domingo, 26 de dezembro de 2010

A FINE DAY TO EXIT

ANATHEMA
"A Fine Day To Exit"

Long way from home
Nowhere to go
What made the river so cold?

The sweat of thoughts
Trickle down my brow
Soaking and stinging my eye

You've got to face it head on
So you can turn this thing around
'cause this ain't right

Tell tale sighs and cries
Of dreams unfulfilled
And time is running, running dry

Panic stricken bloodshot hearts
Try to restart
But no longer build the well to survive sweet oblivion

You've got to face it head on
So you can turn this thing around
'cause this ain't right

I've got these feelings and I don't know why
I see all my fears in the darkness of light
What made the river so cold?

Never anyone to rearrange and fall to
Time inside the empty
Call to the blameless, I am faithless
Placid dying eyes

You've got to face it head on
So you can turn this thing around
'cause this ain't right

You have to go eye to eye
Raise your face to the sky
'cause this ain't right

I got to believe when I say
Only this is the way

quinta-feira, 23 de dezembro de 2010

GLÓRIA ANTIGA

Onde andas tu velho sangue lusitano, que outrora deste mundos novo ao mundo, que outrora lutaste pela democracia e fizeste de um sonho uma revolução?
Onde estás tu velho comunista, agora trocado por mil e um velhos do Restelo que sob uma falsa máscara de modernidade nos fazem atolar ainda mais no pantanal criado por anos e anos de esbanjamento?
Os anos das vacas gordas como lhes chamam...
O que aconteceu à velha ideologia? Está diluída na mole humana, transformou-se os punhos no ar e os gritos na rua pela revolução de esplanada, falamos falamos, mas dali não sei nada de concreto...
O que fez com que a massa trabalhadora deste país fosse transformada em meras peças de um xadrez económico e corrupto?
O que fez com que a maioria dos patrões considerasse um mero acto de caridade a contratação de um trabalhador?
Não somos pedras debaixo das botas de um gerente negligente, que num cenário de falência é sempre o menos culpado, mas poderemos de certeza ser uma pedra na engrenagem, mas querer...
Sobrecarregam-nos com exigências enquanto nos cortam os direitos, rentes para nada deles sobrar, quando tentamos nos manter firmes na luta pelos mesmos, atrofiam-nos de tal forma a nível psicológico que não temos solução senão quebrar, porque por vezes não temos dinheiro para exigir justiça, dinheiro??!!!
Sob a desculpa ignóbil da crise cometem-se crimes contra as mãos que elevam este país, mãos que levam ao fim de um mês de trabalhos uns míseros tostões para essencialmente pagar impostos, pagar saúde e educação como se não fossem direitos.
Tentem retirar a mão de obra numa fábrica de calçado e tentem manter a empresa só com capital... Cada vez mais a maioria dos gestores e gerentes perdeu a essencial visão humanista com os seus colaboradores, como se os empregados fossem os responsáveis pelo prejuízo ou pela crise...
Como diz o grande Fernando Ribeiro, "Volta a nós glória antiga!"

Eu vou preparar-me para descansar para ir trabalhar amanhã à borla por conta de um patrão que nem merece um mero bom dia, mal educado, mal formado, falso e imbecil.
Mas um direito que nos corta, às vezes não são só os burros que usam palas nos olhos!!!!

Bruno:Carvalho
2010

terça-feira, 14 de dezembro de 2010

PASSING BY


"DEATH IN JUNE"
What ends when the symbols shatter?
When life is but disappointment
And nothing is amusing
The one wild hunt
For loneliness
Is a life without god
Is an end without love
Soulless today
And soulless tomorrow
We struggle for tthe joy
Oh, we struggle for tthe joy
That life is haunted by
Its memories - its meaninglessness
Yearn to be gathered, cracked and saved
A thought for a life time
A thought for a night time
But, what ends when the symbols shatter?
And, who knows what happens to hearts?
But, what ends when the symbols shatter?
And, who knows what happens to hearts?

segunda-feira, 13 de dezembro de 2010

PARTIDA

Tudo é finito.
Mesmo aquilo que julgamos eterno, a desilusão instala-se quando nos apercebemos que o que sentimos deixou de existir.
Não porque não se lutou ou amou, mas porque simplesmente não podemos controlar o que sentimos por alguém.
Às vezes temos de sofrer para saber o que custa fazer sofrer, não o fazemos por crueldade, apenas é assim, o amor torna-se difuso, confuso, perdido em falsas esperanças que o amanhã aquietará a ansiedade de nada sentir.
Tornamos-nos vazios, perdidos no nosso egoísmo procuramos retornar ao sossego da nossa própria sombra.
Nada se perdeu contudo, cada situação da nossa vida é uma contínua lição, ganhamos experiência de erros consumados.
Não se pode alimentar um fogo sem oxigénio, neste momento estou sem fôlego e sem ele apaga-se o fogo que há uns tempos ardia fulgurante.
A honestidade e a comunicação acima de tudo. Não se pode viver numa ilusão, por respeito a nós próprios e ao outro.

Bruno:Carvalho
2010

sexta-feira, 10 de dezembro de 2010

THE BLEAKNESS OF DEATH

And there I stood facing the path I’ve chosen
Like fallen leaves in the snow,
I leave my footsteps in the heart of every man
I’ve chosen the night, this is my night, a eternal night.
And I fought, I fought bravely for my forsaken freedom

I left you buried in ashes
The ashes of our mistaken love
The blood that stain my hands will make me remember
There will be things I’m destined to recall
Others simply will fall in forgetfulness

And now I lay frozen in this open tomb
The bleakness of death drowning my wretched body
In this prison inside I foreshadow the end of all life
Repent if you want to be saved
I’m already condemned.

Bruno:Carvalho
2008


EPIC!!!

quinta-feira, 9 de dezembro de 2010

SELF vs SELF


One against One
None shall overcome

LINHA

Em câmara lenta.
Tudo parece estar a regressar em câmara lenta, como se uma linha se tivesse desenhado entre mim e eu próprio, vejo-me finalmente com os olhos de outra pessoa e no entanto parece-me tudo tão familiar.
Os cigarros, as drogas para me porem longe do pânico, as mesmas que me fazem deixar de sentir quase tudo, o mesmo banco do jardim virado para o rio, os mesmos versos ensopados de revolta e mágoa, mesmo aqueles que escondo sob uma máscara de pretensa felicidade.
Caminho à velocidade normal mas mesmo assim não me consigo apanhar do outro lado da linha, não me reconheço numa vida tão minha, através destes novos olhos simplesmente apreendo o sentimento tão próprio e ali fico de novo aos círculos, perdido, abandonado, perdido de mim mesmo sem nunca me esquecer o que fui.
Nem numa casa de espelhos com mil um reflexos de mim próprio consigo esquecer-me, há sempre aquele sentimento de não saber quem sou.
Tudo parece desvanecer-se por entre o fumo, conforme um novo sopro assoma aos meus lábios entro numa espécie de mundo paralelo para me aperceber que estou vivo, também quando a lâmina trespassa a carne ou quando aquele dor irritante me enche o peito, em todos esses momentos sinto que estou vivo, só porque toda essa dor substitui outra mais profunda.
Quando uma ferida sara e passo os meus dedos pela cicatriz e me lembro de como a sofri, apercebo-me que o tempo passou e eu nada fiz para o parar, para aproveitar, todos aqueles momentos sorvidos pela pressa de sentir.
O que me fez tão vazio?
Apenas um receptáculo, um casca vazia à deriva, sem saber como me realizar, como ser feliz, como ser verdadeiro, o que me fez tão insignificante?
O que me fez tão egoísta?
Quando pela primeira vez decidi que olhar para dentro era a melhor solução?
O que me fez tão vago, tão disforme que preciso de me destruir para me sentir querido?
As mesmas perguntas pairam no ar, conforme eu me tento agarrar, enquanto eu tento acelerar a câmara lenta para finalmente atravessar a linha e me apanhar no outro lado, para finalmente gritar de olhos nos olhos e soprar vida para o espaço vazio dentro de mim.
Num duelo final, sou eu contra mim, armas disfarçadas de misericórdias, enquanto arquitecto o meu maior e mais intenso de acto de egoísmo.
E mesmo na ponta do abismo não me deixo de sentir demasiado ligado ao que sou para dar o passo em frente.
Assim faço-me ignorante aos alertas vindos do outro lado da linha, como se ela fosse feita de tijolos e não de ar, torno-me surdo porque não me convém ouvir a verdade, que por detrás de um olhar triste estará por certo algo mais profundo que o meu ego.
Quando é que me convenci que a inacção é o segredo da cura?
Quando é que decidi lamentar-me em vez de lutar?

Bruno:Carvalho
2010

quarta-feira, 1 de dezembro de 2010

RE-CONNECT

I need to re-connect me to myself
No more pretending, no more oblivious thoughts
It's time to be real, it's time to face the truth
For life it's just a glimpse, an illusion in a sea of incertainty.

B:C
2010
ANATHEMA
"Re-Connect"

The fragments of connection died
Some things just won't fade with time
Hide behind a transparent eye
You can't see me but I can you...
Betray without a moment's thought
Regret nothing but getting caught
Your time has come and here I stand
Why should I hold out my hand to you...

I could never turn to you
I was silenced by that look in your eye
Feel I'm slipping back again

Black cold night I toss and turn I'm sinking, feel so
...drained
Shroud me, blind me, sick, weak, empty, drag me
...into pain
I tried so hard, don't drown me, bound to me,
self indulgently ...crazed
Black as coal, my sunken soul, will it ever be
...saved?

Come on and twist that knife again
Well I'd like to see you fucking try
Never going back again

An answer won't come from me
Confront your own worst enemy
What does your mirror see
Is it time to face up to me?

 

DON'T BOTHER

Don't mind me, just wandering around drawing circles in the air Don't mind me, nothingness is just a state of mind Don't bo...