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A mostrar mensagens de Agosto, 2012

CORNERS

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Nos recantos da cidade vejo os olhos do mar A cantoria dos cisnes azuis flui por cima de mim Aqui e ali nos cantos mais escuros ouço um murmúrio "É possível amar alguém demais?"
Em cada passo revivo as memórias Tragédias recalcadas num coração frágil e irrequieto Sem que tenho de ir ali além, algures, nenhures, num tempo vazio "É possível esquecer uma pessoa assim?"
Finjo-me poeta sei-o bem, assim tudo faz mais sentido É como sentir em mim a noite a jorrar Como o fado que sai da porta entreaberta da taberna "É possível sentir esta dor?
Num frasco amarelecido pelo tempo, prendi uma borboleta Como se ela necessitasse de ser presa para saborear a liberdade Nos recantos da minha alma ainda ouço o seu choro "É possível viver sem ti?"
Trémulo fado, boémias piedades disfarçadas de orações Perdi a fé no caminho, quando ele me levou ao mar aberto Explodi nas ondas mesmo sabendo que iria afundar-me Ainda te ouço agora "É possível amar alguém demais?"
Bruno:Carvalho 2012 

F…

FIO

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Será assim que tudo vai terminar? Eu perdido num mar de ilusões, ofuscado pelo meu orgulho? Perdido num oceano de incertezas... Terminará tudo assim, uma faca nas mãos e o corpo banhado em sangue? Seremos nós apenas descendentes de um algoritmo? Parece que vivemos com um fio ligado ao tornozelo, que por vezes se encontra com outros, quando sentimos dor pela perda de alguém é quando essa linha se emaranha em todas as outras que passam por nós. Seremos apenas o resultado de uma equação cósmica? Será que o Universo conspira para formar o nosso trilho nesta existência.? A faca na mão não justifica nada, não responde a perguntas nem tão pouco arranja soluções existenciais. É apenas um objecto entre tantos outros... Erguemos-nos da poeira primordial, tão cegos como uma cria recém-nascida, tão ignorantes, tão fracos, fomos colocados num ambiente diverso, como tábulas rasas prontas a ser preenchidas por informação ávida por mais uma formatação. Cada um de nós é uma experiência do Universo. No meu ca…