sábado, 30 de julho de 2011

WAITING

Am I really here?
why is it so much space between us?

Memories keep filling the cracks
Our love once a strong wall now it's only debries
I try to solve this riddle
but somehow the past is keeping me locked

Are you really there?
why are you so far away?

I've lost me from myself somewhere in time
across the path I flooded my believes
why keep I drowning in the pain?
I must have known that is always the same

Will you really wait?
There's still time for hope?

I will come back down
Just stay seated there where dreams dwell
then we will laugh again
just like we did yesterday.

Bruno:Carvalho
2011





terça-feira, 26 de julho de 2011

SHE WALKS IN BEAUTY


SHE walks in beauty, like the night
Of cloudless climes and starry skies;
And all that's best of dark and bright
Meet in her aspect and her eyes:
Thus mellow'd to that tender light
Which heaven to gaudy day denies.

One shade the more, one ray the less,
Had half impair'd the nameless grace
Which waves in every raven tress,
Or softly lightens o'er her face;
Where thoughts serenely sweet express
How pure, how dear their dwelling-place.

And on that cheek, and o'er that brow,
So soft, so calm, yet eloquent,
The smiles that win, the tints that glow,
But tell of days in goodness spent,
A mind at peace with all below,
A heart whose love is innocent!

George Gordon (Lord) Byron

sábado, 16 de julho de 2011

SOMBRAS

Sombras, apenas sombras,
 é o que resta de nós,
sombras do que somos,
do que fomos,
do que seremos

Restará algo que possa servir como recordação?

A verdade despedaça-nos, por isso escondemo-nos na mentira
Convencidos que esta nos será para sempre fiel...

O quanto estávamos enganados...

Bruno:Carvalho
2011


sábado, 9 de julho de 2011

NOCTURNO



Apartemos-nos, apartemos-nos pois não andamos mais que a fingir passos em frente, olhando de lado em espelhos baços, apartemos-nos pois aqui não mora o desassossego.
Desconjuctura-me, necessito de fontes mais precisas de prazer, a languidez do teu corpo já não oferece o tal abrigo merecido, deixa-me, prescindo do teu brilhante intelecto para me dedicar ao estudo das coisas mundanas.
Fingimento, é este o constrangimento que me faz neste momento avançar para a dissolução, prefiro dissolver-nos do que ver-me diluído na pasmaceira dos dias, não sou poeta, não faço rimas, não ouço a lua, faço da noite apenas uma passagem, como se fosse um túnel para reencontrar de novo o sol.
Fazes-me lembrar a noite, por isso desdenho continuar a alimentar a tua deslumbrante beleza lunar.
Passo a vida embriagado por palavras, perdido no emaranhado de abraços em que me teimas prender, quero ser livre, quero ser Ícaro e se necessário voar direito ao sol, se for esse o preço, fá-lo-ei, não duvides, a minha existência já meio amadurecida está para além de quaisquer dúvidas ou incertezas.
Ris-te, eu sei que te ris aí ao fundo no escuro, no teu nicho de prazer, brincas neste momento com as tuas mãos, sinto-o.
Riste porque sabes o destino de Ícaro, riste-te porque a noite volta sempre e eu como a maré, volto ao mar, ao teu mar.
Sorris pacientemente porque sabes que volto, permites-me estes assomos de rebeldia, jogas com tudo isto para aumentares o teu jogo de prazer, sei-o bem, demasiado bem para a minha própria sanidade.
Tens razão, sempre a maldita razão, volto ao teu conforto lunar, à tua poesia erótica, ao teu romantismo obscuro, volto porque sei-me feito da mesma massa embora iludido que poderia ser de outra, mais solar, mais brilhante.
Não nos apartemos mais então, que termine esta farsa, entrega-me o teu corpo para dele fazer vaso da minha paixão, isso, liberta-me dos sonhos pois deles não preciso, liberta-me da ilusão pois ela sempre me traiu, sim, é o teu corpo que desejo, os teus braços lunares e os teus olhos de inocência.
Julgava eu não ter em mim a poesia, a rima certa que compõe o soneto, enganado de novo pelo sufoco de querer ser diferente.
Amordaça-me com o teu fogo, prende-me aos grilhões e dá-me prazer, lê-me Sade pois a noite é ainda apenas uma criança inocente
Continuamos a olhar de lado em espelhos baços certos que deles nada vislumbramos, é melhor assim, dar passos falsos em frente do que morrer parado entre a noite e a madrugada.

Bruno:Carvalho
2011

(Este texto não está consoante o novo acordo autográfico por opção do autor)



EXORCISMO

Exorciza os demónios da minha alma Os fantasmas inumanos que consomem a minha carne Liberta-me, perdoa-me. Exorciza o meu corpo com...