sexta-feira, 17 de fevereiro de 2012

AMOR=DOR

Dizem por aí que são borboletas aquelas cócegas que sentimos no estômago quando estamos apaixonados. Não poderia discordar mais. A mim parecem-me escorpiões, uma centena deles a picar, a libertar veneno até que o nosso coração acelerado ceda e se despedace.
Quando isto acontece ficamos absorvidos dias a fio no caos dos lençóis desejando um sono eterno. Ao menos os sonhos teimam em acabar, mal ou bem, não passam disso.
Perseguimos a pé carros que não tencionam parar, como tolos varremos as cinzas da nossa alma para debaixo do tapete.
Somos demasiado sinceros, demasiado abertos, demasiado sentimentais. 
O segredo estará talvez em controlar a tal coisa chamada esperança, sem esperança somos tudo o que ambicionamos ser.
Falando através de probabilidades em 99% dos casos AMOR=DOR, que não concordar que avance com outros números e através de outra análise, apaixonados=estupidificados.
Quem nos visse do espaço diria que somos obcecados por dor, gostamos. Se assim não fosse as probabilidades seriam bastante mais equilibradas.
A verdade é que a maioria das pessoas por quem nos apaixonamos estão-se nas tintas para isso e mais grave que isso guardam-no para si em vez de dizê-lo em voz alta.
Aí está, convém nunca dizer o que se sente, pode ser demasiado ofensivo para alguém.
Estamos todos mentalmente tolhidos por esta cegueira que nos embriaga, que nos deixa como loucos em cima do gradeamento de uma qualquer ponte o suficientemente alta para nos tirar da boca o sabor a fel.

Bruno:Carvalho
2012

4 comentários:

Araúja Kodomo disse...

Obrigada!

Apesar de amor combinar com felicidade, alegria etc, amor rima mesmo é com dor... Mas passamos toda uma vida a procurar essa dor, é assim o humano! :) *

Anónimo disse...

Eu tenho uma solução.

Anónimo disse...

Assinado
SaSeguro

Anónimo disse...

amar dói demasiado.

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Exorciza os demónios da minha alma Os fantasmas inumanos que consomem a minha carne Liberta-me, perdoa-me. Exorciza o meu corpo com...