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A mostrar mensagens de Junho, 2015

SOMOS...

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Somos feitos da matéria das estrelas, preenchidos por demasiadas ausências, numa procura infinita pela luz no fim do mundo, o nosso mundo, povoado por fantasias e sonhos inalcançados. Somos poeira, somos escuridão quando a noite não é meiga para nós e o luar beija a nossa pele como lâminas afiadas, ficam as feridas e as cicatrizes de desejos moribundos, feitos abstractos e escritos esquecidos... Somos vazio quando tendemos a esquecer da glória que outrora fomos feitos, quando caímos num torpor desesperado que não nos deixa levantar voo de novo. O sol faz-se lua nova e tudo de obscuridade se disfarça, quando por detrás da máscara sorrimos de escárnio perante o nosso próprio reflexo, e quando vida teima abandonar o nosso olhar, caímos nos braços de um ódio que nos consome, fazendo-nos esquecer que somos, no nosso intimo, feitos de amor. Somos farrapos de neve moribundos à deriva no furioso vento de Inverno, no olho da tempestade, na periferia da realidade alternativa que tanto buscamos, na …

GHOST WHISPER

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Just a shameless lie You left me to die alone Now I lurk in the shadows In the bleakness of this illusion
A brave murder they tell A lonesome victory of the fallen Do you feel me whispering at your side? A sweet phantom eyes veiling your sleep
And so I mourn, defeated A lament echoes in this vile silence It’s still life calling my name It’s still love mourning in my grave
And so I feed of darkness and solitude Hear my chant, can you hear it now? As the wind blows the healing sounds of the morning I dive deeper down in the funeral ground
Bruno:Carvalho

MY DREAMS

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Is this the emptiness they told me about? Did darkness came to caress me? For many years I fought When light was only a sense of existence
Have you returned to destroy me? Didn’t I bravely took your hand When mist tried to embrace you? So why this meaningless acts of disturbance?
Didn’t I forsaken you in my deepest memories? I tore my beliefs to understand your meaning Didn’t my nights turned empty shells of regret? My tears froze in the vast of your creation
My dreams, why did they returned? A premonition left astray in the mirage of time Have you came to inflict me pain? It’s pain that feeds me, it’s death I dream.
Bruno:Carvalho

A LÁGRIMA ESCONDIDA

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A corrente vazia A fome perene que parece explodir-me por dentro A solidão, o reflexo que não quero ser Fico amarrado ao desconforto, à ânsia de querer ser pó Invisível, derramado no vento, deposto do trono Cai a minha máscara, rompe-se o silêncio moribundo
A lágrima escondida A desolação amarelecida das minhas memórias Desejos perdidos, sentimentos olvidados numa realidade abstracta Perdi-me na frieza da noite À espera de ver-te no nascer da alvorada Plena de emoção, a tua beleza espalhada pelo meu acordar
A verdade ferida Vejo os sonhos fugirem com os olhares vazios Fantasmas esguios, sombras que me arrancam a serenidade Tenho que ir, é só minha a culpa O desejo, o amor, o prazer, o desejo De te querer, de te consumir para além de qualquer dúbia razão.
Bruno:Carvalho

Urgentemente

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É urgente o Amor,
É urgente um barco no mar.

É urgente destruir certas palavras ódio, solidão e crueldade, alguns lamentos, muitas espadas.
É urgente inventar alegria, multiplicar os beijos, as searas, é urgente descobrir rosas e rios e manhãs claras.
Cai o silêncio nos ombros, e a luz impura até doer. É urgente o amor, É urgente permanecer

Eugénio de Andrade