domingo, 26 de julho de 2015

AMANHECER EM TI

As minhas noites passam-se entre murmúrios
E recordações fugazes de momentos incertos
Em espaço vazio, lamento o desperdiçar do tempo
À espera do terno amanhecer em ti

A janela aberta, a solidão entra sorrateira
Ciente do destino frágil da carne
Um desejo invisível que arde na pele
Um desejo moribundo marcado nos lençóis

As minhas noites fazem-se de lamentos inquietos
A Voz clamada em franco desespero
Um grito sufocado por anos de esquecimento
Preciso de despertar, de renascer em ti

O meu amor, a minha consolação despejada no vazio
Agarro-me à última luz de um dia que demorou a passar
Volta agora o sonho, a esperança descarnada
Amanhece em ti a miragem do meu corpo.

Bruno:Carvalho

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