quarta-feira, 8 de março de 2017

SIDELINE

Por mais ou menos inconsequências pelas quais passamos, no final não somos mais que loucos...
Loucos à procura da imortalidade através de mil e uma coisa, sem saber ao certo qual a certa, depois passa o momento e a vida esfuma-se num segundo... o tempo pára, também ele incerto se é ou não o momento certo.
Podemos meter quantas máscaras queremos, ser mais ou menos mordazes nas nossas abordagens mundanas, por muito que amemos nunca será o suficiente, por muito que vivamos nunca será o que desejámos que fosse, é um ciclo vicioso feito ao sabor do tique taque do relógio.

Por vezes partimos, sem dizer adeus, por ser incoveniente ou por medo, fugimos sem destino, sem saber o que nos prende e ao quê, somos bonecos de madeira leve soltos no vento norte... Partimos sem saber o que deixámos para trás...

O arrependimento faz-nos ténues miragens e quando queremos voltar atrás embatemos violentamente em muros invisiveis, em impossibilidades, por muito que queiramos que tudo dê certo, nada o é, e nada bate certo.

Vamos para o banco e vemos as coisas da linha lateral do jogo da vida, vendo as horas passar e esperando que por uma única vez o relógio pare mesmo.

Nunca parou, segue a marcha rumo ao esquecimento eterno...

Bruno:Carvalho
Março 2017

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