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A mostrar mensagens de Outubro, 2015

Untitled

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Dai-me um dia branco, um mar de beladona  Um movimento Inteiro, unido, adormecido Como um só momento.
Eu quero caminhar como quem dorme Entre países sem nome que flutuam.
Imagens tão mudas Que ao olhá-las me pareça Que fechei os olhos.
Um dia em que se possa não saber. SOPHIA DE MELLO BREYNER ANDRESEN In Coral, 1950

O VAZIO DO SILÊNCIO

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Parece que me escrevi como se escreve, como se o vento outonal me tivesse varrido os pensamentos e me tivesse apenas deixado desertos estéreis e nus de sentimentos. As palavras parecem que já não pulsam nas minhas veias, como sangue que procura nova vida, no amor, novas histórias de ilusória felicidade e fantasia.
Fico aqui horas a fixar ardemente o papel branco como se por milagre as palavras se escrevessem e se traduzissem no que facto sinto e quero dizer... Dizem que me falta a inspiração, embora no meu âmago me parecer que falta muito mais que isso, é como se uma parte de mim se tivesse desprendido do resto, como a alma que se separa do corpo no momento do último suspiro...
Virão de novo as palavras? Virão de novo como as novas folhas na primavera depois de um longo inverno? É apenas mais uma resposta entre muitas às quais não tenho resposta. Tudo o que sinto, tudo o que sou, resume-se apenas a silêncio e olhares distantes para lugares nenhuns... Todos os dias exactamente iguais, todas a…