quarta-feira, 27 de outubro de 2010

PONTO SEM RETORNO

Aqui estamos nós no ponto sem retorno, o pequeno país que já foi grande, que o deixou de ser e que tem tentado utopicamente voltar a sê-lo.
Aqui estamos nós após anos e anos de desperdício, de consumismo e investimento imediato.
Cá estamos nós pobres portugueses a queixar-nos tarde de mais, infelizmente é quase sempre tarde de mais que nos apercebemos.
Felizmente e apesar de este orçamento ir causar muita dificuldade, a maioria saberá por certo que são medidas inevitáveis, pois é demasiado tarde para emendar a mão, é impossível tapar os olhos e fugir para o lado, penso que racionalmente e além de qualquer ideologia política nos apercebemos disso.
O que é triste em tudo isto é que a nossa própria cultura de cidadão sempre foi de esbanjar, na maioria gerimos muito passionalmente a nossa carteira, do senhor que diz que pode não ter para mais nada mas que para ver o seu clube de futebol tem até às senhoras que gastam balúrdios e roupas caras e excêntricas, até ao simples viciado em nicotina que não se apercebe que pode mesmo viver sem ela.
Somos todos num plano mais baixo obviamente culpados pela situação em que estamos, somo-lo também porque demos poder aos políticos para o poderem esbanjar em programas mais ou menos fantasmas, após o 25 de Abril a máxima era meter o mais possível ao bolso, todos aqueles fundos comunitários à mão de semear eram demasiados bons para se resistir à tentação de não os agarrar.
Somos um país corrupto, não precisamos de qualquer estudo para perceber isso, e isto vai desde o mais pequeno favorecimento numa pequena empresa até ao gigantesco em qualquer Ministério ou Instituto Público, todos temos um preço.
Ironicamente a crise económica atingiu também o cartel das cunhas, por isso há males que vêm por bem...
E assim aqui estamos enterrados na merda até ao pescoço e com os dois maiores partidos políticos a brincarem com ela e a atirarem-na para a nossa ainda (por pouco) descoberta cara.
Infelizmente a nossa sociedade está assente num pilar e num único, o pilar do dinheiro.
O dinheiro é tudo, desde poder a fé, com ele conspurcamos o que somos para nos tornarmos tenrinhos para a corrupção nos sugar devagarinho.
O pior é que estes políticos que temos pensam que somos burrinhos (infelizmente alguns ainda se iludem), alguém poderá acreditar que a mudança de cor do poleiro poderá corresponder a uma mudança do estado de coisas?
Não, claro que não, é só o poder a mudar de mãos, para outras que ainda não mamaram, alguém ainda dúvida que estes sacrifícios têm de ser feitos? Se não for pelo PS será pelo PSD ou por outro qualquer, eleito após mais uma campanha eleitoral para chupar mais uns trocos ao nosso cantinho à beira mar plantado.
Com isto tudo os nossos patrões andam chupadinhos de todo, sem poder para se desenvolverem, especialmente os ligados aos estado e às autarquias, andam fodidos logo fodem-nos também a cabeça todos os dias, e nós lá engolimos mais um quilo de sapos, pois se falarmos vamos para o olho da rua e no olho da rua não temos os tostõeszitos que nos servem para sobreviver nesta corrupta e capitalista sociedade. Infelizmente e apesar de alguns poucos exemplos, ainda não podemos viver fora dela...
Por isso seguimos conformados que é o nosso fado, que ser triste é próprio de ser português, um pensamento que não deixa de ser patético para quem um dia deu mundos ao mundo.
É tempo de dizer basta!
É preciso uma revolução não tanto na rua, mas essencialmente em cada um de nós.

Bruno:Carvalho
2010








Come on!
Uggh!

Come on, although ya try to discredit
Ya still never read it
The needle, I'll thread it
Radically poetic
Standin' with the fury that they had in '66
And like E-Double I'm mad
Still knee-deep in the system's shit
Hoover, he was a body remover
I'll give ya a dose
But it can never come close
To the rage built up inside of me
Fist in the air, in the land of hypocrisy

Movements come and movements go
Leaders speak, movements cease
When their heads are flown
'Cause all these punks
Got bullets in their heads
Departments of police, the judges, the feds
Networks at work, keepin' people calm
You know they went after King
When he spoke out on Vietnam
He turned the power to the have-nots
And then came the shot

Yeah!
Yeah, back in this...
Wit' poetry, my mind I flex
Flip like Wilson, vocals never lackin' dat finesse
Whadda I got to, whadda I got to do to wake ya up
To shake ya up, to break the structure up
'Cause blood still flows in the gutter
I'm like takin' photos
Mad boy kicks open the shutter
Set the groove
Then stick and move like I was Cassius
Rep the stutter step
Then bomb a left upon the fascists
Yea, the several federal men
Who pulled schemes on the dream
And put it to an end
Ya better beware
Of retribution with mind war
20/20 visions and murals with metaphors
Networks at work, keepin' people calm
Ya know they murdered X
And tried to blame it on Islam
He turned the power to the have-nots
And then came the shot

Uggh!
What was the price on his head?
What was the price on his head!

I think I heard a shot
I think I heard a shot
I think I heard a shot
I think I heard a shot
I think I heard a shot
I think I heard, I think I heard a shot

'He may be a real contender for this position should he
abandon his supposed obediance to white liberal doctrine
of non-violence...and embrace black nationalism'
'Through counter-intelligence it should be possible to
pinpoint potential trouble-makers... and neutralize them.
Through counter-intelligence it should be possible to
pinpoint potential trouble-makers... and neutralize them
and neutralize them, and neutralize them, and neutralize them'

Wake up! Wake up! Wake up! Wake up!
Wake up! Wake up! Wake up! Wake up!

How long? Not long, cause what you reap is what you sow

1 comentário:

Ayl disse...

Ora bem!
Nem mais.

EXORCISMO

Exorciza os demónios da minha alma Os fantasmas inumanos que consomem a minha carne Liberta-me, perdoa-me. Exorciza o meu corpo com...