segunda-feira, 25 de junho de 2018

SLEEPING SUN


May the sun sleep forever
May the night be my bride
May the moon chant an hymn of glory
A requiem for my lover's omen

I shall never be free
My soul still dwells among the fallen
Mourning the departure of faith
I will rest upon the remains of hope

May the sun sleep forever
May the beauty live in fragile moments
May death come to extinguish life
As I release my final breath into the night

This is my darkest hour
A vision of a sullen soul left astray
This is my elegy, my final call
My name shall be written in this crumbling wall.

Bruno:Carvalho

THE BLEAKNESS OF DEATH


And there I stood facing the path I’ve chosen
Like fallen leaves in the snow,
I leave my footsteps in the heart of every man
I’ve chosen the night, this is my night, a eternal night.
And I fought, I fought bravely for my forsaken freedom

I left you buried in ashes
The ashes of our mistaken love
The blood that stain my hands will make me remember
There will be things I’m destined to recall
Others simply will fall in forgetfulness

And now I lay frozen in this open tomb
The bleakness of death drowning my wretched body
In this prison inside I foreshadow the end of all life
Repent if you want to be saved
I’m already condemned.

Bruno:Carvalho

ETERNIDADE


Se eu pudesse captar os teus gestos
Pintá-los ia numa tela colorida
Se eu pudesse provar o teu sorriso
Se eu pudesse prender o teu olhar
Se eu pudesse ser o teu raio de sol
Aquela luz irrequieta de uma vela na tua noite
Se eu pudesse ser eu, um sopro de harmonia
Tocaria uma canção, uma melodia, um hino à tua beleza

Escrevi esta ode, esta alegoria à tua coragem
Se eu pudesse ser forte para rasgar a dor
Se eu pudesse ser corajoso para libertar o amor
Se eu pudesse ser tudo mesmo sendo quase nada
Desejava ser o teu pôr-do-sol, a tua lua, a tua aurora
Deseja ser o teu mar, o cais onde pudesses descansar
Desejava ser uma lembrança, uma daquelas que guardas no coração

Nasce o dia, morre o sonho, vive a promessa
No brilho do teu olhar, na tranquilidade do teu sorriso
Meu amor, no nosso sonho não existe adeus
No nosso sonho a eternidade nunca é longe demais.

Bruno:Carvalho

quarta-feira, 20 de junho de 2018

REDENÇÃO


Não é estranho quando no silêncio ecoa a saudade?
As palavras perdem-se,
Os dias passam incólumes ao sofrimento
Tudo deixa de fazer sentido

O tempo não volta atrás
Não existe maneira de apagar
Aquelas palavras,
Tão docemente ditas

Tudo o que resta,
Aquela perene saudade ancorada,
No silêncio

O perdão está ao alcance de uma mão
À distância de um pensamento
Haverá coragem de enfrentar,
A corrente furiosa do tempo e pedir redenção?

Bruno:Carvalho

domingo, 17 de junho de 2018

TUDO OU NADA


Lei e Amor trazem a Força
Do Caos ao Princípio Inconsciente
Da Luz do Tenebroso olhar
Agora a Alma e o Ser são um
Agora ao Espírito é Possível
Ver o futuro ausente.

Escondo Tenebroso olhar
Sem poder, sem ter Força
Sei que a Alma e o Espírito
Não respeitam lei ou Princípio
Nem o Amor leva ao Caos
Nem o Ser à Luz.

O todo leva ao nada
     O nada, leva ao esquecimento.

Bruno:Carvalho

quarta-feira, 6 de junho de 2018

NOS MEUS POEMAS A TUA BELEZA


Rabisco nos meus poemas a tua beleza
A curva do teu rosto, a profundidade dos teus olhos
Em cada verso um aroma do teu beijo
Em cada letra, a força que me impele a seguir em frente

Rasuro nos meus poemas a escuridão
Dou-lhes novas formas, formas de luz e esperança
Fragmentos libertados na noite
Em cada verso a doçura do luar

Descrevo-te no mais profundo de mim
O meu ser como refúgio para os teus medos
O meu coração como ponte sobre o abismo
E a minha fragilidade como garantia de paz.

Bruno:Carvalho

sexta-feira, 1 de junho de 2018

DE TI

Sempre gostei de ver as tuas fotos, talvez porque ao olhá-las assim tão ferverosamente achasse que pudesse sorver toda alegria dos teus sorrisos, como se ao tocá-las te tornasses mais real e estivesses tão perto que te pudesse abraçar.
                Confesso não ser fácil lidar com esta distância tão próxima mas ao mesmo tempo longa, como se a linha do canteiro de flores do jardim fosse tão grande como um abismo e que aos poucos se afastava. Pois é, não é nada fácil querer-te assim em mim e ao mesmo tempo perder-te desta maneira.
                Ao tempo o que é do tempo, embora o meu tempo tenhas sido tu, e os anos falam por si, como se a primeira luz da manhã fosse a vela ao lado da nossa cama, o pardal no beiral a música, baixinha, no escuro e a relva do quintal os nossos lençóis.
                Lembro-me de te querer como fogo que precisa de oxigénio para crescer, lembro-me de te amar como a mulher, a única mulher que alguma vez fez sentido na minha vida.
                O primeiro beijo é sempre o mais apetecido e aquele nosso naquele jardim à beira rio foi tão inocente quanto delicioso, é bom, quando do nada e sem qualquer expectativa surge o tudo e a plenitude. Sim, lembro-me do teu beijo.
                Lembro-me também das tuas palavras feitas de doçura tão fervente, palavras cândidas escritas em papel de seda, e desenhos como tatuagens que marcam a pele do poeta sonhador que sou eu.
                A esperança, ah essa desdita lembrança de a ter, quando a tenho, tenho-te, quando a perco definho lentamente no fio escarlate que corre nas minhas insónias.
                Noites mal dormidas entre sonhos teus e acordares de vazio, o teu corpo no meu num sonho febril e o meu acordar a abraçar o vazio.
                Confesso que para mim o tempo não passa e a eternidade nunca será demasiada para esperar-te, amar-te não me faz mais velho ou mais esquecido é algo que vive comigo há tantos anos…
                Pois é minha querida, como uma lembrança aquele coração envolto em rosas, uma marca no peito que sobrevive ao desânimo.
                Lembro-te ainda porque esquecida não estás, espero-te meu amor porque a ferida ainda transborda de sangue e a distância ainda não conseguiu cicatrizar o que a paixão provocou.


Bruno:Carvalho


MARILYN

MARILYN Walking through, slipping through Crumbling along the ember valley It was I drifting among the sorrows Avoiding the sword...