sábado, 11 de abril de 2015

JURO

Juro que tento preencher com mil e uma coisas o pensamento, para te tirar do mesmo. Juro que faço mil por uma linha para isso, no entanto juro também que o falho miseravelmente…
Estou perdido, confesso-o, não sei o que sinto, mas sei que é bom, não consigo explicar o porquê de ainda o sentir após tanto tempo, és uma voz, um rosto, uma estrela no céu nocturno, não te conheço, mas sinto-te, sinto-te como se o tivesse feito toda a minha vida.
Não sei que cruel partida me tentou pregar o destino, se é que esse tão falado conceito existe. 
Por duas vezes encontrei nas linhas de energia do Universo a tua assinatura inconfundível, por duas vezes me perdi e agora não sei mais onde me encontrar.
A minha fé é inabalável quanto ao crer que cada decisão que tomamos se transforma numa consequência na linha da vida, mas porque é que não consigo entender o seu significado? Porque tomar aquele caminho e não outro? Porque dizer ou escrever aquilo e não me conter no silêncio?
Juro que tento ser o mais sensato possível e viver o dia, porque o presente é tudo o que existe, porque não me quero perder na falácia de um futuro que nunca irá acontecer.
A minha imaginação trai-me, confesso-te isso também, vivo aqui entre o sonho e a realidade numa luta sem tréguas, sem fim à vista, sem sinal de paz na forma de um sentimento... Amor.
Trai-me também a paixão, a ânsia de te querer, de te poder conter no espaço tão exíguo que é a minha existência.
Juro que tento, meu amor, esquecer-te, enganado pelo tempo sigo iludido por ele, que me faz viver esperançoso que é possível esquecer.
Tento adormecer, mas não quero adormecer, ou pelo menos não quero sonhar, não mais, prefiro noites dormidas e esquecidas no dia seguinte.
Juro que tentarei, mas sei que será apenas mais uma promessa quebrada…

Bruno:Carvalho
Abril 2015



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