terça-feira, 18 de outubro de 2016

NA MINHA MORTE…

                                 O que dirão os Homens ao passar na minha campa
Que escorreguei na infertilidade do amor?
Que deslizei nos abraços que o mundo rejeitou?
Não posso imaginar o fartote
O banquete dos seus olhos na lápide branca
Anémica, ligeiramente iluminada pelos líquenes.

Dirão que nunca fui ninguém, terão inveja
Querem chorar por mim, mas riem-se por mim
Dirão que fui o ditador do coração
Porém, nunca quis ser filiado nele
Que tristes contradições se farão para explicar a dor.

Dirão que fui barão no orgulho e na tristeza
Não posso prever as observações
Serão por certo ensaiadas, pois não me conhecem
Nem eu me conheço
Para me imaginar com direito à tumba.

Bruno:Carvalho

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