto com o abismo para construir uma ponte que nos ligue. A minha única arma agora é o amor que tenho por ti e que dispara a cem hora beijos de paixão e de calor.~

Bruno:Carvalho 2010

BELOW

Symphonies of the dying daylight Requiems for a bleeding soul Beckoning in a dying world We surface from beneath to draw the line
It's time to choose a side Writing words in blood we mark the wall relentlessly In the heartbeat of the storm We shred angels wings, At the sound of silent death We nod to say yes once again Shall we be damned again For love shall not rise without a thousand tears
The sentinel veils the entrance to oblivion We spread our black wings Carrying the bodies our fallen enemies we cross the sky Like the sun that shall burns all So is curse that already purges our hearts Ashes and tears, from the clay we will mold man once again.
Bruno:Carvalho 2010

BURNING IN THE SKIES

PRISÃO

Um por dois, dois metros quadrados, é esta a área da minha cela, da minha prisão. Com vista para um mundo complexo e estranho, arrasto-me com prisão atrás, um peso morto, um espaço obtuso sem barras nem correntes, mas com algo muito mais paralisante, medo. Uma parede invisível de incertezas e desconhecido, uma barreira intangível que me impede de dar um passo em frente, tantas vezes o faz que quando finalmente o consigo dar, descubro que o fiz à beira do abismo. Esse abismo infelizmente surge disfarçado numa forma que nunca pensávamos que o fim do mundo seria assim, um nada, um grande nada disfarçado de tudo. O conforto, as palmadas leves nas costas, as palavras doces cheias de vazio, do meu púlpito um por dois, declamo discursos de inane coragem, como se as parcas palavras que escrevo de facto fizessem algum sentido. E enquanto o mundo gira num tempo só dele, eu perco as pessoas, perco o me fez nascer, o objectivo último, viver. E o sangue torna-se água, num copo agora vazio e que jamais v…

GREY

Lembras-te como o sol brilhava na lezíria, lembras-te como o trigo reflectia-se dourado no teu rosto? Lembras-te como as nossas brincadeiras de criança nos levavam a novos mundos? Lembras-te como foi doce o primeiro beijo? O primeiro abraço a primeira vitória, a primeira descoberta? Tempos que não voltam mais, tempos inseridos na matriz do tempo, para serem recordados e não jamais vividos de novo. A vida move-se como as areias do deserto movidas pelo vento, fazemos de tudo para voltar a viver o passado, esforçamos-nos tanto para voltar a sentir o que passou que não nos apercebemos que o presente nos escapa, entre os dedos, como essa mesma areia. A sombra desenvolve-se além da janela aberta, tomamos como mais uma lufada de azar, a miséria que nos abraça a tristeza que nos consome é o resultado de mais uma desilusão, de mais uma partida, de mais um falecimento, mas é muito mais que isso... É o mundo que nos corrompe de novo, que tenta abalar as nossas crenças, por momentos esquecemos-nos que …

MIRROR

KANDIA "Reflections"
I look at you And see myself If I touch my skin I'm touching you


All the tears in your eyes are like water to me When I cry my eyes dry up instantly When you talk - feel your breath - that's the air that I breathe I'm screaming your name, tell me, can you feel the air I release Can you?


Just look deep in my eyes and tell me what you see I'm desperate to hold you, so eager to kiss you So far from my skin and yet I'm feeling you here Reflecting in you and you're reflected in me


I move my lips And I spell Love If I touch my skin I'm touching you All the tears in your eyes are like water to me When I cry my eyes dry up instantly When you talk feel your breath that's the air that I breathe


Just look deep in my eyes and tell me what you see I'm desperate to hold you, so eager to kiss you So far from my skin and yet I'mfeeling you here Reflecting in you... Reflecting... Just reach into my skin and tell me what you feel I…