quarta-feira, 29 de abril de 2015

REVOLUÇÃO SILENCIOSA

Absorvido no turbilhão de uma revolução silenciosa
Despojado na frieza de uma lápide pálida
Está uma inscrição antiga
Uma promessa de um coração abandonado.

Nas lajes húmidas desta noite de Outono
A sonhar com a esperança
A morrer por um amor perdido
Estou eu poeta ferido, esquecido na poeira.

Embriagado pelo vento agreste
Ouço vozes sumidas pela chuva
Corrompido pela solidão
Arrasto-me na turba de corpos inertes.

Vejo o dia a passar pela ponta dos dedos
Como relâmpagos surgem visões tuas
Memórias antigas despejadas dos meus olhos
Vivo no limiar do sonho, estou só e moribundo.

Malfadado coração, sangra no absurdo
Neste mundo estéril de sonhos
Esta terra amaldiçoada pela ignorância
No meio de tal escuridão uma réstia de uma luz.

Um pequeno sinal, um farol
O teu olhar sereno
A tua mão na minha
Tremo temeroso de ser só um sonho
Abandono-me a esta ilusão
Sem ter a certeza
Que um novo dia nascerá

Bruno:Carvalho



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