sexta-feira, 21 de julho de 2017

SINFONIA DOS CAÍDOS

Os acordes que choram, as letras que sangram, a alma que explode, um sentimento que se agiganta a cada nota tocada e o corpo implode sobre si... a ti me entrego, espírito, carne e sangue.
A poesia dos caídos... a solidão que não se desfaz.
E o corpo que tudo aguenta, demanda justiça pelo desterro da alma, faz-se mar, tormenta e tempestade, do grito que só alguns ouvem surge a sinfonia dos perdidos.
E as sereias filhas de um deus menor, enfeitiçam sem saber que a maldição nunca mais poderá ser quebrada.
Os acordes choram e a música baila moribunda por entre os meus dedos, como areia de uma ampulheta desfaz o tempo e corrompe a vontade.
Aos sós tudo que de só há, aos esperançosos tudo o que a esperança não dá e aos funéreos tudo o que a morte tirará.
Uma hora e um bater longínquo, os acordes choram e a música extingue-se.

Bruno:Carvalho
2017

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