terça-feira, 20 de dezembro de 2016

SO MUCH AND SO LITTLE....

So much beauty in this world... all wasted...
So much love in this world... all washed away by grief
So much hope... all blown away in the point of a gun
So much meaning, so much poetry, so much melodies
All gone under the white noise and screams for help...

So much wasted
So much potential
Buried under a so many lies a deceipt...
So much disappointment....
We are just a grain of sand in a vast Universe
We are just a moment in time of a whole lifetime....

Bruno:Carvalho
2016


terça-feira, 22 de novembro de 2016

AMORES IMPERFEITOS

Os paradoxos da vida fazem-nos por vezes ficar confusos, como é que é possível que um sentimento que quase nos paralisa a nossa existência pode ser o mesmo que nos faz avançar?
                Não existem amores-perfeitos, a não ser flores com esse nome, talvez no mundo vegetal os amores sejam perfeitos, no nosso humano mundo eles não são de todo…
                Há dores que o melhor dos analgésicos não tira, há vazios que o maior dos ansiolíticos não consegue preencher, há fome de querer, e há uma distância que nos separa, não espacial mas invisível e incompreensível.
                Fazes-me falta, já nada disso é segredo, agora quase que evito fechar os olhos, porque sinto a dor antes de ela chegar, cada lembrança nascida da minha imaginação faz-me estremecer, e quando abro os olhos vejo-me de novo aqui, só, sentado na poltrona com o livro nos joelhos.
                Há sentimentos inexplicáveis, pessoas que nos parecem agarrar eternamente e segurar, mesmo que inconscientes desse facto, não há nada que as faça rés deste nosso crime, simplesmente assim é, nada na vida acontece por acaso por isso é que questionamos tudo, não te conheci por acaso, tudo há-de ter uma finalidade, não sei bem ainda qual, mas haverá por certo.
                Os mesmos pensamentos que nos fazem sofrer, fazem-nos pairar sobre o abismo, na incerteza se cairemos ou se alguém aparecerá no último instante para nos segurar.
                A esperança teima em ter um papel por demais importante nas nossas vidas, há quem a pinte de rosa, eu pinto-a sempre de cinzento, é neutral demais para ser confiável.
                A sensação de pertencer à vida de alguém, ter quem pense em nós, que sorria com os nossos disparates, que amue com a nossa distância, que deseje aquele telefonema ou mensagem é uma sensação inolvidável de felicidade e realização.
                Muito mais que qualquer valor material é o amor, qualquer tipo, que nos agrra de facto à essência da vida.
                Nascemos acompanhados, morremos sozinhos, a dor é quase sempre inevitável mas apenas nós escolhemos sofrer ou não, entre o nascimento e a morte, o que acontece está nas nossas mãos e temos todo o poder de decidir o melhor, ninguém se livra de errar e cair, mas também a ninguém é negado o poder de corrigir as coisas e de se levantar, para seguir lutando, para arriscar pois sem risco nunca saberemos se não poderíamos ir mais além.
                O medo é só uma ilusão, teimamos em criar medos onde por vezes não existem, são desculpas para escondermos os sentimentos que pensamos serem envergonhantes mas que no nosso âmago são o nosso orgulho, não ter vergonha de gostar de alguém por mais que um qualquer dogma criado socialmente nos faça sentir que o que sentimos é vergonhosos e proibido.
                O amor não tem barreiras mas às vezes é-nos mais cómodo pensar que é um bicho de sete cabeças e que as coisas podem não funcionar.
                Nada há mais errado que nos negarmos a nós próprios a oportunidade de sermos felizes.

Bruno:Carvalho
Setembro/14


terça-feira, 18 de outubro de 2016

NA MINHA MORTE…

                                 O que dirão os Homens ao passar na minha campa
Que escorreguei na infertilidade do amor?
Que deslizei nos abraços que o mundo rejeitou?
Não posso imaginar o fartote
O banquete dos seus olhos na lápide branca
Anémica, ligeiramente iluminada pelos líquenes.

Dirão que nunca fui ninguém, terão inveja
Querem chorar por mim, mas riem-se por mim
Dirão que fui o ditador do coração
Porém, nunca quis ser filiado nele
Que tristes contradições se farão para explicar a dor.

Dirão que fui barão no orgulho e na tristeza
Não posso prever as observações
Serão por certo ensaiadas, pois não me conhecem
Nem eu me conheço
Para me imaginar com direito à tumba.

Bruno:Carvalho

segunda-feira, 1 de agosto de 2016

EXPIAÇÂO

Estou perdido, depedaçado em milhões de pequenos bocados como um espelho no meio da tempestado. Estou quebrado, avariado como um relógio parado no tempo, refém da escuridão vivo numa cela bafienta algures na minha cabeça.
À minha volta toda a luz é consumida, tudo que tenho de bom em mim é lentamente sugado pela minha incapacidade de mudar, pela minha falta de força para enfrentar a montanha que à minha frente se levanta.
Estou perdido, no canto da minha eterna infelicidade finjo que vivo como se soubesse o que é viver. Vivo num sonho eterno, num sono profundo, vagueando sem rumo, sem saber quem sou, perdi-me algures no tempo, afogado em todas as minhas culpas e sonhos esfumados.
O meu senso de normalidade está completamente baralhado, fragmentos de universos paralelos, deixo o amor partir e a desesperança entrar, a tristeza, o medo e a dor.
Deixo tudo entrar sem resistência por tenho a consciência que no final é o que mereço, afasto de mim toda a alegria, amor e esperança e abraço toda a desolação.
A expiação de todos os meus pecados.

Bruno:Carvalho
2016

quarta-feira, 15 de junho de 2016

A QUEDA

Levaste-me ao céu e deixaste-me por lá, perdido, vagueando entre o limiar do sonho e o abismo da realidade, entre o véu do tempo e crueza do espaço.
Fiquei embriagado pela visão das constelações, das galáxias e eternamente encantado pelos buracos negros que me atraiam aos poucos.
Por momentos perdi noção de mim, apercebi-me a tempo dos poucos pedaços da minha alma que se libertavam em direcção ao vazio...
Forcei-me a cair, a despenhar-me na terra, a meio caminho do inferno e da perdição eterna.
Agora arrasto-me aqui, sempre com o horizonte à vista e a linha da costa por trás, naveguando, à deriva, sem destino... 
Com a maresia embalo-me nas minhas paisagens interiores com medo de sair cá para fora, acomodo-me ao canto mais escuro da minha alma, com a esperança que um dia a luz me alcance.

Nada faço para forçar que ela entre, espero um milagre e assim a eternidade tarda a chegar e a noite escura envolve-me no seu doce abraço.
Das nuvens à terra, caído e desterrado como um nefilim banido do paraíso...


Bruno:Carvalho
2016

segunda-feira, 16 de maio de 2016

TEIA DO DESTINO

Libertei-me da teia do destino
Dos braços audazes da morte
Libertei-me do esquecimento
Da inconsequência do tempo.

Na insanidade perscrutei a noite
Os sons familiares que me embalam
Os braços frios e desconhecidos que me abraçam
A suavidade do veneno nos lábios que me beijam.

E agora caio num sono há muito esperado
As vicissitudes da vida espelhadas no meu olhar
Caio nas lágrimas derramadas pela manhã

Afogo-me no estertor de um novo dia de solidão.

Bruno:Carvalho

sábado, 16 de abril de 2016

FROM WITHIN

Não tenhamos medo dos corpos que nos encerram, das linhas que nos definem, ou dos julgamentos aos quais somos sujeitos.
Libertemos-nos, sejamos livres de nos aceitar, da forma como somos, forma, feitio, altura, religião, ideologia... aceitemos-nos como somos cada um com as suas particularidades, por vezes bastante vincadas outras de formas subtis...
O que nos sustêm é o amor, por isso amemos, mesmo que os espelho nos tente convencer do contrário, aceitemos quem nos ama com a mesma força que aceitamos quem nos amará, sem julgamentos ou ideias feitas, sejamos nós sem nunca nos vendermos, todos temos o direito de amar e ser amados, vivamos portanto.


Bruno Carvalho
2016



terça-feira, 8 de março de 2016

IMPLOSÃO

É a embriaguez de absorver a criação artística, não é o mesmo sentimento de embriaguez alcoólica vai muito além disso, muito mais adiante do que qualquer coisa terrena que possamos sentir.
É o sentimento de pertença, de pertencer a alguém ou a algures, a um grande plano ou a um pequeno esboço.
É sentir a ansiedade, não a que nos empurra e arrasta para o medo ou pânico, mas aquela que nos empurra para a urgência de explosão ou a mesma que nos faz implodir e desabafar sobre nós próprios.
É a beleza de um momento, não apenas mais um, mas o momento certo, para quê? Quando lá chegarmos saberemos por certo...


Bruno:Carvalho
Março 2016

terça-feira, 23 de fevereiro de 2016

FEAR

Despite all the certainty do you think we're in control, my friend? Do you really think that feelings and emotions were made for be reasonable?
Think again.
Between the million human emotions that we can experience along our life, there's not even one reasonable, not even one.
See. We kill, we love, we breed cruelty every day, like we breed our kindred and strangely we adore to do just that.
It's all about control, mind control, it's impressive how we read, listen or talk and those simple actions could influence so many minds, even our own.
So we drive, unconscious of the danger, blinded by a million empty reasons, we forsake emotions.
And what do we win doing that king of stuff?
Nothing, I tell you friend, nothing at all.
Sometimes while we walk down the road we notice certain details, normally we observe beauty, but I ask you, what really means beauty?
Can you tell me?
Can you enlighten me?
If we follow society's standards we arrive at one conclusion, the majority is blind, simple as that, blindness disguised as enlightment, so we judge, we dare to judge.
We lurk in the shadows with predator eyes but with no prey to follow.
But happily we cast away the stone in our hands, we let it fall into the dust, the same dust that made us and for which we will return.
So I retain one simple thing when I look into my lover's eyes, I merely think of mortality, my mortality, is it life long enough to lose love and win regret?
I'm sure we don't born fearful, what made us fear ourselves so much?
Tell me friend...
Ah, like I expected, your silence gives you up...
So silence does reveal the truth.
Just like I suspected...
One more thing my friend, one last question, are you brave enough to hear this? Your screaming silence, can you face the fear, the truth?
Tell me that.

I promise I will pretend to believe you.

Bruno:Carvalho

quinta-feira, 11 de fevereiro de 2016

GAME OVER

Sometimes it's hard to see through a ocean of lies, only the tsunami hits us in the beach we realize that's already too late...





Oh your sweet little lies
Oh your sweet little lies
I can hear when I hold you close to me
When I look in your eyes
I see through your disguise
What I see is an only lonely void
And I can see hell in your eyes

Cause you're drowning inside
Those fake tears that you cried
As I claw my way from your tragedy
Emptiness is your bride
Arrogance is your pride
I won't drown in another's misery
And you won't pull me down to die

No!
Stuck in this prison with a brother I loved
Stuck in this prison with the memories of...
Another time, when music's all that we had
Bonded by anger and addictions, so glad
Always together but no words are spoken
This is the sound of a friendship broken
Trapped and climbing up the walls
How the fuck do I get out of these pitfalls?

And you say that life is just a game and
Everyone who plays is just a pawn
And shame on me it went so long
How could I've been so wrong?
I've forever gone, colder
If life is just a game then
Game over

Dreaming of choking someone I used to know
Strangling the negativity that they sow
Resent has now become the face in the mask
That plays upon a bitter two-man cast
Go find somebody else to blame your problems
Trying to fuck me, because you can't solve them
Stop! You never gave a shit
We almost fucking quit, because how much you hated it

And you say that life is just a game and
Everyone who plays is just a pawn
And shame on me it went so long
How could I've been so wrong?
I've forever gone, colder
If life is just a game then
Game over

For as long as you're alive
I'll curse your worthless name

On the day
On the day of your demise
Unburied and left for the flies
Believe me that I will piss upon your grave
Forgiveness may greet me on someday
But I'll never forget all this pain
Let there be no mistake
This is not a game!

Oh your sweet little lies
Oh your sweet little lies
I can hear when I hold you close to me
When I look in your eyes
I see through your disguise
What I see is an only lonely void

Cause you're drowning inside
Those fake tears that you cried
As I claw my way from your tragedy
Emptiness is your bride
Arrogance is your pride
I won't drown in another's misery
Forever this friendship has died

No!
And you say that life is just a game and
Everyone who plays is just a pawn
And shame on me it went so long
How could I've been so wrong?
I've forever gone, colder
If life is just a game then
Game over
Game over
(Game over)


Robb Flynn

quinta-feira, 14 de janeiro de 2016

BECOME


Don't lock it all away, let it go, hold the flooding river, do not be overcome by disbelief in your own invisibility.
Lay back as the world explodes in front you, relax, breathe in, breathe out, inhale and exhale, let old wounds heal...
Believe, always believe that we're just moments in time, we will die one day but we don't day everyday, give a step backwards if you need, but always follow ahead, no regrets, no fears, no oblivious dreadful moments of empty despair...
Rise above, dream the impossible, it's never too late to go and try, it's never to late to fail, believe even if the outcome not goes your way...
You're a whole, thoughts, feelings, memories, even people or their remembrance, all belongs to you, makes what you are.
Don't try fit the world only because others think you should, let the world fit naturally in you, embrace the moment and do not fear the change.
Be yourself, love yourself.
Become life, become love.


Bruno:Carvalho
2016

terça-feira, 5 de janeiro de 2016

TANTO E TÃO POUCO

O momento que se faz tempo infinito, deixa-nos esgotados, cansados... Como se as feridas curadas rompessem de novo em carne viva.
Deixamos-nos desgarrados, órfãos de vontade própria, o tempo faz momento infinito e nunca é tarde demais para se ser eterno.
Tudo tão confuso, tão fora de nada, como se quisessemos ser mais e nunca o podermos ser, como quisessemos ter tudo mas nada em nós cabe, ficamos assim ligeiros, vazios por um lado cheios por outro, sem meio termo.
Uma meia-luz no entanto se acende de tempos a tempos, novo ano, feridas antigas, novos dias iguais aos tão velhos perdidos nos anais do tempo.
Queremos ser tudo para alguém sem sermos nada para nós próprios, tanto sonho varrido pelo vento infernal da impossibilidade.
E depois? 
Depois morremos e deixamos para trás a casca vazia que a terra há-de consumir...
Somos tanto num momento mas tão pouco numa eternidade.

Bruno:Carvalho
2016

EXORCISMO

Exorciza os demónios da minha alma Os fantasmas inumanos que consomem a minha carne Liberta-me, perdoa-me. Exorciza o meu corpo com...