domingo, 30 de agosto de 2015

O PESO DO SILÊNCIO

Quando o peso do silêncio nos cai sobre os ombros obrigando-nos a vergar e encarar o chão com a amargura do passar dos minutos, chegamos à conclusão que por mais que sonhemos num futuro mais brilhante e esperançoso, isso não vai chegar...
Nessas horas mais negras em que nem o brilho belo da lua é suficiente para nos lavar a mágoa da alma, tudo se torna claustrofóbico e as paredes parecem fechar-se sobre nós, sufocando-nos, impedindo-nos de libertar as asas e escapar à prisão interior, aquela que nos prende mais, que não nos deixa ser felizes e sermos nós próprios...
Por vezes o preço de um sorriso é demasiado caro, por vezes o preço do amor é demasiado grande para podermos pagar, aí resta-nos a dor e o seu abraço eterno.

Bruno:Carvalho
Agosto 2015

domingo, 23 de agosto de 2015

A ÚLTIMA DERROTA

Quando somos derrotados pelos acontecimentos que moldam a nossa vida o melhor a fazer é calar e engolir a dor que nos abala como um terramoto abana a terra que pisamos.

È mais fácil desse modo, seria ainda mais fácil substituir o amor por ódio e virar a cara para não fitarmos a desolação que nos rodeia, mas de fracos não reza a história por isso calemos e abracemos a dor, levando cada dia como se fosse o último, resistindo estoicamente ao impulso de verbalizarmos o que tanto dói.

Abracemos também o silêncio e a solidão, pois parece que são as coisas que mais certas temos nesta vida.


É pena que aquilo que nos torna tão singularmente especiais, além das outras criaturas, não nos prepare para o impacto de certos sentimentos na nossa vida, sendo que a perda e o amor serão talvez os mais complicados de lidar, e quando se conjugam podem ser devastadores.

Mas o que nos impele a continuar a andar e a lutar? O que nos faz lutar por impossíveis e sonhar com um dia melhor no dia seguinte? Depois de mais uma noite de gritos abafados e lágrimas engolidas, amarrados à segurança de uma almofada do lado vazio e frio da nossa cama...


Cada um terá em si a resposta, sendo que a minha a mim me pertence e ficará para sempre nesse silêncio auto-imposto, na regra de calarmos o que nos vai na alma...

O sentimento de não pertencer a um sitio e no fundo estar para sempre preso a ele é bastante desolador...
É o que tenho a dizer hoje, num dia que a dor se tornou tão forte quem nem as palavras fazem sentido...

Bruno:Carvalho
Agosto 2015

quarta-feira, 19 de agosto de 2015

THE VOID

Let me welcome you into the void
What a great story death can tell
Phantom visions left astray in time
Let me stay away, the abyss opens before me

Odd riddles, fainted memories of sensual desires
A tread a path of ruin, I let myself go
The night tells a different story, a poem of solitude
Deliverance, a wish burnt in a million empty words

Black roses laid in my frozen tomb
I crawl in the snow, failing to see the way
Sleep is my house, hope my dream

You left me behind, I understand your fear
Withered desires, shattered dreams best forgotten
Oblivion it’s just a step away
Let me welcome you, this is my void.

Bruno:Carvalho

sábado, 15 de agosto de 2015

TANGLED

So, this is our last goodbye...
Life goes on....

TUDO...

Peguei na tua foto mais bonita e fiquei ali, incerto, confuso e arrebatado ao mesmo tempo.
A difícil tarefa de te descrever, apenas olhando e sem palavras ou ruídos de fundo, olhei os teus olhos como se ao olhar aquela foto pudesse de facto fazer o tempo andar para trás, para aqueles primeiros momentos, o primeiro minuto em que a paixão desabrochou...
Passou tanto tempo, tenho-te em mim desde sempre como tivesses sido o inicio e o final de toda a minha vida, olho a foto, mas as minhas mãos continuam vazias...
Deite-te todos os nomes, inventei mil e uma noites de amor, puro, despido de insignificâncias, apenas uma noite calorosa de paixão, de querer ser e poder ter, no meu abraço o teu corpo.
Não sou nada e a pouco ambiciono, olho esta foto, tenho-a como a mais perfeita de todos mas sei que todas elas são perfeitas, abrem-se como janelas para uma paisagem bucólica, onde tudo parece perfeito para além da sua inerente imperfeição...
E amo-te ainda, sei-o, está nos meus ossos, nos meus músculos, na minha pele, na minha voz e nas lágrimas que todas as noites encolhido e agarrado à almofada derramo silenciosamente...
E agarro-me a estas pequenas coisas, aos olhares trocados, às pequenas coisas oferecidas, um colar em forma de coração, uma flor, um vídeo, um poema, um texto de uma noite quente de prazer enternecedor...
Claro que me lembro que neste tempo todo nem tudo foi perfeito, palavras foram ditas, palavras que deviam ter morrido à nascença sofucadas na garganta, em cada uma delas tenho o meu arrependimento e um pouco desta dor da tua ausência... amo-te... mas não é o suficiente...
E tudo o que queria era apresentar-te ao mundo, dizer quem és, o que significas, o que sempre serás para mim, mas nada resta neste momento além de ficar aqui todas as noites a olhar a tua mais perfeita foto de todas, agarrado às memórias, seduzido ainda pelas ilusões que tomaram conta de mim naquele dia, deves lembrar-te ainda daquele dia...
Sei o meu destino ficarei preso por um fio entre a vida e a morte porque soube não ter medo de amar, arrisquei, perdi é certo, mas arrisquei e soube o que aconteceu em vez de ficar na dúvida do que aconteceria se...
Nada aconteceu, o mundo gira à mesma velocidade mas o tempo parece ser mais célere e cruel...
Na tua foto, o teu cabelo, o teu olhar, o teu sorriso perfeito e o meu adeus para sempre marcado...

Bruno:Carvalho
Agosto 2015

Aqui fica o "nosso" vídeo, a mesma música, as mesmas palavras, diferentes imagens...

THE BLEAKNESS OF DEATH

And there I stood facing the path I’ve chosen
Like fallen leaves in the snow,
I leave my footsteps in the heart of every man
I’ve chosen the night, this is my night, a eternal night.
And I fought, I fought bravely for my forsaken freedom

I left you buried in ashes
The ashes of our mistaken love
The blood that stain my hands will make me remember
There will be things I’m destined to recall
Others simply will fall in forgetfulness

And now I lay frozen in this open tomb
The bleakness of death drowning my wretched body
In this prison inside I foreshadow the end of all life
Repent if you want to be saved

I’m already condemned.

Bruno:Carvalho

sexta-feira, 14 de agosto de 2015

DEAD

And now I lay dead
The testimony of my blood written in the stars
Now I burn the remnant light
Shall darkness arrive, long shall be the night

Last words left astray by my side
I curse your blessing disguise
I rather see you naked than in that hateful gown
As death rises triumphant I cast my dreams away

A sweet tragedy, my ember tears frozen in your eyes
As winters dresses the earth with white and cold
I burn goodbyes in dying eyes

I cherish bleakness, end finally arrived.

Bruno:Carvalho

BLEAKNESS

Teimo em acordar vivo, como se a vida fosse uma maldição entranhada na pele.
Sem objectivos, sem sentido ou perdido no caminho, direcções demasiado confusas, ofuscadas por uma escuridão permanente, uma escuridão muito maior que a luz mais brilhante.
Teimo em acordar dos sonhos, mesmo que estes sejam mil vezes melhores que a realidade, mesmo que por vezes sejam pesadelos...
A minha alma grita mas nenhum som se ouve neste quarto vazio... As lágrimas teimam em não lavar nada, as desilusões, os erros, a culpa, o passado demasiado pesado para poder carregar sobre os ombros, continuo a cair como se doesse estar vivo, como fosse um pesadelo respirar...
Todas as noites espero adormecer para sempre, que melhor fuga, para esta maldita tentativa de existir.
Amaldiçoado, abandonado, despedaçado no vento da manhã, acordo para mais um dia igual a todos os outros...
E o meu prazo de validade aproxima-se, cada vez mais violento, cada vez mais impossível de ignorar a cada estremecimento do meu corpo desfigurado, um navio naufragado demasiadamente perdido para ser salvo.
E nesta hora mais negra da minha existência nem o Amor me pode salvar, deixo-vos em assombros de beleza, um eterno adeus marcado numa página em branco...

Bruno:Carvalho
Agosto 2015

"It's a shame you won't live. But then again, who does?"

segunda-feira, 10 de agosto de 2015

UNIVERSAL

Somos somas de muitas decisões, membros activos de uma equação cósmica, fios invisíveis de uma mesma consciência, única, eterna...
Somos muito mais do que espelhos quebrados por dilemas morais, somos amor, somos beleza e divindade, somos o vazio e a plenitude ao mesmo tempo, o tudo e o nada, o sol e a lua, a noite e a madrugada.
O corpo que sustenta a nossa alma não fala, é um invólucro temporário, um casulo de onde a nossa consciência transborda como uma borboleta no inicio da sua perene e curta existência. A forma do nossos corpos não comunica conscientemente, a forma como empatizamos, nos ligamos como ser humanos entre os nossos semelhantes e os outros seres faz-se através da alma, apenas nela reside a verdadeira beleza e de nada vale que nos tentem impingir estereótipos, tentando convencer-nos que pela observação da nossa forma palpável somos mais bonitos ou mais feios, mais dignos ou indignos de amar!...
O corpo em si apenas fala em raras ocasiões, quando por exemplo numa partilha intensa de sentimentos, nos amamos, aí sim, o corpo fala mas apenas como, mais uma vez reflexo do que cresce na nossa consciência, a mesma que partilhamos com todo o universo vivo e inanimado.
Em certo ponto das nossas vidas temos de proceder à reflexão que chegámos a este momento devido à soma de todas as nossas decisões, somos o aglomerado das mesmas, no entanto decisões passadas nunca impedirão que as futuras não sejam diferentes.
Não somos prisioneiros do destino nem daquilo que está escrito nas estrelas, por todo o nosso probabilistico universo poderemos ser um milhão de diferentes manifestações.
A cola que nos mantém coesos chama-se Amor e essa é a única verdade que nunca poderemos negar ou questionar...

Bruno:Carvalho
Agosto de 2015

EXORCISMO

Exorciza os demónios da minha alma Os fantasmas inumanos que consomem a minha carne Liberta-me, perdoa-me. Exorciza o meu corpo com...