NADA

O que nos faz ter tanto medo de sentir?
O que nos faz ter tanto medo de sermos nós próprios?
Porque é que só raramente o nosso verdadeiro Eu aparece, por entre uma ou outra lasca de lucidez, é a moralidade que nos trava? O que é certo ou errado? Alguém poderá responder a isso?
Será a nossa espiritualidade que nos trama? O que nos define como seres humanos? A eterna luta entre o bem e o mal, será que não nos apercebemos ainda que somos tanto de mal como de bom?
Gritemos, façamos barulho acima do silêncio constrangedor, porque o mundo nasceu do caos e a nossa inocência nunca foi mais que uma desculpa para não sentir.
Fazemos-nos vitimas de um sociedade que ajudámos a criar, com toda a hipocrisia e todo o mal-dizer, um dia somos preto outros branco, no entanto o nosso âmago é cinzento.
Cinzento é também o amor que nos amolece, o amor fingido que passamos de palavra em palavra, o cinismo das acções disfarçadas de boas acções.
Façamos-nos amor descarnado, violento, selvagem, puro, verdadeiro.
Façamos-nos caos, para que haja uma razão para vivermos, tracemos um caminho que disfarçadamente dizemos nunca antes ter sido traçado, brinquemos com a morte, pois é com ela nos calcanhares que adormecemos todas as noites...
E quem sou eu? Não sou nada!
Mas ao menos tenho a coragem de o dizer.

Bruno:Carvalho
2010


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