TEIA DO DESTINO

Libertei-me da teia do destino
Dos braços audazes da morte
Libertei-me do esquecimento
Da inconsequência do tempo.

Na insanidade perscrutei a noite
Os sons familiares que me embalam
Os braços frios e desconhecidos que me abraçam
A suavidade do veneno nos lábios que me beijam.

E agora caio num sono há muito esperado
As vicissitudes da vida espelhadas no meu olhar
Caio nas lágrimas derramadas pela manhã

Afogo-me no estertor de um novo dia de solidão.

Bruno:Carvalho

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