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A mostrar mensagens de Janeiro, 2013

"LUCÍFERO FOGO"

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Passam dias, passam horas, passam minutos negros como a torrente suja de um rio de Inverno, como as águas turvas não voltam a passar. Oculto na minha mortalha paciente, espero por um sinal distintivo dos demais, o teu sinal.  A solidão queda-se silenciosa no entanto altiva, como uma flor insolente que não deixa ser colhida. Aguardo pacientemente de olhos velados e alma esguia, seguro a pena tremulamente, escapa-se a mão, a tinta submerge os versos num vermelho escarlate, como se o Amor de fome se tratasse e a paixão fogo perene no entanto fria como o vil metal que na carne se atravessa. De rosto oculto seguem a Musa e o Bardo, disfarçados de canções e elogias fúnebres de seguida o rouxinol e a cotovia e a fechar tão peculiar desfile o corvo e a coruja, a morte e o sono que arrepia. Desejo querer, mesmo não querendo desejar, a cada letra a voz apagada de um passado difícil de esquecer e um presente que demora a passar... Já o futuro, esse se ri além, por cima do monte, horizonte indistinto, …