quarta-feira, 15 de fevereiro de 2012

SURREAL

Surreal no mínimo…
É o que se pode dizer desta busca incompreendida por insanidade. Ninguém entende como uma personalidade tão equilibrada se estilhaça assim de um momento para o outro.
E se o entendimento fosse possível, o que fazer com tal informação? Como divulgá-la às massas sem o perigo de uma debandada geral duma multidão em pânico. Que preço iríamos pagar? Demasiadamente elevado decerto….
A melhor solução seria portanto esconder o objecto descoberto por detrás de um mito inexplicável, amontoar as teorias num disléxico texto inconsequente e sujeito a julgamento moral.
Aplaudimos aqui de longe, onde é seguro, onde apenas o que vemos nos afecta e não tanto o que sentimos. Olhamos enternecidos para a inocência da loucura exposta. Mostramos solidariedade mergulhados no nosso conforto instalados no sofá acolhedor simplesmente, mudamos de canal.
A revolução não é televisionada, ao contrário da morte esta não traz audiências, traz apenas instabilidade e o perigo da alienação das massas outrora sossegadas e formatadas.
Alimentamo-nos sem dúvida de tragédia, nesse sentido somos autênticos obesos.
Na tentativa de humanizar a violência irracional estupidificamos o pensamento ainda desformatado, ridicularizamos os elementos fora da nossa matriz de controlo, como se para e eles e não para nós fizesse todo o sentido a palavra insanidade.
Fazemo-nos mártires democráticos, mostramos ser virgens ofendidas quando simplesmente não destrinçamos democracia de tecnocracia, ideologia de extremismo.
A ditadura mantém-se como elemento inerente à nossa condição humana, somos ditadores de nós mesmos disfarçados de lobos mas mordendo como cordeiros.
E quando o nosso pequeno altruísmo se transforma completamente em egoísmo nada nos detém de dizer e fazer as maiores asneiras de que somos capazes de imaginar.


Bruno:Carvalho
2011


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