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A mostrar mensagens de Agosto, 2015

O PESO DO SILÊNCIO

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Quando o peso do silêncio nos cai sobre os ombros obrigando-nos a vergar e encarar o chão com a amargura do passar dos minutos, chegamos à conclusão que por mais que sonhemos num futuro mais brilhante e esperançoso, isso não vai chegar... Nessas horas mais negras em que nem o brilho belo da lua é suficiente para nos lavar a mágoa da alma, tudo se torna claustrofóbico e as paredes parecem fechar-se sobre nós, sufocando-nos, impedindo-nos de libertar as asas e escapar à prisão interior, aquela que nos prende mais, que não nos deixa ser felizes e sermos nós próprios... Por vezes o preço de um sorriso é demasiado caro, por vezes o preço do amor é demasiado grande para podermos pagar, aí resta-nos a dor e o seu abraço eterno.
Bruno:Carvalho Agosto 2015

A ÚLTIMA DERROTA

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Quando somos derrotados pelos acontecimentos que moldam a nossa vida o melhor a fazer é calar e engolir a dor que nos abala como um terramoto abana a terra que pisamos.
È mais fácil desse modo, seria ainda mais fácil substituir o amor por ódio e virar a cara para não fitarmos a desolação que nos rodeia, mas de fracos não reza a história por isso calemos e abracemos a dor, levando cada dia como se fosse o último, resistindo estoicamente ao impulso de verbalizarmos o que tanto dói.
Abracemos também o silêncio e a solidão, pois parece que são as coisas que mais certas temos nesta vida.

É pena que aquilo que nos torna tão singularmente especiais, além das outras criaturas, não nos prepare para o impacto de certos sentimentos na nossa vida, sendo que a perda e o amor serão talvez os mais complicados de lidar, e quando se conjugam podem ser devastadores.
Mas o que nos impele a continuar a andar e a lutar? O que nos faz lutar por impossíveis e sonhar com um dia melhor no dia seguinte? Depois de …

THE VOID

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Let me welcome you into the void What a great story death can tell Phantom visions left astray in time Let me stay away, the abyss opens before me
Odd riddles, fainted memories of sensual desires A tread a path of ruin, I let myself go The night tells a different story, a poem of solitude Deliverance, a wish burnt in a million empty words
Black roses laid in my frozen tomb I crawl in the snow, failing to see the way Sleep is my house, hope my dream
You left me behind, I understand your fear Withered desires, shattered dreams best forgotten Oblivion it’s just a step away Let me welcome you, this is my void.
Bruno:Carvalho

TANGLED

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So, this is our last goodbye... Life goes on....

TUDO...

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Peguei na tua foto mais bonita e fiquei ali, incerto, confuso e arrebatado ao mesmo tempo. A difícil tarefa de te descrever, apenas olhando e sem palavras ou ruídos de fundo, olhei os teus olhos como se ao olhar aquela foto pudesse de facto fazer o tempo andar para trás, para aqueles primeiros momentos, o primeiro minuto em que a paixão desabrochou... Passou tanto tempo, tenho-te em mim desde sempre como tivesses sido o inicio e o final de toda a minha vida, olho a foto, mas as minhas mãos continuam vazias... Deite-te todos os nomes, inventei mil e uma noites de amor, puro, despido de insignificâncias, apenas uma noite calorosa de paixão, de querer ser e poder ter, no meu abraço o teu corpo. Não sou nada e a pouco ambiciono, olho esta foto, tenho-a como a mais perfeita de todos mas sei que todas elas são perfeitas, abrem-se como janelas para uma paisagem bucólica, onde tudo parece perfeito para além da sua inerente imperfeição...
E amo-te ainda, sei-o, está nos meus ossos, nos meus músculo…

THE BLEAKNESS OF DEATH

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And there I stood facing the path I’ve chosen Like fallen leaves in the snow, I leave my footsteps in the heart of every man I’ve chosen the night, this is my night, a eternal night. And I fought, I fought bravely for my forsaken freedom
I left you buried in ashes The ashes of our mistaken love The blood that stain my hands will make me remember There will be things I’m destined to recall Others simply will fall in forgetfulness
And now I lay frozen in this open tomb The bleakness of death drowning my wretched body In this prison inside I foreshadow the end of all life Repent if you want to be saved
I’m already condemned.
Bruno:Carvalho

DEAD

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And now I lay dead The testimony of my blood written in the stars Now I burn the remnant light Shall darkness arrive, long shall be the night
Last words left astray by my side I curse your blessing disguise I rather see you naked than in that hateful gown As death rises triumphant I cast my dreams away
A sweet tragedy, my ember tears frozen in your eyes As winters dresses the earth with white and cold I burn goodbyes in dying eyes
I cherish bleakness, end finally arrived.
Bruno:Carvalho

BLEAKNESS

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Teimo em acordar vivo, como se a vida fosse uma maldição entranhada na pele. Sem objectivos, sem sentido ou perdido no caminho, direcções demasiado confusas, ofuscadas por uma escuridão permanente, uma escuridão muito maior que a luz mais brilhante.
Teimo em acordar dos sonhos, mesmo que estes sejam mil vezes melhores que a realidade, mesmo que por vezes sejam pesadelos... A minha alma grita mas nenhum som se ouve neste quarto vazio... As lágrimas teimam em não lavar nada, as desilusões, os erros, a culpa, o passado demasiado pesado para poder carregar sobre os ombros, continuo a cair como se doesse estar vivo, como fosse um pesadelo respirar...
Todas as noites espero adormecer para sempre, que melhor fuga, para esta maldita tentativa de existir. Amaldiçoado, abandonado, despedaçado no vento da manhã, acordo para mais um dia igual a todos os outros... E o meu prazo de validade aproxima-se, cada vez mais violento, cada vez mais impossível de ignorar a cada estremecimento do meu corpo desfigu…

UNIVERSAL

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Somos somas de muitas decisões, membros activos de uma equação cósmica, fios invisíveis de uma mesma consciência, única, eterna... Somos muito mais do que espelhos quebrados por dilemas morais, somos amor, somos beleza e divindade, somos o vazio e a plenitude ao mesmo tempo, o tudo e o nada, o sol e a lua, a noite e a madrugada.
O corpo que sustenta a nossa alma não fala, é um invólucro temporário, um casulo de onde a nossa consciência transborda como uma borboleta no inicio da sua perene e curta existência. A forma do nossos corpos não comunica conscientemente, a forma como empatizamos, nos ligamos como ser humanos entre os nossos semelhantes e os outros seres faz-se através da alma, apenas nela reside a verdadeira beleza e de nada vale que nos tentem impingir estereótipos, tentando convencer-nos que pela observação da nossa forma palpável somos mais bonitos ou mais feios, mais dignos ou indignos de amar!... O corpo em si apenas fala em raras ocasiões, quando por exemplo numa partilha i…