terça-feira, 14 de agosto de 2012

FIO


Será assim que tudo vai terminar? Eu perdido num mar de ilusões, ofuscado pelo meu orgulho? Perdido num oceano de incertezas...
Terminará tudo assim, uma faca nas mãos e o corpo banhado em sangue?
Seremos nós apenas descendentes de um algoritmo? Parece que vivemos com um fio ligado ao tornozelo, que por vezes se encontra com outros, quando sentimos dor pela perda de alguém é quando essa linha se emaranha em todas as outras que passam por nós.
Seremos apenas o resultado de uma equação cósmica? Será que o Universo conspira para formar o nosso trilho nesta existência.?
A faca na mão não justifica nada, não responde a perguntas nem tão pouco arranja soluções existenciais. É apenas um objecto entre tantos outros...
Erguemos-nos da poeira primordial, tão cegos como uma cria recém-nascida, tão ignorantes, tão fracos, fomos colocados num ambiente diverso, como tábulas rasas prontas a ser preenchidas por informação ávida por mais uma formatação.
Cada um de nós é uma experiência do Universo.
No meu caso não sei onde a experiência falhou, mas algo correu muito mal, apanhado por sucessivas ondas de má informação encharquei-me em drogas, afoguei-me em rios de embriagantes palavras, fiquei vazio de novo, tiraram-me tudo... E o que fiz eu? Peguei na faca e cortei, espetei, rasguei a pele ansioso por encontrar outra... 
Descontente pelo resultado rasguei também a tua pele, como se aquele primeiro e último beijo fosse a leitura de uma sentença há muito decidida.
Ilusões, fui cuspido da boca do dragão para incendiar o mundo, falam de demónios como se andássemos disfarçados de profecias, a ignorância queimou-os, deixaram de ser imaculados e agora vêem demónios em todo lado.
A dor não pára, o meu fio deve estar bem atado noutro, um nó talvez, daqueles que apenas cortando se desatam. 
Lavado e purificado medito à entrada da porta, uma introspecção cega que me entrega à escuridão, apesar disso o sangue não saiu das mãos e o beijo não deixou a alma. Continuo sujo, tocado pela audacidade serei para sempre grão de pó perdido na imensidão cósmica da equação matemática que nos pariu a todos. 

Bruno:Carvalho
2012



Saw the demonstration 
On remembrance day 
Lest we forget the lesson 
Enshrined in funeral clay 
History is never written 
By those who've lost 
The defeated must bear witness to 
Our collective memory loss 

With every generation comes 
Another memory lapse 
See the demonstrations of 
Failing to learn from our past 
We live in the dreamtime 
Nothing seems to last 
Can you really plan a future 
When you no longer have a past 

Memories fall from the trees 
Amnesia 
Memories like autumn leaves 

If we are subject to 
Empirical minds 
I wonder what lies beyond 
Our memory's confines 
If memory is the true 
Sum of who we are 
May your children know the truth 
And shine like the brightest star 

Memory, help me see 
Amnesia 
Memory, set me free 

All my love and all my kisses 
Sweet Mnemosyne 
All my love and all my kisses 
Sweet Mnemosyne 
Sweet Mnemosyne

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