quarta-feira, 22 de abril de 2015

DELEITE DA ALMA

Nos sonhos de uma quimera adormecida
O deleite da alma interrompido por um sorriso
Na candura de uma parede branca
Um sinal como testemunha de um tempo passado
Um abraço na flor da inocência
Um beijo reconfortante a um viajante cansado
Estar num momento de paz há muito esperado
Anseiar a companhia da sua amada
Mesmo que signifique um último adeus
Mesmo que o amanhã traga de novo a solidão
Para voltar a ser a única companhia.

De uma Fénix renascida, a serenidade
Cuspida, expulsa e vazia
Desterrada da companhia dos seus mitos
De uma irmandade fechada e obscura
De um círculo de escolhidos
Bafejados pela sorte da verdade
Um orgulho, um único orgulho,
Pertencer a um coração humano
Adormecer num seio reconfortante

Sonhar numa voz nunca ouvida
Feliz porque a sua alma 
Está longe de ser uma memória esquecida
E a noite é novamente feliz e calma.

Bruno:Carvalho

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