sexta-feira, 27 de janeiro de 2012

HINDSIGHT


"Intangible. Eternal. Without beginning nor end. The nameless, formless energy that permeates all living things. That sweeps through nature like a ripple in an ocean, sending cascades of timeless wonder through the air, on the song of a bird, the freshness of the morning air. A clear calling for our inner nature to awaken beyond our every day lives, and fears. Love is timeless, love is purity. It is the lightless light, the rays of the sunrise dancing on the surface of the sea. Love is you, and love is me. It is the deepest knowing, the serenity of being, the laughter of the earth, the limitless breath of the wind, the wonder of potential, the power of thought, the gift of life, the highest vibration, the most profound awareness... the knower. Life. Love. Infinite. within you. Now. Always.

For it is in love's gentle embrace that we come to know the space between us. A feeling deep within that not all is what it seems. that we bear witness to a magic as deep as our own, to a summernight horizon that whispers "welcome" to your soul. And in those fleeting, trembling moments that we share between the worlds, it is enough for us to know that in each other we must care, for alive and not alone are we the children of the world, here to witness time and the unfolding miracle of the soul.

There is no difficulty that enough love will not conquer. There is no disease that enough love cannot heal, No door that enough love will not open, No gulf that enough love will not bridge, and no war that enough love will not throw down. It makes no difference how deeply seated may be the trouble, how hopeless the outcome, how muddled the tangle, how great the mistake. A sufficient realization of love will dissolve it all. And if you could love enough, you would be the happiest and most powerful person in the world."


quarta-feira, 18 de janeiro de 2012

UNIVERSAL



Today, like every other day, we wake up empty

and frightened. Don't open the door to the study
and begin reading. Take down a musical instrument.
Let the beauty we love be what we do.
There are hundreds of ways to kneel and kiss the ground.


The breeze at dawn has secrets to tell you.

Don't go back to sleep.
You must ask for what you really want.
Don't go back to sleep.
People are going back and forth across the doorsill
where the two worlds touch.
The door is round and open.
Don't go back to sleep.


I would love to kiss you.

The price of kissing is your life.
Now my loving is running toward my life shouting,
What a bargain, let's buy it.


Daylight, full of small dancing particles

and the one great turning, our souls
are dancing with you, without feet, they dance.
Can you see them when I whisper in your ear?


All day and night, music,

a quiet, bright
reedsong. If it
fades, we fade.


RUMI

domingo, 15 de janeiro de 2012

STOP!

STOP!
Tens de parar!
Não vale a pena fazer rewind porque o que passou não pode ser mudado, fastforward também não pois a vida já é suficientemente curta para a vivermos à velocidade da luz.
Basta!
Carrega no stop faz um reboot e carrega de novo no play. Liberta-te dos vícios que mascaram o que és, fazem-te ser o que nunca foste, disfarçam os problemas pintando-os de outra cor por pouco tempo, deixam-te iludido.
Pára!
è tempo de viver e sentir.
Sentir o que se vive e viver o que se sente.
É tempo de fazer escolhas por mais duras que sejam. É tempo de nasceres finalmente.
És livre! Porque não aproveitas isso?
Porque vives constantemente toldado pelo medo?
Porque tens tanto poder na tua mão e desperdiças-lo a cada momento? Ama-te mais do que amas os outros!
Não te deixes para trás, faz-te gigante quando o mundo quer fazer-te acreditar que és um anão. Não és.
És tudo o que sempre sonhaste ser, no entanto colocaste a máscara de inicio e nunca te apercebeste que te esqueceste de a tirar...
Vive-te. Vive a diversidade que te preenche. Entre a beleza de um luar numa qualquer escuridão e o calor de um raio de sol numa qualquer manhã de Inverno.
Faz o que quiseres!
Mas vive!

Bruno:Carvalho
2012



They are out there, somewhere near...



segunda-feira, 9 de janeiro de 2012

METÁFORA

"Estou farto da minha morte!" cuspiu o Anastácio pela janela que dá para o quintal do vizinho. "Quero lá eu saber!" respondeu-lhe ele de volta eloquentemente.
A verdade é que ele estava mesmo farto da sua malfadada morte, já o tinha dito no outro dia ao Dr. Ambrósio, psiquiatra nas horas vagas, "Quero viver!" disse-lhe no mais profundo do seu deslumbramento. O Doutor conhecia muito bem casos como aquele, ao longo dos anos tinha visto muita gente viver. Disse-lhe pacientemente aos gritos "Viver não resolve nada..."
"Resolve sim senhor! Terminavam todos os meus problemas e angústias, queria apenas poder provar um pouco do seu sabor." Respondeu um sonolento Anastácio.
"Então conta-me lá. Preferias uma vida lenta ou uma rápida?" "Lenta claro! Não gosto nada de sofrer."
Anastácio passara toda a sua morte a pensar no dia em que iria viver, diziam-lhe "Morre a tua morte, não ligues a esses disparates que falam na televisão sobre a Vida."
Mas aquilo martelava-lhe constantemente a cabeça, como se o seu cérebro estivesse a ser forjado em cada momento na bigorna de um ferreiro.
Cada dia que passava o pessoal da rua preocupava-se cada vez mais com ele, viam-no a sair de casa a assobiar e a sorrir e perguntavam-se se seria a última vez que o veriam morto.
A coragem faltou-lhe inúmeras vezes mas naquele dia estava confiante que não iria falhar, escolheu bem o sítio, à beira do lago gelado esperou que alguém parasse de patinar, quando isso aconteceu acercou-se da pessoa e pediu delicadamente "Emprestas-me os teus patins?" 
Calçou os patins com pressa, demasiada pressa pois conseguiu calçá-los ao contrário, desfeito o erro pôs-se de pé e deslizou suavemente sobre o espelho gelado, sabia-lhe bem, gargalhou entusiasmado, o entusiasmo transbordou e quando deu por si encontrava-se estatelado no meio do lago, com face colada ao gelo sentiu um alívio que lhe penetrou a alma.
As pessoas à sua volta precipitaram-se para ele, entre eles um médico, aquele lago era perigoso já tinha nascido ali muita gente.
O Anastácio levantou-se e olhou para a multidão que olhava para a superfície vazia do lago, gargalhou de novo alegremente e deslizando aceleradamente gritou "ESTOU VIVO! ESTOU VIVO! Finalmente..."

Bruno:Carvalho
2012


DON'T BOTHER

Don't mind me, just wandering around drawing circles in the air Don't mind me, nothingness is just a state of mind Don't bo...