Mensagens

A mostrar mensagens de Junho, 2011

SOULLESS

Quando a cidade despida Traz consigo o odor que nos entristece Que nos estarrece Quando a vida torce de nós Fazemos da indignação a nossa voz.
Pele com pele Sangue com sangue Esvaimo-nos com o ritmo da noite Uma palmada sem mão, um açoite Estranheza que se entranha na alma
A desolação cresce O contentamento derruba-nos, fragéis como somos Inconsequentes como fomos Fugimos ao que nos fez sangue e carne Sem coração ou paixão que nos salve.
Fazemos da demência a nossa sorte Um fado destinado que se ri como a morte Embrulhados no esquecimento Provamos dos nossos lábios o veneno E destruimos a nossa primeira pele Sacrificando o que de nós restou.
Sem coração Emoção, salvação, desterro Com medo Engolimos a cruz e o credo.
Bruno:Carvalho 2011