quinta-feira, 2 de junho de 2011

SOULLESS

Quando a cidade despida
Traz consigo o odor que nos entristece
Que nos estarrece
Quando a vida torce de nós
Fazemos da indignação a nossa voz.

Pele com pele
Sangue com sangue
Esvaimo-nos com o ritmo da noite
Uma palmada sem mão, um açoite
Estranheza que se entranha na alma

A desolação cresce
O contentamento derruba-nos, fragéis como somos
Inconsequentes como fomos
Fugimos ao que nos fez sangue e carne
Sem coração ou paixão que nos salve.

Fazemos da demência a nossa sorte
Um fado destinado que se ri como a morte
Embrulhados no esquecimento
Provamos dos nossos lábios o veneno
E destruimos a nossa primeira pele
Sacrificando o que de nós restou.

Sem coração
Emoção, salvação, desterro
Com medo
Engolimos a cruz e o credo.

Bruno:Carvalho
2011

 

EXORCISMO

Exorciza os demónios da minha alma Os fantasmas inumanos que consomem a minha carne Liberta-me, perdoa-me. Exorciza o meu corpo com...