ENIGMA

Os pilares da minha alma ruíram
O portão abriu-se e dele jorrou a dormência
Os meu coração foi invadido até ao seu âmago
Pela não existência, pela morte prometida.

Falo silêncio pois as palavras foram-me roubadas 
Estropiado de voz sigo letárgico rumo ao fim
Mais um fim de um principio que não chegou a iniciar-se
Mais um ponte destruída, o rio corre célere e frio rumo ao vazio.

Relutante a mais uma investida desoladora de dor
Paro, encostado ao peitoril da janela olho o abismo
O enigma embrulha-se cada vez mais e a solução que não surge...
A resposta está tatuada no sabor dos teus lábios.

Da janela tudo que vejo é a tela do teu corpo
Jorrada na parede e não no linho da cama.

Bruno:Carvalho
2012


Foto por: Marta Araújo

Comentários

Araúja Kodomo disse…
Tudo perfeito eheh, obrigada :D

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