A LÁGRIMA ESCONDIDA

A corrente vazia
A fome perene que parece explodir-me por dentro
A solidão, o reflexo que não quero ser
Fico amarrado ao desconforto, à ânsia de querer ser pó
Invisível, derramado no vento, deposto do trono
Cai a minha máscara, rompe-se o silêncio moribundo

A lágrima escondida
A desolação amarelecida das minhas memórias
Desejos perdidos, sentimentos olvidados numa realidade abstracta
Perdi-me na frieza da noite
À espera de ver-te no nascer da alvorada
Plena de emoção, a tua beleza espalhada pelo meu acordar

A verdade ferida
Vejo os sonhos fugirem com os olhares vazios
Fantasmas esguios, sombras que me arrancam a serenidade
Tenho que ir, é só minha a culpa
O desejo, o amor, o prazer, o desejo
De te querer, de te consumir para além de qualquer dúbia razão.

Bruno:Carvalho

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